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Mesas do Castelinho (Almodôvar): uma aldeia amuralhada na paisagem da Idade do Ferro do Baixo Alentejo.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em finais do século V a.C. é fundado, numa paisagem marcadamente interior, com fracas aptidões naturais e na fronteira entre os contrafortes da Serra do Caldeirão e a peneplanície alentejana, o povoado de Mesas do Castelinho (Almodôvar). Aparentemente, o local rompe com as antigas formas de povoamento conhecidas para a região, estruturado num aglomerado que pode ser interpretado como uma aldeia. O seu desenho urbano é definido pelas muralhas e pelos espaços interiores que reflectem as actividades proporcionadas pela paisagem envolvente: pecuária, agricultura e caça. Dissimulado na paisagem e junto a uma rota natural de circulação de pessoas e bens, define um importante papel na partilha dos artigos produzidos local e regionalmente, de que as cerâmicas com matrizes impressas são o melhor exemplo.A ruralidade reflecte-se ainda na pouca expressão dos artigos importados desde paragens litorais, ainda assim demonstrando uma ausência de rupturas nos circuitos da sua distribuição pelo interior. Estes sinais de continuidade prolongam-se até ao século II a.C., quando o registo material revela dos mais precoces contactos com o mundo romano conhecidos até ao momento para a região, com uma população que mantém as suas vivências intrinsecamente rurais, num povoado que já não utiliza a fortificação como perímetro e que constrói novos espaços habitacionais e de trabalho sobre as suas muralhas.
Autores principais:Estrela, Susana
Assunto:II Idade do Ferro Baixo Alentejo Cultura material Povoamento Estratigrafia Continuidade 2nd Iron Age Material culture Settlement Stratigraphy Stability
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em finais do século V a.C. é fundado, numa paisagem marcadamente interior, com fracas aptidões naturais e na fronteira entre os contrafortes da Serra do Caldeirão e a peneplanície alentejana, o povoado de Mesas do Castelinho (Almodôvar). Aparentemente, o local rompe com as antigas formas de povoamento conhecidas para a região, estruturado num aglomerado que pode ser interpretado como uma aldeia. O seu desenho urbano é definido pelas muralhas e pelos espaços interiores que reflectem as actividades proporcionadas pela paisagem envolvente: pecuária, agricultura e caça. Dissimulado na paisagem e junto a uma rota natural de circulação de pessoas e bens, define um importante papel na partilha dos artigos produzidos local e regionalmente, de que as cerâmicas com matrizes impressas são o melhor exemplo.A ruralidade reflecte-se ainda na pouca expressão dos artigos importados desde paragens litorais, ainda assim demonstrando uma ausência de rupturas nos circuitos da sua distribuição pelo interior. Estes sinais de continuidade prolongam-se até ao século II a.C., quando o registo material revela dos mais precoces contactos com o mundo romano conhecidos até ao momento para a região, com uma população que mantém as suas vivências intrinsecamente rurais, num povoado que já não utiliza a fortificação como perímetro e que constrói novos espaços habitacionais e de trabalho sobre as suas muralhas.