Publicação

As liberdades fundamentais de empresa e de iniciativa econômica, no âmbito das redes sociais sob a perspectiva dos seus utilizadores, à luz do direito constitucional

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Empresas que se lançaram no início dos anos 2000 com novas propostas de interação e facilidades, pareciam simplificar as nossas vidas com mecanismos, redes sociais virtuais, livrarias digitais e modernos smartphones, de repente se deram conta que tais interações produziam uma quantidade imensa de dados sobre a vida das pessoas, em especial, a forma como elas se relacionavam e como consumiam. Essa descoberta, aliada a pesquisas sócio comportamentais, gerou um divisor de águas em nossa história. Em menos de uma década, aquelas empresas mudaram o foco de seus antigos negócios, que passou a servir apenas como pano de fundo para um novo serviço bilionário, que as transformaria em verdadeiros monopólios digitais de alcance mundial, o marketing micro segmentado. Levou muito tempo até percebermos que tais monopólios foram muito além do que simplesmente incrementar o consumo, tornaram-se absolutos em cada um dos correspondentes nichos. Quando as primeiras providências legais começaram a surgir no horizonte, já haviam ceifado qualquer possibilidade de concorrência que as pudesse ameaçar e já ditavam a narrativa, não apenas da economia, mas também da política, assim como já haviam dividido a sociedade, estimulando extremismos e o ódio em prol do lucro. O presente trabalho tem como objetivo, através de uma abordagem analítica da doutrina, das leis e de exames de casos concretos, traçar um panorama de como as chamadas Big Techs surgiram e se transformaram em ameaças à democracia, quais os Direitos Fundamentais mais frequentemente por elas atingidos, principalmente sob a perspectiva do direito consumerista e da liberdade de empresa. Em seguida passaremos a demonstrar como a União Europeia passou a se utilizar da política antitruste aliada à normas de proteção aos Direitos Fundamentais, para combater esses monopólios digitais, através de uma abordagem preventiva.
Autores principais:Lacerda, Ênio Ricardo Cordeiro
Assunto:Tecnologias digitais Plataformas digitais Inteligência artificial Direitos fundamentais Big Techs Concorrência Teses de mestrado - 2025 Digital technologies Digital platforms Artificial intelligence Fundamental rights Big Techs Competition
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Empresas que se lançaram no início dos anos 2000 com novas propostas de interação e facilidades, pareciam simplificar as nossas vidas com mecanismos, redes sociais virtuais, livrarias digitais e modernos smartphones, de repente se deram conta que tais interações produziam uma quantidade imensa de dados sobre a vida das pessoas, em especial, a forma como elas se relacionavam e como consumiam. Essa descoberta, aliada a pesquisas sócio comportamentais, gerou um divisor de águas em nossa história. Em menos de uma década, aquelas empresas mudaram o foco de seus antigos negócios, que passou a servir apenas como pano de fundo para um novo serviço bilionário, que as transformaria em verdadeiros monopólios digitais de alcance mundial, o marketing micro segmentado. Levou muito tempo até percebermos que tais monopólios foram muito além do que simplesmente incrementar o consumo, tornaram-se absolutos em cada um dos correspondentes nichos. Quando as primeiras providências legais começaram a surgir no horizonte, já haviam ceifado qualquer possibilidade de concorrência que as pudesse ameaçar e já ditavam a narrativa, não apenas da economia, mas também da política, assim como já haviam dividido a sociedade, estimulando extremismos e o ódio em prol do lucro. O presente trabalho tem como objetivo, através de uma abordagem analítica da doutrina, das leis e de exames de casos concretos, traçar um panorama de como as chamadas Big Techs surgiram e se transformaram em ameaças à democracia, quais os Direitos Fundamentais mais frequentemente por elas atingidos, principalmente sob a perspectiva do direito consumerista e da liberdade de empresa. Em seguida passaremos a demonstrar como a União Europeia passou a se utilizar da política antitruste aliada à normas de proteção aos Direitos Fundamentais, para combater esses monopólios digitais, através de uma abordagem preventiva.