Publicação
The effect of proton pump inhibitors on the oral absorption of drugs
| Resumo: | Os Inibidores das Bombas de Protões são uma classe de fármacos largamente prescrita por médicos em todo o mundo, sendo que existem também algumas formulações não sujeitas a receita médica, sendo, assim, mais facilitada a sua aquisição por parte dos doentes. Estes fármacos são responsáveis pela supressão ácida do estômago e, consequentemente, pelo aumento do pH gástrico, estando descritas variadas interações com diferentes classes de fármacos. Este trabalho foca-se nas interações de absorção existentes entre os Inibidores das Bombas de Protões e outros fármacos, quando ambos são tomados por via oral, verificando-se uma relação entre a classe biofarmacêutica dos fármacos e a ocorrência deste tipo de interações: os fármacos de classe biofarmacêutica II e IV são os que possuem maior predisposição para interagirem com os Inibidores das Bombas de Protões, por possuírem uma solubilidade baixa e várias vezes dependente do pH, estando o trabalho focado em fármacos destas duas classes. Além disso, são também descritas as estratégias da tecnologia farmacêutica que nos permitem ultrapassar estes problemas, tais como a utilização de excipientes modificadores de pH e a utilização de dispersões sólidas amorfas. No final do trabalho é realizada uma análise sobre os estudos de bioequivalência, mais concretamente sobre as condições em que estes normalmente são realizados, ou seja, em indivíduos saudáveis, e é discutida a relevância de realizar estudos adicionais de bioequivalência quando estamos perante populações que realizam tratamentos com agente antiácidos como os Inibidores das Bombas de Protões ou, por exemplo, em populações com acloridria, sendo que, em ambos os casos há que ter em conta que o pH gástrico difere dos seus valores fisiológicos. Com este trabalho foi assim possível explorar e compreender os mecanismos adjacentes às interações de absorção oral entre Inibidores das Bombas de Protões e outros fármacos e concluir que os estudos de bioquivalência em indivíduos saudáveis podem não ser suficientes para garantir esta mesma bioequivalência em todos os indivíduos. |
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| Autores principais: | Capela, Rita Fuzeta da Ponte Nunes |
| Assunto: | Proton pump Inhibitors Oral absorption Interactions Bioequivalence Mestrado integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os Inibidores das Bombas de Protões são uma classe de fármacos largamente prescrita por médicos em todo o mundo, sendo que existem também algumas formulações não sujeitas a receita médica, sendo, assim, mais facilitada a sua aquisição por parte dos doentes. Estes fármacos são responsáveis pela supressão ácida do estômago e, consequentemente, pelo aumento do pH gástrico, estando descritas variadas interações com diferentes classes de fármacos. Este trabalho foca-se nas interações de absorção existentes entre os Inibidores das Bombas de Protões e outros fármacos, quando ambos são tomados por via oral, verificando-se uma relação entre a classe biofarmacêutica dos fármacos e a ocorrência deste tipo de interações: os fármacos de classe biofarmacêutica II e IV são os que possuem maior predisposição para interagirem com os Inibidores das Bombas de Protões, por possuírem uma solubilidade baixa e várias vezes dependente do pH, estando o trabalho focado em fármacos destas duas classes. Além disso, são também descritas as estratégias da tecnologia farmacêutica que nos permitem ultrapassar estes problemas, tais como a utilização de excipientes modificadores de pH e a utilização de dispersões sólidas amorfas. No final do trabalho é realizada uma análise sobre os estudos de bioequivalência, mais concretamente sobre as condições em que estes normalmente são realizados, ou seja, em indivíduos saudáveis, e é discutida a relevância de realizar estudos adicionais de bioequivalência quando estamos perante populações que realizam tratamentos com agente antiácidos como os Inibidores das Bombas de Protões ou, por exemplo, em populações com acloridria, sendo que, em ambos os casos há que ter em conta que o pH gástrico difere dos seus valores fisiológicos. Com este trabalho foi assim possível explorar e compreender os mecanismos adjacentes às interações de absorção oral entre Inibidores das Bombas de Protões e outros fármacos e concluir que os estudos de bioquivalência em indivíduos saudáveis podem não ser suficientes para garantir esta mesma bioequivalência em todos os indivíduos. |
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