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A democracia em construção na escola : a participação dos alunos : estudo de caso numa escola secundária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho procede-se à análise dos modos de produção de práticas de participação discente na vida da escola em tomo de uma questão central: como se constrói e se processa a participação dos alunos numa escola secundária. Estudou-se "um caso" de construção e de actualização da participação dos alunos, recorrendo a contributos da Ciência Política, das Teorias Democráticas e Modelos de Cidadania, privilegiando a análise sócio-organizacional, no sentido de construir um quadro conceptual adequado à análise, quer dos elementos normativos, quer das práticas de participação dos alunos no contexto escolar. A selecção do estabelecimento educativo em que desenvolvemos o nosso estudo deveu-se, por um lado, por já termos colaborado com professores e alunos em projectos de uma Associação local e, por outro lado, por ser uma escola que promoveu debates sobre a temática dos direitos humanos, possuir vários clubes e os respectivos órgãos de gestão em que os alunos se fazem representar, parecendo-nos, assim, ter condições, á partida, para nos proporcionar um contexto rico em informação empírica. Desenvolveu-se um trabalho de cariz etnográfico, com base numa metodologia de campo que integrou a observação directa das práticas de participação dos actores em contextos formais, não formais e infomais, a consulta de documentos produzidos pela escola e a realização de entrevistas aos alunos. A recolha dos dados permitiu analisar e questionar as relações de poder entre os diferentes actores educativos no seio da organização escolar. Conclui-se que as relações de proximidade e a comunicação dialógica com o pessoal docente se constituem como alicerces para a construção da escola democrática. Conclui-se, também, que os alunos tendem a privilegiar modalidades e estratégias de participação não formal e informal que se apresentam como sendo contextos que abrem caminhos para uma intervenção mais directa e em que os alunos participam nos processos de tomada de decisões. Ao nivel dos órgãos de gestão e de participação dos alunos na definição das politicas educativas da escola verifica-se uma certa marginalização e desvalorização destes actores pelo corpo docente, como parceiros educativos que fomenta uma participação passiva, consensual e convergente com os objectivos da organização escolar.
Autores principais:David, Elena de Oliveira, 1970-
Assunto:Teses de mestrado - 2004 Participação dos alunos Ensino secundário Democracia representativa Cidadania - educação
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste trabalho procede-se à análise dos modos de produção de práticas de participação discente na vida da escola em tomo de uma questão central: como se constrói e se processa a participação dos alunos numa escola secundária. Estudou-se "um caso" de construção e de actualização da participação dos alunos, recorrendo a contributos da Ciência Política, das Teorias Democráticas e Modelos de Cidadania, privilegiando a análise sócio-organizacional, no sentido de construir um quadro conceptual adequado à análise, quer dos elementos normativos, quer das práticas de participação dos alunos no contexto escolar. A selecção do estabelecimento educativo em que desenvolvemos o nosso estudo deveu-se, por um lado, por já termos colaborado com professores e alunos em projectos de uma Associação local e, por outro lado, por ser uma escola que promoveu debates sobre a temática dos direitos humanos, possuir vários clubes e os respectivos órgãos de gestão em que os alunos se fazem representar, parecendo-nos, assim, ter condições, á partida, para nos proporcionar um contexto rico em informação empírica. Desenvolveu-se um trabalho de cariz etnográfico, com base numa metodologia de campo que integrou a observação directa das práticas de participação dos actores em contextos formais, não formais e infomais, a consulta de documentos produzidos pela escola e a realização de entrevistas aos alunos. A recolha dos dados permitiu analisar e questionar as relações de poder entre os diferentes actores educativos no seio da organização escolar. Conclui-se que as relações de proximidade e a comunicação dialógica com o pessoal docente se constituem como alicerces para a construção da escola democrática. Conclui-se, também, que os alunos tendem a privilegiar modalidades e estratégias de participação não formal e informal que se apresentam como sendo contextos que abrem caminhos para uma intervenção mais directa e em que os alunos participam nos processos de tomada de decisões. Ao nivel dos órgãos de gestão e de participação dos alunos na definição das politicas educativas da escola verifica-se uma certa marginalização e desvalorização destes actores pelo corpo docente, como parceiros educativos que fomenta uma participação passiva, consensual e convergente com os objectivos da organização escolar.