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A influência de fatores ambientais, comportamentais e a eficácia da desparasitação na carga e prevalência de parasitas gastrointestinais de slow loris (Nycticebus javanicus e nycticebus coucang) e cuscus (Phalanger gymnotis), num centro de recuperação da Indonésia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os Slow Loris (Nycticebus coucang e N. javanicus) e os Cuscus (Phalanger gymnotis) residentes frequentes em centros de recuperação. É por isso importante determinar de que modo as instalações em que estes habitam, os seus comportamentos e as desparasitações efetuadas afetam o seu tipo e a carga parasitária gastrointestinais. No Cikananga Wildlife Rescue Center, na Indonésia, habitam onze Slow Loris e um Cuscus em três tipos diferentes de instalações: aéreas, com solo de betão e solo natural. Foram colhidas 86 amostras de fezes, posteriormente analisadas no laboratório do centro, com o método de Mini-FLOTAC. A positividade destas amostras foi 77,9% e foram identificados ovos/oocistos de Strongyloides sp., Capillaria sp., Enterobius sp., Ancylostomatidae, Hymenolepis diminuta, Eimeria sp. e Eimeria pachylepyron. Foi demonstrada uma diferença estatisticamente relevante entre a carga parasitária dos indivíduos das instalações de solo natural (99,17%), de solo de betão (0,75%) e nas do tipo aéreo, sendo esta a mais baixa (0,08%). Foram efetuadas medições de temperatura (ºC), humidade relativa (%) e luz solar incidente (%). Esta última não pareceu ter impacto na carga parasitária dos indivíduos analisados. Contrariamente, embora não de modo linear, as instalações mais quentes e húmidas apresentaram maior carga parasitária que as mais frias e secas, sendo estatisticamente significativa a diferença da mediana do número de OPG/OoPG das instalações a diferentes temperaturas e humidades relativas As observações noturnas realizadas a estes animais demonstraram que poderá haver uma relação entre o aparecimento de animais infetados com H. diminuta e a presença de ratos nas instalações de solo natural. Para além disso, em termos comportamentais, os animais mais frequentemente observados no chão da instalação (≥ 50%) também parecem demonstrar ter maior carga parasitária do que os restantes. Porém, a frequência de alterações comportamentais e a interação entre indivíduos não aparenta ter influência no número de OPG/OoPG encontrados nas amostras. A desparasitação dos animais do estudo, na sua globalidade, revelou-se eficaz. Todavia, ao avaliar cada animal isoladamente, os animais das instalações do tipo aéreo aparentam demonstrar indícios de resistências a anti-helmínticos
Autores principais:Pereira, Rita Neves
Assunto:Mini-FLOTAC Slow Loris Parasitas gastrointestinais Centros de recuperação Fatores ambientais Indonésia Mini-FLOTAC Slow Loris Gastrointestinal parasites Rescue Centers Environmental factors
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os Slow Loris (Nycticebus coucang e N. javanicus) e os Cuscus (Phalanger gymnotis) residentes frequentes em centros de recuperação. É por isso importante determinar de que modo as instalações em que estes habitam, os seus comportamentos e as desparasitações efetuadas afetam o seu tipo e a carga parasitária gastrointestinais. No Cikananga Wildlife Rescue Center, na Indonésia, habitam onze Slow Loris e um Cuscus em três tipos diferentes de instalações: aéreas, com solo de betão e solo natural. Foram colhidas 86 amostras de fezes, posteriormente analisadas no laboratório do centro, com o método de Mini-FLOTAC. A positividade destas amostras foi 77,9% e foram identificados ovos/oocistos de Strongyloides sp., Capillaria sp., Enterobius sp., Ancylostomatidae, Hymenolepis diminuta, Eimeria sp. e Eimeria pachylepyron. Foi demonstrada uma diferença estatisticamente relevante entre a carga parasitária dos indivíduos das instalações de solo natural (99,17%), de solo de betão (0,75%) e nas do tipo aéreo, sendo esta a mais baixa (0,08%). Foram efetuadas medições de temperatura (ºC), humidade relativa (%) e luz solar incidente (%). Esta última não pareceu ter impacto na carga parasitária dos indivíduos analisados. Contrariamente, embora não de modo linear, as instalações mais quentes e húmidas apresentaram maior carga parasitária que as mais frias e secas, sendo estatisticamente significativa a diferença da mediana do número de OPG/OoPG das instalações a diferentes temperaturas e humidades relativas As observações noturnas realizadas a estes animais demonstraram que poderá haver uma relação entre o aparecimento de animais infetados com H. diminuta e a presença de ratos nas instalações de solo natural. Para além disso, em termos comportamentais, os animais mais frequentemente observados no chão da instalação (≥ 50%) também parecem demonstrar ter maior carga parasitária do que os restantes. Porém, a frequência de alterações comportamentais e a interação entre indivíduos não aparenta ter influência no número de OPG/OoPG encontrados nas amostras. A desparasitação dos animais do estudo, na sua globalidade, revelou-se eficaz. Todavia, ao avaliar cada animal isoladamente, os animais das instalações do tipo aéreo aparentam demonstrar indícios de resistências a anti-helmínticos