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O microbioma na doença inflamatória intestinal: presente e futuro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença inflamatória intestinal, onde se incluem a doença de Crohn e a colite ulcerosa, é uma doença crónica caracterizada por uma resposta imunológica exacerbada associada a uma marcada disbiose. É uma doença que tem visto a sua incidência aumentar na população ao longo do tempo, sendo que as maiores incidências são reportadas nos países ocidentais. Crê-se que a doença inflamatória intestinal esteja relacionada a uma crescente industrialização e com a adoção de hábitos do Ocidente. O microbioma tem um papel central na patogénese da doença inflamatória intestinal e este é induzido por uma componente genética e por diversos fatores ambientais, como a dieta, a medicação, a idade e a higiene. Estes fatores influenciam a composição e as funções do microbioma de formas e intensidades distintas. As funções do microbioma do doente estão afetadas pela marcada disbiose, destacando-se as funções de barreira, imunológicas e metabólicas. Várias pesquisas têm sido realizadas no âmbito de tratamentos moduladores da microbiota intestinal, como os prebióticos, os probióticos, o transplante de microbiota fecal, intervenções na dieta e antibióticos. Embora se tenham obtido resultados favoráveis, os estudos realizados apresentam algumas limitações e os resultados têm sido contraditórios. Em virtude da complexidade da doença inflamatória intestinal, as medidas a tomar nas futuras intervenções serão em torno da identificação do papel do microbioma na patogénese; da possibilidade da composição microbiana predizer o risco da doença inflamatória intestinal e da capacidade da flora luminal antever a resposta à terapia. Para além disso, é indispensável a toma de medidas para melhorar a qualidade dos estudos através de uma posição multifacetada, holística e padronizada.
Autores principais:Coutinho, Gonçalo Cortes Raposo
Assunto:Doença inflamatória intestinal Microbioma Doença de Crohn Colite ulcerosa Disbiose Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença inflamatória intestinal, onde se incluem a doença de Crohn e a colite ulcerosa, é uma doença crónica caracterizada por uma resposta imunológica exacerbada associada a uma marcada disbiose. É uma doença que tem visto a sua incidência aumentar na população ao longo do tempo, sendo que as maiores incidências são reportadas nos países ocidentais. Crê-se que a doença inflamatória intestinal esteja relacionada a uma crescente industrialização e com a adoção de hábitos do Ocidente. O microbioma tem um papel central na patogénese da doença inflamatória intestinal e este é induzido por uma componente genética e por diversos fatores ambientais, como a dieta, a medicação, a idade e a higiene. Estes fatores influenciam a composição e as funções do microbioma de formas e intensidades distintas. As funções do microbioma do doente estão afetadas pela marcada disbiose, destacando-se as funções de barreira, imunológicas e metabólicas. Várias pesquisas têm sido realizadas no âmbito de tratamentos moduladores da microbiota intestinal, como os prebióticos, os probióticos, o transplante de microbiota fecal, intervenções na dieta e antibióticos. Embora se tenham obtido resultados favoráveis, os estudos realizados apresentam algumas limitações e os resultados têm sido contraditórios. Em virtude da complexidade da doença inflamatória intestinal, as medidas a tomar nas futuras intervenções serão em torno da identificação do papel do microbioma na patogénese; da possibilidade da composição microbiana predizer o risco da doença inflamatória intestinal e da capacidade da flora luminal antever a resposta à terapia. Para além disso, é indispensável a toma de medidas para melhorar a qualidade dos estudos através de uma posição multifacetada, holística e padronizada.