Publicação
MEMENTOS: Friendsourcing the unmet needs of people with dementia
| Resumo: | A doença de Alzheimer, a forma mais frequente de demência, afeta cerca de 1% da população portuguesa e prevê-se que tal duplique durante as próximas três décadas. Sendo uma doença crónica, sem cura, o tratamento farmacológico resume-se a desacelerar a evolução da patologia, tratamento esse que pode ser complementado com atividades de estimulação não-farmacológicas. A estimulação cognitiva e a terapia de reminiscência são duas das técnicas mais utilizadas para estimular os doentes. Ao evitar que estes se isolem do mundo que os envolve, promovendo a comunicação e a orientação para a realidade, diminui-se a perda de noção espácio-temporal e o seu declínio social. No entanto, todos estes processos são ainda bastante manuais, analógicos, com pouco material de suporte dinâmico ou personalizado para cada doente. Com uma tendência cada vez maior para os cuidados centrados na pessoa, é necessário conhecer os seus gostos e a sua experiência de vida para se poder direcionar o tratamento de encontro ao que mais gosta, motivando-a mais facilmente e atingindo melhores resultados. A recolha dessa informação acaba por recair na rede de cuidadores, um processo moroso e por vezes demasiado exigente especialmente quando já há uma fraca disponibilidade quer física quer emocional por parte de quem lida com a doença. Depois de se obter uma caracterização dos cuidadores e profissionais de saúde, assim como das suas necessidades, identicou-se uma falta de ferramentas de suporte à estimulação cognitiva, especificamente à terapia de reminiscência. Desenvolveu-se uma plataforma integradora que fornece o material necessário - eventos, fotos e música - para a reminiscência. Tal tem utilidade para os cuidadores que estão em casa com a pessoa com demência, passando pelos profissionais que podem conduzir melhor as suas consultas, indo até aos funcionários dos centros-de-dia que sabem agora mais sobre aqueles de quem tratam. Ao utilizar mecanismos de friendsourcing, essa recolha é partilhada por toda a família, fomentando-se a interação e interajuda, ao mesmo tempo que se alivia o esforço e se obtém material mais diverso. Com mais material promove-se a estimulação dos doentes, ao mesmo tempo que os fazemos comunicar mais com o mundo exterior, atrasando a evolução da doença. |
|---|---|
| Autores principais: | Antunes, Ricardo Jorge Silveira |
| Assunto: | Friendsourcing Redes sociais Demência Estimulação cognitiva Terapia de reminiscência Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença de Alzheimer, a forma mais frequente de demência, afeta cerca de 1% da população portuguesa e prevê-se que tal duplique durante as próximas três décadas. Sendo uma doença crónica, sem cura, o tratamento farmacológico resume-se a desacelerar a evolução da patologia, tratamento esse que pode ser complementado com atividades de estimulação não-farmacológicas. A estimulação cognitiva e a terapia de reminiscência são duas das técnicas mais utilizadas para estimular os doentes. Ao evitar que estes se isolem do mundo que os envolve, promovendo a comunicação e a orientação para a realidade, diminui-se a perda de noção espácio-temporal e o seu declínio social. No entanto, todos estes processos são ainda bastante manuais, analógicos, com pouco material de suporte dinâmico ou personalizado para cada doente. Com uma tendência cada vez maior para os cuidados centrados na pessoa, é necessário conhecer os seus gostos e a sua experiência de vida para se poder direcionar o tratamento de encontro ao que mais gosta, motivando-a mais facilmente e atingindo melhores resultados. A recolha dessa informação acaba por recair na rede de cuidadores, um processo moroso e por vezes demasiado exigente especialmente quando já há uma fraca disponibilidade quer física quer emocional por parte de quem lida com a doença. Depois de se obter uma caracterização dos cuidadores e profissionais de saúde, assim como das suas necessidades, identicou-se uma falta de ferramentas de suporte à estimulação cognitiva, especificamente à terapia de reminiscência. Desenvolveu-se uma plataforma integradora que fornece o material necessário - eventos, fotos e música - para a reminiscência. Tal tem utilidade para os cuidadores que estão em casa com a pessoa com demência, passando pelos profissionais que podem conduzir melhor as suas consultas, indo até aos funcionários dos centros-de-dia que sabem agora mais sobre aqueles de quem tratam. Ao utilizar mecanismos de friendsourcing, essa recolha é partilhada por toda a família, fomentando-se a interação e interajuda, ao mesmo tempo que se alivia o esforço e se obtém material mais diverso. Com mais material promove-se a estimulação dos doentes, ao mesmo tempo que os fazemos comunicar mais com o mundo exterior, atrasando a evolução da doença. |
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