Publicação
Cancro Colorretal e Inflamação - Vias celulares, Modelos experimentais e Alvos farmacológicos
| Resumo: | A relação entre a inflamação e a carcinogénese está bem estabelecida e na última década este tema tem recebido um extenso suporte de evidências relativamente aos dados farmacológicos, genéticos e epidemiológicos. Doentes com DII crónica têm um risco aumentado de desenvolver CCR. Trabalhos recentes elucidaram o papel distinto das células imunitárias, citocinas e outros mediadores do SI em todas as etapas da carcinogénese do CCR, incluindo na iniciação, promoção, progressão e metastização. No entanto, os mecanismos subjacentes não são totalmente claros. A base genética para o aumento do risco de CCR em doentes com DII é apenas uma explicação parcial, sendo possível que os elevados níveis de mediadores inflamatórios que são produzidos no microambiente tumoral possam contribuir para o desenvolvimento e progressão do CAC. Crescentes evidências suportam o papel de várias citocinas libertadas por células epiteliais e pelo SI, bem como de outros produtos inerentes à resposta inflamatória, na patogénese da neoplasia associada à DII. No processo inflamatório dois genes-?-chave, COX-?-2 e NF-?-kB, levam ao estabelecimento de uma relação mecanicista entre a inflamação e o cancro, enquanto outros factores, tais como, o TNF-?-a, a sinalização induzida pela IL-?-6, pelos PPAR? e MMPs demonstraram recentemente promover o crescimento e invasão tumoral em modelos experimentais de CAC. Esta monografia aborda a patogénese do CAC, resumindo os mecanismos moleculares subjacente ao desenvolvimento do adenocarcinoma e ainda à origem de metástases num microambiente inflamatório, indicando quais os potenciais alvos terapêuticos das vias inflamatórias, possíveis de abordar na quimioprevenção e tratamento do CCR associado ao processo inflamatório patológico. Uma vez, que a maioria dos estudos e ensaios realizados nesta temática utilizam modelos de ratinhos de indução química de CAC, nomeadamente o modelo AOM/DSS, este será igualmente abordado, assim como os biomarcadores, que poderão ser utilizados no estudo dos resultados de um potencial agente anti-?-inflamatório quimiopreventivo ou terapêutico do CAC. |
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| Autores principais: | Silva, Mariana da Câmara Noronha |
| Assunto: | Mestrado Integrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A relação entre a inflamação e a carcinogénese está bem estabelecida e na última década este tema tem recebido um extenso suporte de evidências relativamente aos dados farmacológicos, genéticos e epidemiológicos. Doentes com DII crónica têm um risco aumentado de desenvolver CCR. Trabalhos recentes elucidaram o papel distinto das células imunitárias, citocinas e outros mediadores do SI em todas as etapas da carcinogénese do CCR, incluindo na iniciação, promoção, progressão e metastização. No entanto, os mecanismos subjacentes não são totalmente claros. A base genética para o aumento do risco de CCR em doentes com DII é apenas uma explicação parcial, sendo possível que os elevados níveis de mediadores inflamatórios que são produzidos no microambiente tumoral possam contribuir para o desenvolvimento e progressão do CAC. Crescentes evidências suportam o papel de várias citocinas libertadas por células epiteliais e pelo SI, bem como de outros produtos inerentes à resposta inflamatória, na patogénese da neoplasia associada à DII. No processo inflamatório dois genes-?-chave, COX-?-2 e NF-?-kB, levam ao estabelecimento de uma relação mecanicista entre a inflamação e o cancro, enquanto outros factores, tais como, o TNF-?-a, a sinalização induzida pela IL-?-6, pelos PPAR? e MMPs demonstraram recentemente promover o crescimento e invasão tumoral em modelos experimentais de CAC. Esta monografia aborda a patogénese do CAC, resumindo os mecanismos moleculares subjacente ao desenvolvimento do adenocarcinoma e ainda à origem de metástases num microambiente inflamatório, indicando quais os potenciais alvos terapêuticos das vias inflamatórias, possíveis de abordar na quimioprevenção e tratamento do CCR associado ao processo inflamatório patológico. Uma vez, que a maioria dos estudos e ensaios realizados nesta temática utilizam modelos de ratinhos de indução química de CAC, nomeadamente o modelo AOM/DSS, este será igualmente abordado, assim como os biomarcadores, que poderão ser utilizados no estudo dos resultados de um potencial agente anti-?-inflamatório quimiopreventivo ou terapêutico do CAC. |
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