Publicação
Dieta cetogénica como terapêutica coadjuvante no tratamento do cancro
| Resumo: | Atualmente existem cada vez mais avanços na investigação da terapêutica contra o cancro, mantendo-se, no entanto, como a segunda causa de morte a nível mundial. Torna-se urgente investir em tratamentos complementares que visem melhorar a resposta às terapêuticas convencionais, como a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A dieta parece apresentar potencial interesse na modulação da resposta celular a estímulos ambientais, podendo ser um contributo para a melhoria do prognóstico dos doentes oncológicos. Nesse contexto, vários estudos sugerem que a dieta cetogénica pode sensibilizar seletivamente as células tumorais para as terapêuticas convencionais, protegendo as células saudáveis dos efeitos adversos e melhorando a resposta do sistema imunitário. Este trabalho tem como objetivos realizar uma revisão teórica sobre a aplicação da dieta cetogénica como terapêutica coadjuvante no tratamento do cancro, apresentar resultados sobre estudos de intervenção, discutir sobre a sua aplicabilidade e limitações e refletir sobre as perspetivas futuras. A maioria dos autores descreve a viabilidade teórica da utilização da dieta cetogénica no tratamento do cancro, com destaque para os mecanismos de ação possivelmente envolvidos. Constata-se que o tipo de cancro mais referenciado em ensaios clínicos é o glioma, com alguns resultados favoráveis à utilização da dieta cetogénica em variáveis como diminuição da glicémia, aumento sérico dos corpos cetónicos, regressão tumoral e prolongamento do tempo de sobrevida. É, no entanto, unânime que a utilização da dieta cetogénica como terapêutica coadjuvante no tratamento do cancro deve continuar a ser testada em ensaios clínicos randomizados bem desenhados, com vista ao esclarecimento dos mecanismos de ação, tipos de cancro, tempo de intervenção necessário e efeitos no prognóstico. |
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| Autores principais: | Costa, Catarina José Pinto da |
| Assunto: | Dieta cetogénica Cancro Terapêutica coadjuvante Nutrição |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Atualmente existem cada vez mais avanços na investigação da terapêutica contra o cancro, mantendo-se, no entanto, como a segunda causa de morte a nível mundial. Torna-se urgente investir em tratamentos complementares que visem melhorar a resposta às terapêuticas convencionais, como a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A dieta parece apresentar potencial interesse na modulação da resposta celular a estímulos ambientais, podendo ser um contributo para a melhoria do prognóstico dos doentes oncológicos. Nesse contexto, vários estudos sugerem que a dieta cetogénica pode sensibilizar seletivamente as células tumorais para as terapêuticas convencionais, protegendo as células saudáveis dos efeitos adversos e melhorando a resposta do sistema imunitário. Este trabalho tem como objetivos realizar uma revisão teórica sobre a aplicação da dieta cetogénica como terapêutica coadjuvante no tratamento do cancro, apresentar resultados sobre estudos de intervenção, discutir sobre a sua aplicabilidade e limitações e refletir sobre as perspetivas futuras. A maioria dos autores descreve a viabilidade teórica da utilização da dieta cetogénica no tratamento do cancro, com destaque para os mecanismos de ação possivelmente envolvidos. Constata-se que o tipo de cancro mais referenciado em ensaios clínicos é o glioma, com alguns resultados favoráveis à utilização da dieta cetogénica em variáveis como diminuição da glicémia, aumento sérico dos corpos cetónicos, regressão tumoral e prolongamento do tempo de sobrevida. É, no entanto, unânime que a utilização da dieta cetogénica como terapêutica coadjuvante no tratamento do cancro deve continuar a ser testada em ensaios clínicos randomizados bem desenhados, com vista ao esclarecimento dos mecanismos de ação, tipos de cancro, tempo de intervenção necessário e efeitos no prognóstico. |
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