Publicação
A cultura burocrática ministerial : repartições, empregados e quotidiano das secretarias de Estado na primeira metade do século XIX
| Resumo: | O Vintismo determinou, mesmo antes da Constituição de 1822, que o governo devia ser exercido através de seis secretarias de Estado: Reino; Justiça e Negócios Eclesiásticos; Fazenda; Marinha e Ultramar; Negócios Estrangeiros; e Guerra. Estes ministérios não foram uma invenção dos constitucionalistas. Antes da Revolução de 1820, existiam já secretarias de Estado especializadas, criadas com D. João V. Depois, mesmo com as guerras civis e nos períodos contra-revolucionários, foram estas seis secretarias de Estado que administraram os negócios do governo até à Regeneração. São elas as personagens principais desta dissertação. Nela, irá analisar-se o modelo ministerial de administração e a relação dos ministérios com a restante configuração do Estado, serão reconstituídas a estrutura organizativa das suas repartições, a composição do pessoal que nelas trabalhava e o processamento do expediente, ao mesmo tempo que se tentará descrever e interpretar o dia-a-dia do trabalho administrativo e as imagens a ele associadas. Através de um alargamento interdisciplinar de fontes e de bibliografia, procurou-se superar o antagonismo entre uma análise exclusivamente externa da administração, recorrendo aos grandes modelos explicativos, e uma leitura interna, cingida aos documentos administrativos ou às lógicas próprias de cada ministério, e, assim, caracterizar a cultura burocrática ministerial da primeira metade do século XIX. Esta cultura burocrática, fundada na tradição administrativa de finais do Antigo Regime, adaptada a novos modelos institucionais e a novas necessidades de funcionamento, sobrevivente a diversas fases de instabilidade política e servidora de uma sociedade em mutação, vai enformar a administração pública das épocas seguintes, nomeadamente configurando o funcionário público contemporâneo. |
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| Autores principais: | Almeida, Joana Estorninho de, 1974- |
| Assunto: | Sociologia histórica Teses de doutoramento |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Vintismo determinou, mesmo antes da Constituição de 1822, que o governo devia ser exercido através de seis secretarias de Estado: Reino; Justiça e Negócios Eclesiásticos; Fazenda; Marinha e Ultramar; Negócios Estrangeiros; e Guerra. Estes ministérios não foram uma invenção dos constitucionalistas. Antes da Revolução de 1820, existiam já secretarias de Estado especializadas, criadas com D. João V. Depois, mesmo com as guerras civis e nos períodos contra-revolucionários, foram estas seis secretarias de Estado que administraram os negócios do governo até à Regeneração. São elas as personagens principais desta dissertação. Nela, irá analisar-se o modelo ministerial de administração e a relação dos ministérios com a restante configuração do Estado, serão reconstituídas a estrutura organizativa das suas repartições, a composição do pessoal que nelas trabalhava e o processamento do expediente, ao mesmo tempo que se tentará descrever e interpretar o dia-a-dia do trabalho administrativo e as imagens a ele associadas. Através de um alargamento interdisciplinar de fontes e de bibliografia, procurou-se superar o antagonismo entre uma análise exclusivamente externa da administração, recorrendo aos grandes modelos explicativos, e uma leitura interna, cingida aos documentos administrativos ou às lógicas próprias de cada ministério, e, assim, caracterizar a cultura burocrática ministerial da primeira metade do século XIX. Esta cultura burocrática, fundada na tradição administrativa de finais do Antigo Regime, adaptada a novos modelos institucionais e a novas necessidades de funcionamento, sobrevivente a diversas fases de instabilidade política e servidora de uma sociedade em mutação, vai enformar a administração pública das épocas seguintes, nomeadamente configurando o funcionário público contemporâneo. |
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