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Tolerability of pharmacologic interventions for depression in Parkinson's disease : a Cochrane systematic review and network meta-analysis

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crónica e progressiva que afeta cerca de 1% da população com 60 ou mais anos. Além das características clínicas motoras típicas do parkinsonismo, provoca sintomas não motores como a depressão. Este é um dos sintomas não motores mais comuns e debilitantes, ocorrendo em até 35% dos pacientes com DP. Apesar da alta prevalência e impacto na qualidade de vida, as opções terapêuticas da depressão na DP continuam a ser um desafio e guiadas por evidência extrapolada da depressão idiopática. Objetivo: Avaliar a tolerabilidade e efeitos adversos das intervenções farmacológicas para a depressão na DP. Métodos: Esta é uma revisão sistemática e meta-análise em rede (NMA) Cochrane. A pesquisa foi feita nas plataformas CENTRAL, MEDLINE, Embase e OMS ICTRP para ensaios clínicos randomizados (ECR) blinded comparando intervenções farmacológicas para depressão em adultos com DP. Qualquer braço de comparador foi permitido. Dois revisores analisaram, avaliaram o risco de viés e extraíram os dados dos estudos incluídos de forma independente. Os outcomes foram tolerabilidade e efeitos adversos das intervenções. Foi usada uma random-effects meta-analysis para comparações pairwise, bem como modelo fixed- e random-effects para a meta-análise em rede. Resultados: Nesta revisão, foram incluidos 11 ensaios com um total de 1246 pacientes. A meta-análise demonstrou que o escitalopram aumentou as descontinuações (OR 5.69, 95% CrI 1.07 to 42.73; SUCRA 1.37 *10^-3) quando comparado com o placebo. A rotigotina aumentou os eventos adversos (log OR 5.33*10^-1, 95% CrI 6.56*10^-2 to 1.01; SUCRA 5.1*10^-4) quando comparado com o placebo. Conclusões: Esta NMA revelou que algumas intervenções utilizadas no tratamento da depresssão na DP estão associadas a um aumento das descontinuações e efeitos adversos. Ensaios futuros deverão envolver uma amostra maior, com um periodo de follow up mais prolongado e um método mais consistente de relato de efeitos adversos.
Autores principais:Santos, Francisco Correia dos
Assunto:Depressão Doença de Parkinson Revisão sistemática Meta-análise em rede Segurança
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crónica e progressiva que afeta cerca de 1% da população com 60 ou mais anos. Além das características clínicas motoras típicas do parkinsonismo, provoca sintomas não motores como a depressão. Este é um dos sintomas não motores mais comuns e debilitantes, ocorrendo em até 35% dos pacientes com DP. Apesar da alta prevalência e impacto na qualidade de vida, as opções terapêuticas da depressão na DP continuam a ser um desafio e guiadas por evidência extrapolada da depressão idiopática. Objetivo: Avaliar a tolerabilidade e efeitos adversos das intervenções farmacológicas para a depressão na DP. Métodos: Esta é uma revisão sistemática e meta-análise em rede (NMA) Cochrane. A pesquisa foi feita nas plataformas CENTRAL, MEDLINE, Embase e OMS ICTRP para ensaios clínicos randomizados (ECR) blinded comparando intervenções farmacológicas para depressão em adultos com DP. Qualquer braço de comparador foi permitido. Dois revisores analisaram, avaliaram o risco de viés e extraíram os dados dos estudos incluídos de forma independente. Os outcomes foram tolerabilidade e efeitos adversos das intervenções. Foi usada uma random-effects meta-analysis para comparações pairwise, bem como modelo fixed- e random-effects para a meta-análise em rede. Resultados: Nesta revisão, foram incluidos 11 ensaios com um total de 1246 pacientes. A meta-análise demonstrou que o escitalopram aumentou as descontinuações (OR 5.69, 95% CrI 1.07 to 42.73; SUCRA 1.37 *10^-3) quando comparado com o placebo. A rotigotina aumentou os eventos adversos (log OR 5.33*10^-1, 95% CrI 6.56*10^-2 to 1.01; SUCRA 5.1*10^-4) quando comparado com o placebo. Conclusões: Esta NMA revelou que algumas intervenções utilizadas no tratamento da depresssão na DP estão associadas a um aumento das descontinuações e efeitos adversos. Ensaios futuros deverão envolver uma amostra maior, com um periodo de follow up mais prolongado e um método mais consistente de relato de efeitos adversos.