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Historiografia da Alfabetização em Portugal

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Resumo:No Mundo Ocidental, a idade Moderna foi atravessada por movimentos económicos, científicos e sócio-culturais que ficaram plasmados no quadro mais amplo da Cultura Escrita. No período Contemporâneo, a cultura escrita universalizou-se pela alfabetização e pela escolarização. No passado recente, o conhecimento histórico sobre a alfabetização da sociedade portuguesa conheceu avanços consideráveis, que, para além do aprofundamento na caracterização e na evolução dos processos literácitos, revelaram a importância deste fenómeno na constelação de vectores que permitem compreender e explicar o atraso de Portugal face aos ritmos de progresso e de desenvolvimento dos restantes países europeus, incluindo os da Europa de Sul. Esta inovação historiográfica foi correlativa de uma abertura interdisciplinar e de uma integração de referências e de investigações onde a alfabetização não havia constituído o principal objecto de conhecimento. Este texto procura sistematizar de forma crítica e articulada a evolução destes diferentes aspectos.
Autores principais:Magalhães, Justino
Assunto:Cultura Escrita Historiografia da Alfabetização Alfabetização Alfabetização em Portugal
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No Mundo Ocidental, a idade Moderna foi atravessada por movimentos económicos, científicos e sócio-culturais que ficaram plasmados no quadro mais amplo da Cultura Escrita. No período Contemporâneo, a cultura escrita universalizou-se pela alfabetização e pela escolarização. No passado recente, o conhecimento histórico sobre a alfabetização da sociedade portuguesa conheceu avanços consideráveis, que, para além do aprofundamento na caracterização e na evolução dos processos literácitos, revelaram a importância deste fenómeno na constelação de vectores que permitem compreender e explicar o atraso de Portugal face aos ritmos de progresso e de desenvolvimento dos restantes países europeus, incluindo os da Europa de Sul. Esta inovação historiográfica foi correlativa de uma abertura interdisciplinar e de uma integração de referências e de investigações onde a alfabetização não havia constituído o principal objecto de conhecimento. Este texto procura sistematizar de forma crítica e articulada a evolução destes diferentes aspectos.