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O meu professor, a minha professora : os professores primários e a Ordem da Instrução Pública (1957-1973)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desenvolvendo-se no campo da História da Educação este estudo tem como fonte principal os processos de indigitação de professores/as primários/as para o agraciamento com a Ordem da Instrução Pública entre 1957 e 1973. Toda a investigação decorre da seguinte questão: como foram constituídos os professores e as professoras enquanto homens e mulheres? Em termos históricos atende-se ainda à forma como a profissão se rege na alternância entre um número crescente de mulheres professoras e a procura e manutenção de uma presença masculina. Situando a perspectiva teórica na edificação e usufruto do conceito género, toda a investigação posterior se desenvolve a partir de uma perspectiva generificada onde a construção do masculino e feminino é catalizadora de toda a escrita. A parte central do estudo desenvolve-se a partir de três núcleos: vida privada, o professor enquanto profissional detentor de saberes e práticas específicas e as relações e comprometimentos com os diversos níveis comunitários. Verificou-se que um conjunto de práticas e simbologias concedem ao homem o lugar dominante, obtido pelo recurso à lei e a imagens: chefe de família, presidente...; intemamente contudo homens e mulheres são definidos de forma próxima, reflectindo a acomodação da profissão a uma imagem única. Assim considerou-se que a profissão é vivida a dois níveis: um primeiro interior experimentado de forma aparentemente inconsciente por quem elabora os processos de indigitação e escolha dos professores, descritos de uma forma uniformizada em termos de desempenhos, afectos e capacidades; um segundo exterior em que os/as professores/as são efectivamente diferenciados na vivência da carreira, delimitados por leis e imagens específicas e direccionadas à manutenção de práticas e posturas diferenciadoras, onde o género se constitui numa forma de legitimação do poder familiar, hierárquico e político-administrativo entre os docentes e na comunidade onde vivem.
Autores principais:Cavalheiro, Anabela Campos Franco da Silva
Assunto:Teses de mestrado - 2005 Educação - História Professores (Ensino primário) Instrução pública
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desenvolvendo-se no campo da História da Educação este estudo tem como fonte principal os processos de indigitação de professores/as primários/as para o agraciamento com a Ordem da Instrução Pública entre 1957 e 1973. Toda a investigação decorre da seguinte questão: como foram constituídos os professores e as professoras enquanto homens e mulheres? Em termos históricos atende-se ainda à forma como a profissão se rege na alternância entre um número crescente de mulheres professoras e a procura e manutenção de uma presença masculina. Situando a perspectiva teórica na edificação e usufruto do conceito género, toda a investigação posterior se desenvolve a partir de uma perspectiva generificada onde a construção do masculino e feminino é catalizadora de toda a escrita. A parte central do estudo desenvolve-se a partir de três núcleos: vida privada, o professor enquanto profissional detentor de saberes e práticas específicas e as relações e comprometimentos com os diversos níveis comunitários. Verificou-se que um conjunto de práticas e simbologias concedem ao homem o lugar dominante, obtido pelo recurso à lei e a imagens: chefe de família, presidente...; intemamente contudo homens e mulheres são definidos de forma próxima, reflectindo a acomodação da profissão a uma imagem única. Assim considerou-se que a profissão é vivida a dois níveis: um primeiro interior experimentado de forma aparentemente inconsciente por quem elabora os processos de indigitação e escolha dos professores, descritos de uma forma uniformizada em termos de desempenhos, afectos e capacidades; um segundo exterior em que os/as professores/as são efectivamente diferenciados na vivência da carreira, delimitados por leis e imagens específicas e direccionadas à manutenção de práticas e posturas diferenciadoras, onde o género se constitui numa forma de legitimação do poder familiar, hierárquico e político-administrativo entre os docentes e na comunidade onde vivem.