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Avaliar a acurácia da idade óssea das vértebras cervicais para estimativa de idade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A estimativa da idade no âmbito das ciências forenses é um campo médico- legal de grande importância, na definição de responsabilidades legais e criminais em indivíduos vivos. Quando a idade do individuo é incerta, é exigido um exame pericial de estimativa de idade, geralmente através de avaliação radiográfica do desenvolvimento ósseo ou dentário. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo estimar e classificar as idades óssea e dentária numa população portuguesa, dos 6 aos 21 anos, pelos métodos de Baccetti e de Moorrees, Fanning e Hunt (MFH), e comparar os resultados com a idade cronológica e entre métodos, para fins médico-legais, recorrendo a telerradiografias de perfil e ortopantomografias. Materiais e Métodos: Foram incluídas 466 telerradiografias de perfil e 767 ortopantomografias. Nas telerradiografias foi atribuído um estádio do método de Baccetti e efetuada a análise cefalométrica desenvolvida pelo autor, através do programa ImageJ®. Nas ortopantomografias, a cada dente do 3º quadrante foi atribuído um estádio do método de MFH. Resultados e Discussão: O coeficiente kappa ponderado de Cohen foi de 0,987 e 0,977 para as validações intra e inter-observador, respetivamente, na classificação de Baccetti. No método de MFH as validações variaram entre 0,655 e 1,00. As regressões lineares dos métodos dentário e ósseo apresentaram coeficiente de correlação de 0,894 e 0,907 e coeficiente de determinação ajustado de 0,798 e 0,822, respetivamente. Os erros de estimação obtidos por estas foram inferiores aos resultantes da aplicação dos outros métodos dentários. A regressão dentária subestimou a idade, ao contrário da óssea. A acurácia e fiabilidade dos métodos variaram consoante a idade a classificar. Conclusões: As regressões foram precisas na estimação de idade, embora a dentária é a mais indicada, pois subestima a idade. Não se verificaram diferenças significativas em nenhum método entre os sexos feminino e masculino. A classificação das idades legais deverá resultar da associação de ambos os métodos.
Autores principais:Lameiro, Maria Vitória Ribeiro Pereira
Assunto:Teses de mestrado 2023-2024 Saúde Oral
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A estimativa da idade no âmbito das ciências forenses é um campo médico- legal de grande importância, na definição de responsabilidades legais e criminais em indivíduos vivos. Quando a idade do individuo é incerta, é exigido um exame pericial de estimativa de idade, geralmente através de avaliação radiográfica do desenvolvimento ósseo ou dentário. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo estimar e classificar as idades óssea e dentária numa população portuguesa, dos 6 aos 21 anos, pelos métodos de Baccetti e de Moorrees, Fanning e Hunt (MFH), e comparar os resultados com a idade cronológica e entre métodos, para fins médico-legais, recorrendo a telerradiografias de perfil e ortopantomografias. Materiais e Métodos: Foram incluídas 466 telerradiografias de perfil e 767 ortopantomografias. Nas telerradiografias foi atribuído um estádio do método de Baccetti e efetuada a análise cefalométrica desenvolvida pelo autor, através do programa ImageJ®. Nas ortopantomografias, a cada dente do 3º quadrante foi atribuído um estádio do método de MFH. Resultados e Discussão: O coeficiente kappa ponderado de Cohen foi de 0,987 e 0,977 para as validações intra e inter-observador, respetivamente, na classificação de Baccetti. No método de MFH as validações variaram entre 0,655 e 1,00. As regressões lineares dos métodos dentário e ósseo apresentaram coeficiente de correlação de 0,894 e 0,907 e coeficiente de determinação ajustado de 0,798 e 0,822, respetivamente. Os erros de estimação obtidos por estas foram inferiores aos resultantes da aplicação dos outros métodos dentários. A regressão dentária subestimou a idade, ao contrário da óssea. A acurácia e fiabilidade dos métodos variaram consoante a idade a classificar. Conclusões: As regressões foram precisas na estimação de idade, embora a dentária é a mais indicada, pois subestima a idade. Não se verificaram diferenças significativas em nenhum método entre os sexos feminino e masculino. A classificação das idades legais deverá resultar da associação de ambos os métodos.