Publicação
Caracterização das utilizadoras de contraceptivos orais: estudo transversal
| Resumo: | Os contraceptivos hormonais estão entre os métodos de contracepção reversíveis mais fiáveis. Desde que foram introduzidos no mercado há mais de 50 anos, estes têm sofrido diversas alterações para melhorar as suas características e aplicações. A sua composição, dosagem e uso varia, levando a diferentes taxas de risco, efeitos indesejáveis e benefícios. No entanto, ainda existem questões por esclarecer relativamente aos efeitos benéficos e riscos dos contraceptivos orais (COs), nomeadamente sobre efeitos no desenvolvimento e prevenção do cancro e eficácia em mulheres obesas e em fumadoras com mais de 35 anos. O conhecimento das utilizadoras sobre os COs é determinante para o seu uso correcto e consequentemente para a sua eficácia. No sentido de caracterizar as utilizadoras da pílula, realizou-se um estudo transversal em que foram aplicados na rede social Facebook, 430 questionários a uma amostra a mulheres em idade fértil, independentemente de serem utilizadoras de COs. Deste modo, avaliou-se o conhecimento acerca dos COs e a forma como os utilizam. Permitiu ainda concluir qual a pílula mais prescrita, onde as utilizadoras a adquirem, o que fazem quando falham uma toma e se conhecem realmente os efeitos indesejáveis e benéficos deste tipo de contracepção. Neste estudo, foi também possível determinar se alguma vez recorreram à contracepção de emergência e avaliar o conhecimento sobre este método. Após o tratamento de dados, verificaram-se situações de contra-indicação para uso de contracepção oral (CO), em particular, a sua utilização por mulheres obesas e fumadoras com mais de 35 anos. Concluiu-se ainda que um maior nível de escolaridade não garante que exista um maior conhecimento acerca destas situações. A maioria das inquiridas mostrou conhecimento sobre a contracepção de emergência, excepto no modo da sua toma que suscitou algumas dúvidas. De uma maneira geral, existem noções correctas sobre os benefícios não contraceptivos dos COs, no entanto mostraram algum desconhecimento no benefício e na diminuição do risco de cancro do ovário e cancro do endométrio. A CO é o método de contracepção preferido de mais de metade das mulheres que responderam ao questionário. A pílula mais utilizada pelas participantes inquiridas foi a Minigeste que pertence ao grupo das pílulas mais recentes e que na maioria dos casos foi aconselhada pelo médico. No que se refere, ao modo de toma da pílula, as entrevistadas revelaram um bom conhecimento. O mesmo não aconteceu quando questionadas sobre os procedimentos que adoptam em caso de falha de um comprimido, as respostas assinaladas já foram um pouco mais controversas. |
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| Autores principais: | Mendes, Daniela Silva |
| Assunto: | Contracepção oral Contracepção oral combinada Contracepção de emergência Riscos Benefícios Conhecimento Mestrado Integrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os contraceptivos hormonais estão entre os métodos de contracepção reversíveis mais fiáveis. Desde que foram introduzidos no mercado há mais de 50 anos, estes têm sofrido diversas alterações para melhorar as suas características e aplicações. A sua composição, dosagem e uso varia, levando a diferentes taxas de risco, efeitos indesejáveis e benefícios. No entanto, ainda existem questões por esclarecer relativamente aos efeitos benéficos e riscos dos contraceptivos orais (COs), nomeadamente sobre efeitos no desenvolvimento e prevenção do cancro e eficácia em mulheres obesas e em fumadoras com mais de 35 anos. O conhecimento das utilizadoras sobre os COs é determinante para o seu uso correcto e consequentemente para a sua eficácia. No sentido de caracterizar as utilizadoras da pílula, realizou-se um estudo transversal em que foram aplicados na rede social Facebook, 430 questionários a uma amostra a mulheres em idade fértil, independentemente de serem utilizadoras de COs. Deste modo, avaliou-se o conhecimento acerca dos COs e a forma como os utilizam. Permitiu ainda concluir qual a pílula mais prescrita, onde as utilizadoras a adquirem, o que fazem quando falham uma toma e se conhecem realmente os efeitos indesejáveis e benéficos deste tipo de contracepção. Neste estudo, foi também possível determinar se alguma vez recorreram à contracepção de emergência e avaliar o conhecimento sobre este método. Após o tratamento de dados, verificaram-se situações de contra-indicação para uso de contracepção oral (CO), em particular, a sua utilização por mulheres obesas e fumadoras com mais de 35 anos. Concluiu-se ainda que um maior nível de escolaridade não garante que exista um maior conhecimento acerca destas situações. A maioria das inquiridas mostrou conhecimento sobre a contracepção de emergência, excepto no modo da sua toma que suscitou algumas dúvidas. De uma maneira geral, existem noções correctas sobre os benefícios não contraceptivos dos COs, no entanto mostraram algum desconhecimento no benefício e na diminuição do risco de cancro do ovário e cancro do endométrio. A CO é o método de contracepção preferido de mais de metade das mulheres que responderam ao questionário. A pílula mais utilizada pelas participantes inquiridas foi a Minigeste que pertence ao grupo das pílulas mais recentes e que na maioria dos casos foi aconselhada pelo médico. No que se refere, ao modo de toma da pílula, as entrevistadas revelaram um bom conhecimento. O mesmo não aconteceu quando questionadas sobre os procedimentos que adoptam em caso de falha de um comprimido, as respostas assinaladas já foram um pouco mais controversas. |
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