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Eficácia da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento de lesões uretrais induzidas por radiação : um estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Oxigenoterapia Hiperbárica é utilizada no tratamento de lesões tardias da radiação, como a Proctite Rádica, Cistite Rádica e Osteorradionecrose da Mandíbula. No sistema urinário, as estruturas mais afetadas pela radiação são os ureteres, a bexiga e a uretra. As Lesões Uretrais Induzidas por Radiação, podem-se caracterizar por Uretrite Rádica, Estenose Uretral e Fístula Uretral. A radiação, ao atingir os tecidos, causa fibrose e dano vascular, com consequente hipóxia. O oxigénio hiperbárico possui características que contrariam estes fenómenos, permitindo que ocorra cicatrização do tecido irradiado. Este estudo pretende avaliar a eficácia terapêutica da Oxigenoterapia Hiperbárica nas Lesões Uretrais Induzidas por Radiação, através da avaliação retrospetiva dos sintomas antes e depois este tratamento. Foram analisados retrospetivamente os processos clínicos dos doentes com Lesões Uretrais Induzidas por Radiação tratados no Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica que, num período de sete anos, cumpriram os critérios de inclusão. O estudo incluiu nove doentes, todos com adenocarcinoma da próstata, tratados com radioterapia. Cinco doentes obtiveram resolução total de sintomas e quatro doentes obtiveram resolução parcial. Doentes que realizaram tratamentos prévios para as suas lesões mostraram uma resposta inferior ao oxigénio hiperbárico. Como limitações, além do facto de ser retrospetivo e ter uma amostra de pequena dimensão, informações relativas à duração e dose da radioterapia, seguimento e recidiva sintomática não constavam nos processos clínicos. Não obstante, neste estudo, a oxigenoterapia hiperbárica mostrou uma relação positiva com a resolução sintomática destas lesões, não havendo nenhum doente a relatar manutenção ou agravamento dos sintomas. Futuramente, é necessário realizar estudos prospetivos para comprovar a eficácia deste tratamento neste tipo de lesões, com uma análise padronizada dos sintomas e tipo de radioterapia.
Autores principais:Nunes, Hugo António Freire
Assunto:Oxigenoterapia hiperbárica Radioterapia Lesões uretrais Urologia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Oxigenoterapia Hiperbárica é utilizada no tratamento de lesões tardias da radiação, como a Proctite Rádica, Cistite Rádica e Osteorradionecrose da Mandíbula. No sistema urinário, as estruturas mais afetadas pela radiação são os ureteres, a bexiga e a uretra. As Lesões Uretrais Induzidas por Radiação, podem-se caracterizar por Uretrite Rádica, Estenose Uretral e Fístula Uretral. A radiação, ao atingir os tecidos, causa fibrose e dano vascular, com consequente hipóxia. O oxigénio hiperbárico possui características que contrariam estes fenómenos, permitindo que ocorra cicatrização do tecido irradiado. Este estudo pretende avaliar a eficácia terapêutica da Oxigenoterapia Hiperbárica nas Lesões Uretrais Induzidas por Radiação, através da avaliação retrospetiva dos sintomas antes e depois este tratamento. Foram analisados retrospetivamente os processos clínicos dos doentes com Lesões Uretrais Induzidas por Radiação tratados no Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica que, num período de sete anos, cumpriram os critérios de inclusão. O estudo incluiu nove doentes, todos com adenocarcinoma da próstata, tratados com radioterapia. Cinco doentes obtiveram resolução total de sintomas e quatro doentes obtiveram resolução parcial. Doentes que realizaram tratamentos prévios para as suas lesões mostraram uma resposta inferior ao oxigénio hiperbárico. Como limitações, além do facto de ser retrospetivo e ter uma amostra de pequena dimensão, informações relativas à duração e dose da radioterapia, seguimento e recidiva sintomática não constavam nos processos clínicos. Não obstante, neste estudo, a oxigenoterapia hiperbárica mostrou uma relação positiva com a resolução sintomática destas lesões, não havendo nenhum doente a relatar manutenção ou agravamento dos sintomas. Futuramente, é necessário realizar estudos prospetivos para comprovar a eficácia deste tratamento neste tipo de lesões, com uma análise padronizada dos sintomas e tipo de radioterapia.