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O fim do eurocentrismo na política externa americana e no sistema interestatal : o realismo na relação entre Washington e as democracias asiáticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese tem como ponto de partida uma dúvida realista: em que medida é que a ascensão dos estados asiáticos tem impacto na política externa americana? Em particular, a ascensão das democracias asiáticas levou a uma alteração estratégica, que, em última análise, pode ser vista como uma reconfiguração do actual sistema interestatal. A partir deste facto, propomos uma análise da unipolaridade americana, usando as variáveis de estudo de uma predisposição teórica que definimos como realismo neoclássico. Assim, para uma compreensão real da política externa dos EUA, do seu sistema de alianças, torna-se central o estudo da sua ordem constitucional, que determina as relações de Washington com os outros estados. Usando esta lente, procuramos descrever e entender as relações transpacíficas (do ponto de vista americano) entre Washington e as democracias asiáticas, sobretudo a Índia e o Japão. Defendemos que esta reavaliação estratégica reflecte um sistema pós-atlântico, em que a Europa perdeu a sua centralidade. Daqui resulta que uma perspectiva eurocêntrica (que coloca a relação EUA-Europa como único motor da história) sobre o sistema é desadequada à realidade estrutural e identitária do sistema actual.
Autores principais:Raposo, Henrique José Mendes
Assunto:Realismo neoclássico Realismo americano Ordem constitucional Eurocentrismo Política comparada Teses de mestrado Europa
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta tese tem como ponto de partida uma dúvida realista: em que medida é que a ascensão dos estados asiáticos tem impacto na política externa americana? Em particular, a ascensão das democracias asiáticas levou a uma alteração estratégica, que, em última análise, pode ser vista como uma reconfiguração do actual sistema interestatal. A partir deste facto, propomos uma análise da unipolaridade americana, usando as variáveis de estudo de uma predisposição teórica que definimos como realismo neoclássico. Assim, para uma compreensão real da política externa dos EUA, do seu sistema de alianças, torna-se central o estudo da sua ordem constitucional, que determina as relações de Washington com os outros estados. Usando esta lente, procuramos descrever e entender as relações transpacíficas (do ponto de vista americano) entre Washington e as democracias asiáticas, sobretudo a Índia e o Japão. Defendemos que esta reavaliação estratégica reflecte um sistema pós-atlântico, em que a Europa perdeu a sua centralidade. Daqui resulta que uma perspectiva eurocêntrica (que coloca a relação EUA-Europa como único motor da história) sobre o sistema é desadequada à realidade estrutural e identitária do sistema actual.