Publicação
A diáspora cabo-verdiana : percepções e redefinições a partir do arquipélago
| Resumo: | Analisando o papel que Cabo Verde tem no contexto da sociedade diaspórica, compreende-se que atribui-se-lhe aquilo a que aqui chamamos de função de vitrine, ou que imprime o carimbo da certificação das produções realizadas no espaço da comunidades diaspórica. Não apenas o arquipélago parece condenado a buscar suas fontes no seu universo da emigração como mostra-se um lugar favorável como fonte dos esquemas pelos quais a experiência de emigração é organizada e relatada pelos que partiram… pois a sociedade adapta-se às condições oferecidas nos diferentes períodos históricos da migração, aos recuos ou expansões do processo migratório, ao longo do tempo. Ou seja, a emigração cabo-verdiana não será a mesma, não apenas porque mudaram as condições no exterior mas também porque a sociedade de origem mudou e mudou em relação à sua emigração, o que remete para o lugar singular que pode ter no seio da sociedade diaspórica cabo-verdiana. A comunidade local está constantemente alerta e à escuta desta parte de si mesma que está separada dela, adapta seus ritmos às notícias, aos retornos que ocorrem em datas periódicas e vive como que suspensa, aguardando as expressões que vêm de fora. Ao mesmo tempo, desenha-se melhor as reciprocidades que se instalam entre estes dois pólos, com Cabo Verde redefinindo o seu papel como lugar de origem, servindo agora de centro das sínteses do que a diáspora produz, ao mesmo tempo em que, pelo seu hibridismo, permite aos emigrantes no exterior oferecer sua nacionalidade como um importante cartão de visitas. |
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| Autores principais: | Évora, Iolanda |
| Assunto: | Migrantes Aspectos socioeconómicos Imacto cultural Cabo verde |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | working paper |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Analisando o papel que Cabo Verde tem no contexto da sociedade diaspórica, compreende-se que atribui-se-lhe aquilo a que aqui chamamos de função de vitrine, ou que imprime o carimbo da certificação das produções realizadas no espaço da comunidades diaspórica. Não apenas o arquipélago parece condenado a buscar suas fontes no seu universo da emigração como mostra-se um lugar favorável como fonte dos esquemas pelos quais a experiência de emigração é organizada e relatada pelos que partiram… pois a sociedade adapta-se às condições oferecidas nos diferentes períodos históricos da migração, aos recuos ou expansões do processo migratório, ao longo do tempo. Ou seja, a emigração cabo-verdiana não será a mesma, não apenas porque mudaram as condições no exterior mas também porque a sociedade de origem mudou e mudou em relação à sua emigração, o que remete para o lugar singular que pode ter no seio da sociedade diaspórica cabo-verdiana. A comunidade local está constantemente alerta e à escuta desta parte de si mesma que está separada dela, adapta seus ritmos às notícias, aos retornos que ocorrem em datas periódicas e vive como que suspensa, aguardando as expressões que vêm de fora. Ao mesmo tempo, desenha-se melhor as reciprocidades que se instalam entre estes dois pólos, com Cabo Verde redefinindo o seu papel como lugar de origem, servindo agora de centro das sínteses do que a diáspora produz, ao mesmo tempo em que, pelo seu hibridismo, permite aos emigrantes no exterior oferecer sua nacionalidade como um importante cartão de visitas. |
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