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Professores de apoio educativo : mediadores? como? quando?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo realizado junto de professores de apoio educativo de um agrupamento de escolas, teve por objectivo compreender como perspectivam as funções que desempenham identificando processos de mediação envolvidos. Apoiámo-nos nas perspectivas teóricas que fundamentam o conceito de escola inclusiva e nas mais recentes orientações politico legislativas sobre apoios educativos. Sob o ponto de vista teórico este estudo enquadra-se ainda numa abordagem sistémica das organizações, realçando o papel mediador de determinados membros nos processos de comunicação, como é o caso dos professores de apoio educativo. Procedeu-se a uma investigação qualitativa, na qual foi utilizado como instrumento principal a entrevista semi-directiva, tendo como complemento uma ficha de caracterização dos entrevistados e a pesquisa documental. A pesquisa empírica decorreu entre Janeiro e Maio de 2007, num Agrupamento de Escolas da região da grande Lisboa, tendo sido entrevistados os oito professores de apoio educativo do agrupamento. Os resultados do estudo revelaram que estes professores desenvolvem a sua função intervindo de forma abrangente e alargada, contactando com diversos intervenientes no âmbito do contexto escolar elegendo como micro - contextos particulares, o apoio ao aluno com Necessidades Educativas Especiais (NEE), ao professor do ensino regular e às famílias, bem como o desenvolvimento de processos de articulação com os órgãos de gestão e com instituições externas à escola. Os entrevistados consideram que o professor de apoio educativo no desenvolvimento das suas funções deve ter um perfil que inclua competências pessoais, sociais e técnico/científicas. Destacam as competências sociais como determinantes no desenvolvimento da sua função, como o saber relacionar-se e criar empatia. As competências pessoais, como estar disponível, saber ouvir, e por último, as competências técnico-científicas também são referenciadas, designadamente as que decorrem da formação especializada e da experiência do saber fazer. De facto, pela sua função e posição intersticial em contexto escolar, embora não se possam considerar formalmente mediadores, parece existir por parte destes professores, uma tendência para o desenvolvimento de práticas mediadoras; a ajuda na resolução de situações de conflitualidade, a promoção e melhoria do relacionamento entre diferentes intervenientes do processo educativo e o aumento da comunicação entre as partes constituem os aspectos mais salientes da acção destes professores enquanto mediadores ao nível da articulação entre os professores do ensino regular e alunos com NEE, nas relações entre as famílias e a escola e na articulação desta com as instituições externas.
Autores principais:Carvalho, Maria Celeste Neves de, 1964-
Assunto:Apoio educativo Mediação Educação inclusiva Teses de mestrado - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo realizado junto de professores de apoio educativo de um agrupamento de escolas, teve por objectivo compreender como perspectivam as funções que desempenham identificando processos de mediação envolvidos. Apoiámo-nos nas perspectivas teóricas que fundamentam o conceito de escola inclusiva e nas mais recentes orientações politico legislativas sobre apoios educativos. Sob o ponto de vista teórico este estudo enquadra-se ainda numa abordagem sistémica das organizações, realçando o papel mediador de determinados membros nos processos de comunicação, como é o caso dos professores de apoio educativo. Procedeu-se a uma investigação qualitativa, na qual foi utilizado como instrumento principal a entrevista semi-directiva, tendo como complemento uma ficha de caracterização dos entrevistados e a pesquisa documental. A pesquisa empírica decorreu entre Janeiro e Maio de 2007, num Agrupamento de Escolas da região da grande Lisboa, tendo sido entrevistados os oito professores de apoio educativo do agrupamento. Os resultados do estudo revelaram que estes professores desenvolvem a sua função intervindo de forma abrangente e alargada, contactando com diversos intervenientes no âmbito do contexto escolar elegendo como micro - contextos particulares, o apoio ao aluno com Necessidades Educativas Especiais (NEE), ao professor do ensino regular e às famílias, bem como o desenvolvimento de processos de articulação com os órgãos de gestão e com instituições externas à escola. Os entrevistados consideram que o professor de apoio educativo no desenvolvimento das suas funções deve ter um perfil que inclua competências pessoais, sociais e técnico/científicas. Destacam as competências sociais como determinantes no desenvolvimento da sua função, como o saber relacionar-se e criar empatia. As competências pessoais, como estar disponível, saber ouvir, e por último, as competências técnico-científicas também são referenciadas, designadamente as que decorrem da formação especializada e da experiência do saber fazer. De facto, pela sua função e posição intersticial em contexto escolar, embora não se possam considerar formalmente mediadores, parece existir por parte destes professores, uma tendência para o desenvolvimento de práticas mediadoras; a ajuda na resolução de situações de conflitualidade, a promoção e melhoria do relacionamento entre diferentes intervenientes do processo educativo e o aumento da comunicação entre as partes constituem os aspectos mais salientes da acção destes professores enquanto mediadores ao nível da articulação entre os professores do ensino regular e alunos com NEE, nas relações entre as famílias e a escola e na articulação desta com as instituições externas.