Publicação
Extração direta de informação cartográfica de média escala para base de dados geográfica
| Resumo: | Considerando-se a rapidez e a constância das mudanças ocorridas nas sociedades atuais, é imprescindível preparar-se de forma a poder responder de modo positivo a essa realidade, pelo que é importante manter todas as informações a seu respeito reunidas, organizadas e atualizadas para permitir a implementação de projetos e tomada de decisões. Assim sendo, é de suma importância a realização de levantamentos cartográficos diretamente para base de dados, os quais, devido às mudanças em questão, nunca estão terminados e devem sempre as acompanhar através do progresso da tecnologia, quando há melhoria significativa nas condições de trabalho e nos resultados. Perante essa evidente necessidade, é indiscutível que a qualidade das imagens com as quais se trabalham seja a melhor possível, a qual depende principalmente da resolução espacial dos sensores. A busca por imagens de satélites com a referida qualidade e que possibilitem a realização das atividades em questão com a melhor eficiência e, ao mesmo tempo, com o menor custo possível, tem se tornado um tópico de investigação crescente pela comunidade científica. No entanto, muitos desses trabalhos se focam na utilização de imagens de satélite em escala e resolução variada para a produção cartográfica temática. Sabe-se, contudo, que, diante da reunião e da organização de geo-informações diretamente em bases de dados, tal produção pouco ajuda em questões como a realização de exercícios da North Atlantic Treaty Organization (NATO) e, entre outras, desastres humanitários, por exemplo. Dessa forma, existe uma preocupação contínua no âmbito do Multinational Geospatial Co-production Program (MGCP) no sentido de que os trabalhos para o qual tal programa se destina sejam realizados de tal forma eficiente que cumpram atempadamente os objetivos fixados para a produção cartográfica de média escala e lhe dê em igual tempo a possibilidade de os atualizar. Assim, na metodologia desenvolvida procurou-se perceber se houve aumento da eficiência nas tarefas de aquisição de dados (em termos de quantidade de dados adquiridos e de tempo despendido) realizadas no âmbito deste Programa, com a utilização das imagens multiespectrais (≈ 2m de resolução espacial) comerciais provenientes do satélite WorldView-2 que substituíram as do WorldView-1 (0,5m de resolução), apenas pancromáticas. No final, procurou-se identificar quais as melhorias conseguidas no desenvolver dos trabalhos. O processo foi iniciado com a construção de uma tabela na qual estão identificados todos os elementos geográficos adquiridos (pontuais, lineares e areais). Nela foram registados dias e horas de trabalho despendidos para a aquisição de cada um deles. Com o auxílio de dados de referência (Modelo Digital do Terreno (MDT) e ‘rasters’ de edições antigas de cartas analógicas do Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), referentes à área de estudo), foram vetorizados elementos geo-espaciais para a base de dados de acordo com as regras constantes do Technical Reference Documentation (TRD), do Guia de Extração e do Catálogo de Objetos MGCP. Tal vetorização foi realizada em 2 etapas: na primeira foram utilizadas imagens pancromáticas e, na segunda, multiespectrais. Em ambas as etapas, foram primeiramente adquiridos elementos lineares seguidos dos pontuais. Contudo, a vetorização deste último tipo de elementos foi precedida da criação de uma grelha com células de 1.000m x 665m, aproximadamente, para servirem como orientadoras na consecução das atividades pela vetorização de objetos pontuais, ao fim das quais foi retirada. Os trabalhos de aquisição de dados da área de estudo para a base de dados foram concluídos com a vetorização dos elementos areais. Por fim, a fim de serem analisados e avaliados os resultados da metodologia aplicada, para cada tipo de imagens utilizado (pancromáticas e multiespectrais) foram contados o total do tempo despendido para a aquisição de cada tipo de objeto adquirido (pontual, linear e areal) e da quantidade de cada um deles. De seguida, para igualar a unidade de tempo foi aplicada aos valores uma ‘regra de três simples’ e para se obter o percentual da eficiência atingida (considerando como eficiência o menor tempo necessário para a aquisição de cada tipo de objetos) foi utilizada a ‘fórmula de porcentagem’. Dos resultados obtidos foi possível verificar que a utilização das imagens multiespectrais resulta em média numa eficiência cerca de 36,7% superior em relação à das pancromáticas. Contudo, uma análise mais minuciosa revelou que nem para todos os objetos citados neste projeto o uso das imagens multiespectrais revela-se como o mais promissor em atividades como as que estão em questão |
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| Autores principais: | Oliveira, Kelly Nancy Adelina de |
| Assunto: | Produção cartográfica Detecção remota Pancromáticas Multiespectrais Resolução espacial Eficiência Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Considerando-se a rapidez e a constância das mudanças ocorridas nas sociedades atuais, é imprescindível preparar-se de forma a poder responder de modo positivo a essa realidade, pelo que é importante manter todas as informações a seu respeito reunidas, organizadas e atualizadas para permitir a implementação de projetos e tomada de decisões. Assim sendo, é de suma importância a realização de levantamentos cartográficos diretamente para base de dados, os quais, devido às mudanças em questão, nunca estão terminados e devem sempre as acompanhar através do progresso da tecnologia, quando há melhoria significativa nas condições de trabalho e nos resultados. Perante essa evidente necessidade, é indiscutível que a qualidade das imagens com as quais se trabalham seja a melhor possível, a qual depende principalmente da resolução espacial dos sensores. A busca por imagens de satélites com a referida qualidade e que possibilitem a realização das atividades em questão com a melhor eficiência e, ao mesmo tempo, com o menor custo possível, tem se tornado um tópico de investigação crescente pela comunidade científica. No entanto, muitos desses trabalhos se focam na utilização de imagens de satélite em escala e resolução variada para a produção cartográfica temática. Sabe-se, contudo, que, diante da reunião e da organização de geo-informações diretamente em bases de dados, tal produção pouco ajuda em questões como a realização de exercícios da North Atlantic Treaty Organization (NATO) e, entre outras, desastres humanitários, por exemplo. Dessa forma, existe uma preocupação contínua no âmbito do Multinational Geospatial Co-production Program (MGCP) no sentido de que os trabalhos para o qual tal programa se destina sejam realizados de tal forma eficiente que cumpram atempadamente os objetivos fixados para a produção cartográfica de média escala e lhe dê em igual tempo a possibilidade de os atualizar. Assim, na metodologia desenvolvida procurou-se perceber se houve aumento da eficiência nas tarefas de aquisição de dados (em termos de quantidade de dados adquiridos e de tempo despendido) realizadas no âmbito deste Programa, com a utilização das imagens multiespectrais (≈ 2m de resolução espacial) comerciais provenientes do satélite WorldView-2 que substituíram as do WorldView-1 (0,5m de resolução), apenas pancromáticas. No final, procurou-se identificar quais as melhorias conseguidas no desenvolver dos trabalhos. O processo foi iniciado com a construção de uma tabela na qual estão identificados todos os elementos geográficos adquiridos (pontuais, lineares e areais). Nela foram registados dias e horas de trabalho despendidos para a aquisição de cada um deles. Com o auxílio de dados de referência (Modelo Digital do Terreno (MDT) e ‘rasters’ de edições antigas de cartas analógicas do Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), referentes à área de estudo), foram vetorizados elementos geo-espaciais para a base de dados de acordo com as regras constantes do Technical Reference Documentation (TRD), do Guia de Extração e do Catálogo de Objetos MGCP. Tal vetorização foi realizada em 2 etapas: na primeira foram utilizadas imagens pancromáticas e, na segunda, multiespectrais. Em ambas as etapas, foram primeiramente adquiridos elementos lineares seguidos dos pontuais. Contudo, a vetorização deste último tipo de elementos foi precedida da criação de uma grelha com células de 1.000m x 665m, aproximadamente, para servirem como orientadoras na consecução das atividades pela vetorização de objetos pontuais, ao fim das quais foi retirada. Os trabalhos de aquisição de dados da área de estudo para a base de dados foram concluídos com a vetorização dos elementos areais. Por fim, a fim de serem analisados e avaliados os resultados da metodologia aplicada, para cada tipo de imagens utilizado (pancromáticas e multiespectrais) foram contados o total do tempo despendido para a aquisição de cada tipo de objeto adquirido (pontual, linear e areal) e da quantidade de cada um deles. De seguida, para igualar a unidade de tempo foi aplicada aos valores uma ‘regra de três simples’ e para se obter o percentual da eficiência atingida (considerando como eficiência o menor tempo necessário para a aquisição de cada tipo de objetos) foi utilizada a ‘fórmula de porcentagem’. Dos resultados obtidos foi possível verificar que a utilização das imagens multiespectrais resulta em média numa eficiência cerca de 36,7% superior em relação à das pancromáticas. Contudo, uma análise mais minuciosa revelou que nem para todos os objetos citados neste projeto o uso das imagens multiespectrais revela-se como o mais promissor em atividades como as que estão em questão |
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