Publicação
Obstrução congénita da junção pielo-ureteral : estudo retrospetivo de uma série de casos
| Resumo: | A abordagem médico-cirúrgica da obstrução da junção pielo-ureteral (OJPU) permanece uma das maiores controvérsias da Urologia Pediátrica. Carecemos de instrumentos que permitam predizer com acuidade quais as crianças que poderão ser vigiadas conservadoramente e quais as que necessitarão de cirurgia corretiva. Neste trabalho procedeu-se a um estudo retrospetivo com o objetivo de rever a casuística do Hospital Garcia de Orta E.P.E. (HGO), relativamente às crianças com diagnóstico de OJPU, submetidas a pieloplastia corretiva. Entre outros aspetos, caracterizaram-se e analisaram-se numa amostra de 34 crianças operadas, os principais dados pré e pós-operatórios imediatos, nomeadamente ecográficos e renográficos. A abordagem cirúrgica inicial adotada foi, em todos os casos, a pieloplastia aberta desmembrada e modificada por Anderson-Heynes (PAH); a taxa de reintervenção foi de 5,5%. A maioria das ecografias pré-operatórias (80,8%) documentou uma hidronefrose (HN) moderada a grave. A mediana das diferenças entre os valores do diâmetro ântero-posterior do bacinete (DAP) pré e pós-operatório foi de 8 [1,12]mm (p<0,001). Verificou-se uma evolução favorável da função renal diferencial (FRD) após a cirurgia, inclusivamente nas crianças com FRD imediatamente pré-operatória inferior a 45%, sendo a mediana das diferenças entre os valores de FRD pré e pós-operatória neste subgrupo igual a 4,5 [1,9;9,3] % (p<0,01). Alguns biomarcadores urinários, associados à progressão de lesão parenquimatosa renal, poderão facultar informação complementar muito valiosa aos métodos diagnósticos atuais e ajudar na definição da melhor decisão terapêutica. |
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| Autores principais: | Bernardo, Miguel Alexandre Martins |
| Assunto: | Obstrução ureteral Pediatria Urologia Terapêutica |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A abordagem médico-cirúrgica da obstrução da junção pielo-ureteral (OJPU) permanece uma das maiores controvérsias da Urologia Pediátrica. Carecemos de instrumentos que permitam predizer com acuidade quais as crianças que poderão ser vigiadas conservadoramente e quais as que necessitarão de cirurgia corretiva. Neste trabalho procedeu-se a um estudo retrospetivo com o objetivo de rever a casuística do Hospital Garcia de Orta E.P.E. (HGO), relativamente às crianças com diagnóstico de OJPU, submetidas a pieloplastia corretiva. Entre outros aspetos, caracterizaram-se e analisaram-se numa amostra de 34 crianças operadas, os principais dados pré e pós-operatórios imediatos, nomeadamente ecográficos e renográficos. A abordagem cirúrgica inicial adotada foi, em todos os casos, a pieloplastia aberta desmembrada e modificada por Anderson-Heynes (PAH); a taxa de reintervenção foi de 5,5%. A maioria das ecografias pré-operatórias (80,8%) documentou uma hidronefrose (HN) moderada a grave. A mediana das diferenças entre os valores do diâmetro ântero-posterior do bacinete (DAP) pré e pós-operatório foi de 8 [1,12]mm (p<0,001). Verificou-se uma evolução favorável da função renal diferencial (FRD) após a cirurgia, inclusivamente nas crianças com FRD imediatamente pré-operatória inferior a 45%, sendo a mediana das diferenças entre os valores de FRD pré e pós-operatória neste subgrupo igual a 4,5 [1,9;9,3] % (p<0,01). Alguns biomarcadores urinários, associados à progressão de lesão parenquimatosa renal, poderão facultar informação complementar muito valiosa aos métodos diagnósticos atuais e ajudar na definição da melhor decisão terapêutica. |
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