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Displasias fibro-ósseas dos maxilares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A displasia fibrosa em conjunto com as displasias ósseas dos maxilares representam o grupo das displasias fibro-ósseas. Estas, apesar de partilharem as mesmas características histopatológicas e apresentarem uma substituição de osso normal por tecido fibroso e conjuntivo, diferem nas suas manifestações clínicas, no seu comportamento e têm abordagens terapêuticas diferentes. A displasia fibrosa é uma doença genética rara dos ossos e pode ser dividida em 3 subtipos: a monostótica, que afecta um único osso, a poliostótica, que afecta diversos ossos concomitantemente e a craniofacial quando envolvem múltiplos ossos craniofaciais. Nos maxilares é caracterizada por uma expansão óssea assimétrica e geralmente assintomática da área afectada envolvendo maioritariamente a maxila. O seu tratamento consiste em três abordagens diferentes que envolvem a monitorização evolutiva, a terapêutica cirúrgica e a terapêutica medicamentosa. As displasias ósseas são um grupo de lesões, idiopáticas, não-neoplásicas, localizadas nas áreas de suporte dos dentes ou no processo alveolar edêntulo dos maxilares. São mais frequentemente diagnosticadas em mulheres de raça negra e de meia idade e apresentam-se sobre três formas clínicas: a displasia óssea focal, a displasia óssea periapical e a displasia óssea florida. Apesar das DO aparentemente representarem apenas variantes do mesmo processo patológico, são diferenciadas com base em características clínicas e radiológicas e na extensão do envolvimento das zonas afectadas. No seu diagnóstico, para além da análise clínica e radiográfica, os dados demográficos juntamente com a realização de testes de vitalidade são importantes parâmetros de diagnóstico. As diferentes formas de DO são geralmente auto-limitadas e assintomáticas e por isso não requerem qualquer tipo de tratamento a não ser que ocorram complicações, nomeadamente infecção do osso esclerótico. É importante o médico-dentista estar familiarizado com este tipo de lesões de maneira a proporcionar o melhor tratamento e orientação possíveis.
Autores principais:Pacheco, Joana Isabel Alexandre
Assunto:Saúde oral Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A displasia fibrosa em conjunto com as displasias ósseas dos maxilares representam o grupo das displasias fibro-ósseas. Estas, apesar de partilharem as mesmas características histopatológicas e apresentarem uma substituição de osso normal por tecido fibroso e conjuntivo, diferem nas suas manifestações clínicas, no seu comportamento e têm abordagens terapêuticas diferentes. A displasia fibrosa é uma doença genética rara dos ossos e pode ser dividida em 3 subtipos: a monostótica, que afecta um único osso, a poliostótica, que afecta diversos ossos concomitantemente e a craniofacial quando envolvem múltiplos ossos craniofaciais. Nos maxilares é caracterizada por uma expansão óssea assimétrica e geralmente assintomática da área afectada envolvendo maioritariamente a maxila. O seu tratamento consiste em três abordagens diferentes que envolvem a monitorização evolutiva, a terapêutica cirúrgica e a terapêutica medicamentosa. As displasias ósseas são um grupo de lesões, idiopáticas, não-neoplásicas, localizadas nas áreas de suporte dos dentes ou no processo alveolar edêntulo dos maxilares. São mais frequentemente diagnosticadas em mulheres de raça negra e de meia idade e apresentam-se sobre três formas clínicas: a displasia óssea focal, a displasia óssea periapical e a displasia óssea florida. Apesar das DO aparentemente representarem apenas variantes do mesmo processo patológico, são diferenciadas com base em características clínicas e radiológicas e na extensão do envolvimento das zonas afectadas. No seu diagnóstico, para além da análise clínica e radiográfica, os dados demográficos juntamente com a realização de testes de vitalidade são importantes parâmetros de diagnóstico. As diferentes formas de DO são geralmente auto-limitadas e assintomáticas e por isso não requerem qualquer tipo de tratamento a não ser que ocorram complicações, nomeadamente infecção do osso esclerótico. É importante o médico-dentista estar familiarizado com este tipo de lesões de maneira a proporcionar o melhor tratamento e orientação possíveis.