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Psychological capital as a learning facilitator

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Resumo:A investigação teórica aponta que o estudo da aprendizagem interna em equipas é um processo relevante, e contribui para o alcance de resultados positivos em diferentes campos do saber, incluindo o comportamento organizacional (Song et al., 2014; Bunderson & Reagans, 2011). Neste sentido, nas últimas décadas, o número de estudos relacionados com a aprendizagem interna tem vindo a aumentar de forma progressiva (Palmer, 2017). Contudo, estes estudos concentraram-se em analisar as diferenças nas taxas de aprendizagem observadas, especialmente, no ambiente organizacional (Bresman & Zellmer-Bruhn, 2013). Embora, estas abordagens sejam importantes para estudar determinados processos de aprendizagem, permanece a necessidade de mais estudos que analisem, de forma mais abrangente e efetiva, os fatores facilitadores da aprendizagem em equipas (Yoon & Kayes, 2016). Ben-Eliyahu (2019) destacou a necessidade da realização de estudos que permitam analisar os antecedentes da aprendizagem interna em equipas. Para Lai et al. (2015) a realização de estudos sobre os antecedentes da aprendizagem interna em equipas, irá permitir compreender de forma mais efectiva as interações colaborativas entre os diversos atores, bem como, os factores que podem impulsionar o processo de aprendizagem interna em equipas. Assim sendo, argumentamos que esta tese ao analisar os factores que impulsionam a aprendizagem interna em equipas, preenche uma lacuna importante ao nível da investigação teórica, na medida em que apresenta evidências que permitem afirmar que o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas. Esta tese tem como objetivo principal analisar a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas. Esta opção tem como base, as abordagens que apresentaram evidências empíricas que sustentam a influência positiva do capital psicológico no processo de aprendizagem dos estudantes, durante a realização de um curso online (Daspit et al., 2015). Contudo, não há evidências de um estudo que analise a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas, o que consideramos ser uma contribuição teórica relevante desta tese. Com vista a proporcionar uma melhor compreensão sobre a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas, foram desenvolvidos três estudos empíricos, que contaram com a participação de 480 estudantes universitários. Os participantes dos três estudos empíricos realizados são estudantes universitários de três grandes instituições de ensino superior. Relativamente a caracterização da amostra: os participantes eram 54% homens e a idade média dos participantes era de 24 anos (DP = 5,94). Os cursos mais significativos foram Economia (25%), Gestão Empresarial (12%), Enfermagem (11%) e Linguística-Inglês (8%). Além disso, 61% eram do primeiro ano, 21% do segundo ano, 11% do terceiro ano e 7% do quarto ano. O processo de recolha de dados foi realizado de forma presencial e os participantes responderam voluntariamente ao questionário durante o período de aula, usando papel e lápis. Além disso, todos os participantes foram informados de que a participação era voluntária e os dados recolhidos seriam processados exclusivamente pelos pesquisadores envolvidos neste estudo. Quanto a opção metodológica para a realização dos três estudos empíricos, utilizamos uma metodologia quantitativa, com uma perspetiva hipotético-dedutiva. Tendo em conta que, as variáveis em análise têm escalas comprovadamente robustas, confiáveis e amplamente utilizadas em estudos empíricos. Argumentamos ainda que, a opção metodológica descrita justifica-se porque, partimos de diversos quadros teóricos estabelecidos ao nível da literatura para a elaboração dos modelos de análise apresentados em cada estudo empírico. Por outro lado, utilizamos as escalas de autor que estavam originalmente na língua inglesa para medir todas as variáveis em estudo. Relativamente ao procedimento utilizado na adaptação das escalas para português, recorremos a utilização do método de tradução/ retroversão. Assim sendo, apresentamos uma descrição resumida dos três estudos empíricos que integram a tese. O primeiro estudo, com o título: Enhancing Internal Learning in Teams: The Role of Network Centrality and Psychological Capital of Undergraduate Students foi publicado na revista Frontiers in Psychology. O objectivo do estudo consiste em analisar o papel mediador do capital psicológico na relação entre centralidade da rede e aprendizagem interna em equipas. Neste sentido, foram definidas quatro hipóteses, nomeadamente: H1: a centralidade da rede influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas; H2: a centralidade da rede influencia positivamente o capital psicológico; H3: o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna das equipas e H4: a relação entre a centralidade da rede e a aprendizagem interna em equipas é mediada pelo capital psicológico. Adicionalmente, importa referir que, o teste de hipóteses realizado confirmou todas as hipóteses definidas. Relativamente as contribuições do estudo, importa destacar as seguintes: 1) Fornecemos evidências de que a centralidade da rede pode influenciar a aprendizagem interna em equipas, o que significa que a aplicação da teoria das redes sociais no campo académico contribui para a obtenção de resultados de aprendizagem. 2) Este estudo enfatiza a necessidade de construção de relacionamentos eficazes dentro das instituições de ensino superior por meio de diferentes interações entre os alunos. O segundo estudo, com o título: The influence of psychological capital on internal learning in teams: The mediating role of the perceived team structure foi aceite para publicação na RAE- Revista de Administração de Empresas. Neste estudo, o objectivo consiste em analisar o papel mediador da estrutura percebida da equipa na relação entre o capital psicológico positivo e a aprendizagem interna em equipas. Foram igualmente definidas quatro hipóteses, designadamente: H1: o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas; H2: o capital psicológico influencia positivamente a estrutura percebida da equipa; H3: A estrutura percebida da equipa influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas e H4: a relação entre o capital psicológico e a aprendizagem interna em equipas é mediada pela estrutura percebida da equipa. À semelhança do primeiro estudo, todas as hipóteses definidas foram confirmadas. Concludentemente, importa realçar, as principais contribuições do estudo: 1) Fornecemos evidências de que a relação entre capital psicológico e aprendizagem interna é mediada pela estrutura percebida da equipa. 2) Este estudo reforça o papel do capital psicológico no contexto académico. O terceiro e último estudo empírico desta tese consiste em analisar a relação entre os perfis de capital psicológico e aprendizagem interna em equipas. Foi definido para este estudo o seguinte título: Psychological Capital profiles and their Relationship with internal learning in teams of undergraduate students. Este estudo apresenta uma abordagem diferente dos restantes, o que permitiu consolidar a análise da relação entre o capital psicológico e aprendizagem interna em equipas. É importante referir que, foram definidas as seguintes hipóteses: H1) Grupos de perfis com alta autoeficácia, otimismo, esperança e resiliência terão pontuações mais altas em relação à aprendizagem interna em equipas do que grupos de perfis com baixa autoeficácia, otimismo, esperança e resiliência e H2: Grupos de perfis com duas ou três fortes capacidades psicológicas positivas terão níveis mais altos de aprendizagem interna em equipas do que grupos de perfis com um nível forte de capacidades psicológicas positivas. Assim sendo, destacamos a identificação dos seguintes perfis do capital psicológico: Perfil 1 (sem capital psicológico) - baixa autoeficácia, baixo otimismo, baixa esperança e, baixa resiliência. Perfil 2 (capital psicológico total) - níveis elevados de todas as capacidades psicológicas positivas, ou seja, alta autoeficácia, alto otimismo, alta esperança e alta resiliência). Perfil 3 (capital psicológico baseado no otimismo) - baixa autoeficácia, alto otimismo, baixa esperança e baixa resiliência); Perfil 4 (capital psicológico baseado no otimismo e esperança) - alta autoeficácia, alta esperança, baixo otimismo e baixa resiliência. Relativamente ao teste de hipóteses, importa salientar que, apenas, a Hipótese 1 foi confirmada. Por último, destacamos que, a principal contribuição do estudo deriva da aplicação de uma metodologia de análise de perfis para entender como diferentes perfis de capital psicológico estimulam a aprendizagem em equipas. Em termos gerais, os resultados dos três estudos empíricos realizados apresentam evidências que nos permitem aferir a influência positiva do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas. Por outro lado, importa realçar que uma das limitações da tese está relacionada com um possível problema da variância do método comum, visto que os dados foram recolhidos no mesmo momento. No entanto, é importante notar que os dados relacionados com a centralidade da rede derivaram de um questionário sociométrico, enquanto as demais variáveis foram medidas por meio de uma escala psicométrica. Por esse motivo, argumentamos que a variância do método comum não pode ser considerada uma ameaça para os resultados apresentados nesta tese. Na parte final da tese apresentamos a interligação entre os três estudos empíricos realizados.
Autores principais:Geremias, Rosa Helena Lutete
Assunto:Centralidade da rede capital psicológico estrutura percebida da equipa perfis de capital psicológico aprendizagem interna em equipas Network centrality psychological capital perceived team structure psychological capital profiles internal learning in teams
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A investigação teórica aponta que o estudo da aprendizagem interna em equipas é um processo relevante, e contribui para o alcance de resultados positivos em diferentes campos do saber, incluindo o comportamento organizacional (Song et al., 2014; Bunderson & Reagans, 2011). Neste sentido, nas últimas décadas, o número de estudos relacionados com a aprendizagem interna tem vindo a aumentar de forma progressiva (Palmer, 2017). Contudo, estes estudos concentraram-se em analisar as diferenças nas taxas de aprendizagem observadas, especialmente, no ambiente organizacional (Bresman & Zellmer-Bruhn, 2013). Embora, estas abordagens sejam importantes para estudar determinados processos de aprendizagem, permanece a necessidade de mais estudos que analisem, de forma mais abrangente e efetiva, os fatores facilitadores da aprendizagem em equipas (Yoon & Kayes, 2016). Ben-Eliyahu (2019) destacou a necessidade da realização de estudos que permitam analisar os antecedentes da aprendizagem interna em equipas. Para Lai et al. (2015) a realização de estudos sobre os antecedentes da aprendizagem interna em equipas, irá permitir compreender de forma mais efectiva as interações colaborativas entre os diversos atores, bem como, os factores que podem impulsionar o processo de aprendizagem interna em equipas. Assim sendo, argumentamos que esta tese ao analisar os factores que impulsionam a aprendizagem interna em equipas, preenche uma lacuna importante ao nível da investigação teórica, na medida em que apresenta evidências que permitem afirmar que o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas. Esta tese tem como objetivo principal analisar a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas. Esta opção tem como base, as abordagens que apresentaram evidências empíricas que sustentam a influência positiva do capital psicológico no processo de aprendizagem dos estudantes, durante a realização de um curso online (Daspit et al., 2015). Contudo, não há evidências de um estudo que analise a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas, o que consideramos ser uma contribuição teórica relevante desta tese. Com vista a proporcionar uma melhor compreensão sobre a influência do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas, foram desenvolvidos três estudos empíricos, que contaram com a participação de 480 estudantes universitários. Os participantes dos três estudos empíricos realizados são estudantes universitários de três grandes instituições de ensino superior. Relativamente a caracterização da amostra: os participantes eram 54% homens e a idade média dos participantes era de 24 anos (DP = 5,94). Os cursos mais significativos foram Economia (25%), Gestão Empresarial (12%), Enfermagem (11%) e Linguística-Inglês (8%). Além disso, 61% eram do primeiro ano, 21% do segundo ano, 11% do terceiro ano e 7% do quarto ano. O processo de recolha de dados foi realizado de forma presencial e os participantes responderam voluntariamente ao questionário durante o período de aula, usando papel e lápis. Além disso, todos os participantes foram informados de que a participação era voluntária e os dados recolhidos seriam processados exclusivamente pelos pesquisadores envolvidos neste estudo. Quanto a opção metodológica para a realização dos três estudos empíricos, utilizamos uma metodologia quantitativa, com uma perspetiva hipotético-dedutiva. Tendo em conta que, as variáveis em análise têm escalas comprovadamente robustas, confiáveis e amplamente utilizadas em estudos empíricos. Argumentamos ainda que, a opção metodológica descrita justifica-se porque, partimos de diversos quadros teóricos estabelecidos ao nível da literatura para a elaboração dos modelos de análise apresentados em cada estudo empírico. Por outro lado, utilizamos as escalas de autor que estavam originalmente na língua inglesa para medir todas as variáveis em estudo. Relativamente ao procedimento utilizado na adaptação das escalas para português, recorremos a utilização do método de tradução/ retroversão. Assim sendo, apresentamos uma descrição resumida dos três estudos empíricos que integram a tese. O primeiro estudo, com o título: Enhancing Internal Learning in Teams: The Role of Network Centrality and Psychological Capital of Undergraduate Students foi publicado na revista Frontiers in Psychology. O objectivo do estudo consiste em analisar o papel mediador do capital psicológico na relação entre centralidade da rede e aprendizagem interna em equipas. Neste sentido, foram definidas quatro hipóteses, nomeadamente: H1: a centralidade da rede influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas; H2: a centralidade da rede influencia positivamente o capital psicológico; H3: o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna das equipas e H4: a relação entre a centralidade da rede e a aprendizagem interna em equipas é mediada pelo capital psicológico. Adicionalmente, importa referir que, o teste de hipóteses realizado confirmou todas as hipóteses definidas. Relativamente as contribuições do estudo, importa destacar as seguintes: 1) Fornecemos evidências de que a centralidade da rede pode influenciar a aprendizagem interna em equipas, o que significa que a aplicação da teoria das redes sociais no campo académico contribui para a obtenção de resultados de aprendizagem. 2) Este estudo enfatiza a necessidade de construção de relacionamentos eficazes dentro das instituições de ensino superior por meio de diferentes interações entre os alunos. O segundo estudo, com o título: The influence of psychological capital on internal learning in teams: The mediating role of the perceived team structure foi aceite para publicação na RAE- Revista de Administração de Empresas. Neste estudo, o objectivo consiste em analisar o papel mediador da estrutura percebida da equipa na relação entre o capital psicológico positivo e a aprendizagem interna em equipas. Foram igualmente definidas quatro hipóteses, designadamente: H1: o capital psicológico influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas; H2: o capital psicológico influencia positivamente a estrutura percebida da equipa; H3: A estrutura percebida da equipa influencia positivamente a aprendizagem interna em equipas e H4: a relação entre o capital psicológico e a aprendizagem interna em equipas é mediada pela estrutura percebida da equipa. À semelhança do primeiro estudo, todas as hipóteses definidas foram confirmadas. Concludentemente, importa realçar, as principais contribuições do estudo: 1) Fornecemos evidências de que a relação entre capital psicológico e aprendizagem interna é mediada pela estrutura percebida da equipa. 2) Este estudo reforça o papel do capital psicológico no contexto académico. O terceiro e último estudo empírico desta tese consiste em analisar a relação entre os perfis de capital psicológico e aprendizagem interna em equipas. Foi definido para este estudo o seguinte título: Psychological Capital profiles and their Relationship with internal learning in teams of undergraduate students. Este estudo apresenta uma abordagem diferente dos restantes, o que permitiu consolidar a análise da relação entre o capital psicológico e aprendizagem interna em equipas. É importante referir que, foram definidas as seguintes hipóteses: H1) Grupos de perfis com alta autoeficácia, otimismo, esperança e resiliência terão pontuações mais altas em relação à aprendizagem interna em equipas do que grupos de perfis com baixa autoeficácia, otimismo, esperança e resiliência e H2: Grupos de perfis com duas ou três fortes capacidades psicológicas positivas terão níveis mais altos de aprendizagem interna em equipas do que grupos de perfis com um nível forte de capacidades psicológicas positivas. Assim sendo, destacamos a identificação dos seguintes perfis do capital psicológico: Perfil 1 (sem capital psicológico) - baixa autoeficácia, baixo otimismo, baixa esperança e, baixa resiliência. Perfil 2 (capital psicológico total) - níveis elevados de todas as capacidades psicológicas positivas, ou seja, alta autoeficácia, alto otimismo, alta esperança e alta resiliência). Perfil 3 (capital psicológico baseado no otimismo) - baixa autoeficácia, alto otimismo, baixa esperança e baixa resiliência); Perfil 4 (capital psicológico baseado no otimismo e esperança) - alta autoeficácia, alta esperança, baixo otimismo e baixa resiliência. Relativamente ao teste de hipóteses, importa salientar que, apenas, a Hipótese 1 foi confirmada. Por último, destacamos que, a principal contribuição do estudo deriva da aplicação de uma metodologia de análise de perfis para entender como diferentes perfis de capital psicológico estimulam a aprendizagem em equipas. Em termos gerais, os resultados dos três estudos empíricos realizados apresentam evidências que nos permitem aferir a influência positiva do capital psicológico no processo de aprendizagem interna em equipas. Por outro lado, importa realçar que uma das limitações da tese está relacionada com um possível problema da variância do método comum, visto que os dados foram recolhidos no mesmo momento. No entanto, é importante notar que os dados relacionados com a centralidade da rede derivaram de um questionário sociométrico, enquanto as demais variáveis foram medidas por meio de uma escala psicométrica. Por esse motivo, argumentamos que a variância do método comum não pode ser considerada uma ameaça para os resultados apresentados nesta tese. Na parte final da tese apresentamos a interligação entre os três estudos empíricos realizados.