Publicação
Doença periodontal no cão
| Resumo: | A doença periodontal é a afecção mais comum da cavidade oral dos canídeos e afecta os tecidos de sustentação do dente que formam o periodonto, que é composto pela gengiva, pelo ligamento periodontal, pelo cemento e pelo osso alveolar. O agente etiológico da doença periodontal é a placa bacteriana acumulada sobre a superfície dos dentes. Vários outros factores parecem influenciar no desenvolvimento da doença periodontal tais como a raça, a genética, a idade, o comportamento de mastigação, a saúde geral, a oclusão dentária, a nutrição e a consistência dos alimentos. Inicialmente, a manifestação clínica da doença periodontal é a gengivite que é reversível se a placa bacteriana for removida. Se a gengivite não for controlada, conduz à periodontite que é irreversível e pode progredir para a destruição do osso alveolar e dos tecidos de suporte do dente. Estadios avançados da doença periodontal podem conduzir a complicações locais e sistémicas. As consequências locais incluem as fístulas oronasais, as lesões endo-periodontais, as fracturas patológicas, as complicações oculares, a osteomielite dos ossos maxilar e mandibular e o aumento da incidência de neoplasias orais. A nível sistémico podem estar associadas a doenças renais, hepáticas, pulmonares ou cardíacas, a alterações articulares e a meningite, entre outras. No nosso estudo foi avaliada a presença e o grau de doença periodontal em 196 cães de raça pura e de raça indeterminada. Os resultados obtidos mostraram que a doença periodontal era menos frequente nos cães de raça indeterminada (29%) quando comparados com os cães de raça pura (71%), sendo os de raças pequenas, tais como o Caniche, o Cocker Spaniel e o Yorkshire Terrier os mais afectados (44%). A faixa etária com maior incidência de doença periodontal encontrava-se entre os 9 e os 12 anos (38%), o que traduz uma população envelhecida. Os cães alimentados com rações duras e secas e os cães com acesso a materiais mastigáveis, que requerem maior preensão e mastigação, apresentaram menor evidência de doença periodontal quando comparados com os cães alimentados com comida caseira e com os cães que não tinham acesso a materiais mastigáveis. A melhor forma de tratar a doença periodontal é actuar na sua prevenção, de modo a reduzir a quantidade de bactérias da cavidade oral, sendo a escovagem diária dos dentes o melhor método para evitar a deposição de placa e cálculo dentários. Cabe ao médico veterinário sensibilizar os proprietários para o seu papel fundamental em casa e ensiná-los desde cedo a escovar os dentes dos seus animais, não esquecendo que para além da higiene oral diária, devem procurar a ajuda profissional pelo menos uma vez por ano. |
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| Autores principais: | Gouveia, Ana Isabel Escudeiro Aguiar |
| Assunto: | Doença periodontal Gengiva Osso alveolar Cemento Ligamento periodontal Placa bacteriana Bacterial plaque Periodontal disease Gingiva Alveolar bone Cementum Periodontal ligament |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença periodontal é a afecção mais comum da cavidade oral dos canídeos e afecta os tecidos de sustentação do dente que formam o periodonto, que é composto pela gengiva, pelo ligamento periodontal, pelo cemento e pelo osso alveolar. O agente etiológico da doença periodontal é a placa bacteriana acumulada sobre a superfície dos dentes. Vários outros factores parecem influenciar no desenvolvimento da doença periodontal tais como a raça, a genética, a idade, o comportamento de mastigação, a saúde geral, a oclusão dentária, a nutrição e a consistência dos alimentos. Inicialmente, a manifestação clínica da doença periodontal é a gengivite que é reversível se a placa bacteriana for removida. Se a gengivite não for controlada, conduz à periodontite que é irreversível e pode progredir para a destruição do osso alveolar e dos tecidos de suporte do dente. Estadios avançados da doença periodontal podem conduzir a complicações locais e sistémicas. As consequências locais incluem as fístulas oronasais, as lesões endo-periodontais, as fracturas patológicas, as complicações oculares, a osteomielite dos ossos maxilar e mandibular e o aumento da incidência de neoplasias orais. A nível sistémico podem estar associadas a doenças renais, hepáticas, pulmonares ou cardíacas, a alterações articulares e a meningite, entre outras. No nosso estudo foi avaliada a presença e o grau de doença periodontal em 196 cães de raça pura e de raça indeterminada. Os resultados obtidos mostraram que a doença periodontal era menos frequente nos cães de raça indeterminada (29%) quando comparados com os cães de raça pura (71%), sendo os de raças pequenas, tais como o Caniche, o Cocker Spaniel e o Yorkshire Terrier os mais afectados (44%). A faixa etária com maior incidência de doença periodontal encontrava-se entre os 9 e os 12 anos (38%), o que traduz uma população envelhecida. Os cães alimentados com rações duras e secas e os cães com acesso a materiais mastigáveis, que requerem maior preensão e mastigação, apresentaram menor evidência de doença periodontal quando comparados com os cães alimentados com comida caseira e com os cães que não tinham acesso a materiais mastigáveis. A melhor forma de tratar a doença periodontal é actuar na sua prevenção, de modo a reduzir a quantidade de bactérias da cavidade oral, sendo a escovagem diária dos dentes o melhor método para evitar a deposição de placa e cálculo dentários. Cabe ao médico veterinário sensibilizar os proprietários para o seu papel fundamental em casa e ensiná-los desde cedo a escovar os dentes dos seus animais, não esquecendo que para além da higiene oral diária, devem procurar a ajuda profissional pelo menos uma vez por ano. |
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