Publicação
Therapeutic advancements in the management of HIV/AIDS
| Resumo: | A infeção pelo vírus da imunodeficiência humana tornou-se numa epidemia global que está a entrar na sua quarta década. Estima-se que, desde a descoberta deste vírus, 79,3 milhões (55,9- 110 milhões) de pessoas foram infetadas e que dessas, 36,3 milhões (27,2 milhões-47,8 milhões) perderam as suas vidas. Podemos dividir este retrovírus em dois tipos: tipo 1 e tipo 2. Ambas as espécies pertencem ao grupo dos Lentivirus, que por sua vez pertencem à família e subfamília Retroviridae e Orthoretrovirinae, respetivamente. Ambos possuem a mesma estrutura genética básica, o mesmo mecanismo de replicação intracelular, via de transmissão e progressão da doença; no entanto, eles pertencem a linhagens diferentes, ou seja, representam transmissões entre espécies distintas (zoonose). A síndrome da imunodeficiência humana adquirida é o estadio final da progressão viral e, se não for tratada, acaba com a morte do doente. Com um melhor entendimento da replicação viral e dos mecanismos utilizados para evadir a imunidade do nosso organismo, os alvos para interromper a produção viral também se tornaram mais claros. Atualmente, existe um arsenal de mais de 30 fármacos antirretrovirais, que possuem oito mecanismos de ação distintos. O vírus que antes era visto como uma sentença de morte para todos que o contraíam, é agora é uma doença crónica que pode ser controlada com terapia existente. Esta dissertação está dividida em 4 partes: origem e descoberta do HIV; mecanismo de replicação viral; Terapia antirretroviral; avanços na manutenção da terapêutica do HIV. O objetivo principal do trabalho é entender como uma zoonose com origem em África conseguiu espalhar-se pelo mundo e até hoje permanece sem cura. Será também abordada a progressão da terapêutica disponível e dos medicamentos aprovados ao longo dos anos, desde os primeiros medicamentos que causavam efeitos secundários graves e que eram facilmente suscetíveis à resistência viral devido à ocorrência de mutações no início dos anos 90 até 2021, onde é utilizada uma terapêutica dupla ou tripla, sem que exista toxicidade para o doente e com uma excelente relação benefício-risco. Também serão abordados fármacos e vacinas em ensaios clínicos para o tratamento deste retrovírus, que poderão vir a ser aprovados num futuro a médio/longo prazo. |
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| Autores principais: | Felicidade, João Francisco Alves Falcão |
| Assunto: | HIV AIDS Antiretroviral Therapy Replication Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A infeção pelo vírus da imunodeficiência humana tornou-se numa epidemia global que está a entrar na sua quarta década. Estima-se que, desde a descoberta deste vírus, 79,3 milhões (55,9- 110 milhões) de pessoas foram infetadas e que dessas, 36,3 milhões (27,2 milhões-47,8 milhões) perderam as suas vidas. Podemos dividir este retrovírus em dois tipos: tipo 1 e tipo 2. Ambas as espécies pertencem ao grupo dos Lentivirus, que por sua vez pertencem à família e subfamília Retroviridae e Orthoretrovirinae, respetivamente. Ambos possuem a mesma estrutura genética básica, o mesmo mecanismo de replicação intracelular, via de transmissão e progressão da doença; no entanto, eles pertencem a linhagens diferentes, ou seja, representam transmissões entre espécies distintas (zoonose). A síndrome da imunodeficiência humana adquirida é o estadio final da progressão viral e, se não for tratada, acaba com a morte do doente. Com um melhor entendimento da replicação viral e dos mecanismos utilizados para evadir a imunidade do nosso organismo, os alvos para interromper a produção viral também se tornaram mais claros. Atualmente, existe um arsenal de mais de 30 fármacos antirretrovirais, que possuem oito mecanismos de ação distintos. O vírus que antes era visto como uma sentença de morte para todos que o contraíam, é agora é uma doença crónica que pode ser controlada com terapia existente. Esta dissertação está dividida em 4 partes: origem e descoberta do HIV; mecanismo de replicação viral; Terapia antirretroviral; avanços na manutenção da terapêutica do HIV. O objetivo principal do trabalho é entender como uma zoonose com origem em África conseguiu espalhar-se pelo mundo e até hoje permanece sem cura. Será também abordada a progressão da terapêutica disponível e dos medicamentos aprovados ao longo dos anos, desde os primeiros medicamentos que causavam efeitos secundários graves e que eram facilmente suscetíveis à resistência viral devido à ocorrência de mutações no início dos anos 90 até 2021, onde é utilizada uma terapêutica dupla ou tripla, sem que exista toxicidade para o doente e com uma excelente relação benefício-risco. Também serão abordados fármacos e vacinas em ensaios clínicos para o tratamento deste retrovírus, que poderão vir a ser aprovados num futuro a médio/longo prazo. |
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