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Efficacy of the different baclofen enantiomers on the reduction of binge drinking in a rodent model: a gender study

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Resumo:Atualmente, de entre os problemas de saúde mundial encontra-se o consumo excessivo de álcool, principalmente decorrente de Binge Drinking, que é o consumo de grandes quantidades de álcool num curto espaço de tempo. Além dos 4 tratamentos farmacológicos possíveis, muitos estudos têm sido realizados de forma a aumentar as possibilidades terapêuticas, de onde se destaca o fármaco baclofeno, a mais recente adição aos fármacos autorizados na França para este tratamento. Nos últimos anos, vários estudos sobre a eficácia do baclofeno foram realizados, principalmente sobre a forma racémica RS(±)-baclofeno, mas resultados divergentes foram encontrados. Após o isolamento dos 2 enantiómeros deste fármaco, o R(+)-baclofeno e o S(-)-baclofeno, descobriu-se que a eficácia reside no enantiómero ativo R, o que levantou a questão se realmente o melhor tratamento seria com a forma racémica RS. Assim, neste estudo procurou-se caracterizar os efeitos enantiosseletivos do baclofeno num modelo animal de consumo crónico binge-like em ratos Long Evans machos e fêmeas, sendo o foco as diferenças entre os 2 géneros, uma vez que ainda não existem estudos neste sentido. R(+)-baclofeno, S(-)-baclofeno e a forma racémica, que é a única ainda administrada aos pacientes, foram avaliados quanto à sua eficácia na diminuição do consumo de álcool. De seguida, avaliou-se o efeito do RS(±)-baclofeno no sistema dopaminérgico, uma vez que a libertação de dopamina na via mesolímbica sofre alterações com o consumo de álcool e o baclofeno, agonista dos recetores GABA-B, atua nas mesmas vias. Os resultados obtidos sugerem que a variabilidade da resposta à forma racémica é devido aos diferentes efeitos dos 2 enantiómeros, sendo que uma diminuição no consumo de álcool e uma reposta positiva à terapêutica são devido à sensibilização do enantiómero R, e, pelo contrário, um aumento do consumo pode ser devido ao enantiómero S. Estas diferenças aparentam resultar de uma resposta diferencial do sistema dopaminérgico. Mais interessante ainda, foi demonstrado que a forma racémica RS não tem efeito nas fêmeas e o efeito do enantiómero R é ainda baixo comparado com os machos. Estes resultados sugerem que o tratamento com baclofeno atualmente disponível origina resposta terapêutica variável nas mulheres.
Autores principais:Sousa, Sofia Vilelas de
Assunto:Binge drinking Consumo de álcool Sistema dopaminérgico Diferenças entre sexos Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente, de entre os problemas de saúde mundial encontra-se o consumo excessivo de álcool, principalmente decorrente de Binge Drinking, que é o consumo de grandes quantidades de álcool num curto espaço de tempo. Além dos 4 tratamentos farmacológicos possíveis, muitos estudos têm sido realizados de forma a aumentar as possibilidades terapêuticas, de onde se destaca o fármaco baclofeno, a mais recente adição aos fármacos autorizados na França para este tratamento. Nos últimos anos, vários estudos sobre a eficácia do baclofeno foram realizados, principalmente sobre a forma racémica RS(±)-baclofeno, mas resultados divergentes foram encontrados. Após o isolamento dos 2 enantiómeros deste fármaco, o R(+)-baclofeno e o S(-)-baclofeno, descobriu-se que a eficácia reside no enantiómero ativo R, o que levantou a questão se realmente o melhor tratamento seria com a forma racémica RS. Assim, neste estudo procurou-se caracterizar os efeitos enantiosseletivos do baclofeno num modelo animal de consumo crónico binge-like em ratos Long Evans machos e fêmeas, sendo o foco as diferenças entre os 2 géneros, uma vez que ainda não existem estudos neste sentido. R(+)-baclofeno, S(-)-baclofeno e a forma racémica, que é a única ainda administrada aos pacientes, foram avaliados quanto à sua eficácia na diminuição do consumo de álcool. De seguida, avaliou-se o efeito do RS(±)-baclofeno no sistema dopaminérgico, uma vez que a libertação de dopamina na via mesolímbica sofre alterações com o consumo de álcool e o baclofeno, agonista dos recetores GABA-B, atua nas mesmas vias. Os resultados obtidos sugerem que a variabilidade da resposta à forma racémica é devido aos diferentes efeitos dos 2 enantiómeros, sendo que uma diminuição no consumo de álcool e uma reposta positiva à terapêutica são devido à sensibilização do enantiómero R, e, pelo contrário, um aumento do consumo pode ser devido ao enantiómero S. Estas diferenças aparentam resultar de uma resposta diferencial do sistema dopaminérgico. Mais interessante ainda, foi demonstrado que a forma racémica RS não tem efeito nas fêmeas e o efeito do enantiómero R é ainda baixo comparado com os machos. Estes resultados sugerem que o tratamento com baclofeno atualmente disponível origina resposta terapêutica variável nas mulheres.