Publicação

A aprendizagem em física com recurso a mapas de conceitos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação realizou-se no âmbito da Metodologia do Ensino das Ciências Físico-Químicas. Tem por finalidade contribuir para uma aprendizagem mais eficaz com uma melhor compreensão da ciência. Explora uma estratégia de aprendizagem onde foi investigada a construção do mapa de conceitos, aplicada de acordo com uma perspectiva construtivista, possibilitando aos alunos a participação activa na reconstrução do seu próprio saber através de desestruturações, desequilíbrios e restruturações sucessivas do seu conhecimento. Partiu-se de um tópico de Física e considerou-se a aprendizagem de conteúdos, alguns dos quais com um foco Ciências, Tecnologia, Sociedade -Ambiente, CTS-A, com o objectivo de melhorar a aprendizagem nesta disciplina e de capacidades nomeadamente a interacção social em grupo. As questões relativas à aprendizagem de mapas de conceitos em Ciências Físico-Químicas foram as seguintes: Como introduzir a estratégia mapa de conceitos centrada na aprendizagem; Como evolui a aprendizagem dos alunos ao aplicar esta estratégia?; De que modo poderá ser usada como instrumento de avaliação alternativo à avaliação tradicional?; Que percepção têm os alunos relativamente à evolução da sua aprendizagem recorrendo à utilização desta estratégia?; Que dificuldades sentem os alunos na sua aplicação quer individualmente quer em grupo?; A construção dos mapas ajuda os alunos a aprender a assumir a sua própria elaboração e compreensão de conhecimento?; A aplicação desta estratégia em metodologia de trabalho de grupo promove a interacção aluno-aluno? Neste estudo foi adoptada uma abordagem de investigação de natureza qualitativa, tendo-se utilizado a metodologia de estudo de caso. O produto final assume a forma de uma descrição e interpretação do fenómeno em estudo. A investigação decorreu em contexto escolar real tendo a turma como grupo de partida. Os sujeitos foram professora e alunos do Ensino Secundário. A amostra foi constituída por alunos de duas turmas do mesmo ano académico, 10º ano, num total de 31 alunos a trabalhar com a mesma professora. A unidade didáctica leccionada - corrente eléctrica - integrada num currículo de Ciências Físico-Químicas, eventualmente abrangendo questões CTS-A foi comum às duas turmas. Os instrumentos utilizados foram: mapas de conceitos realizados pelos alunos individualmente e em grupo; gravações audio da discussão nos grupos; questionários de opinião dos alunos sobre o modo como se apercebem da aplicação desta estratégia; entrevista com gravação audio a alguns alunos para esclarecimento de alguns pontos relativos à construção dos mapas de conceitos; entrevista à professora sobre o modo como se apercebe da evolução da aprendizagem dos alunos, bem como da utilização futura desta estratégia. Em relação à análise dos dados seguiu-se a teoria de Novak para o estudo dos mapas de conceitos; e para as entrevistas e questionários analisou-se o conteúdo. Foi conclusivo neste estudo a opinião maioritariamente favorável dos alunos participantes relativamente à aplicação dos mapas de conceitos como estratégia de aprendizagem quer individualmente quer em grupo. A professora manifestou igualmente opinião positiva. Como instrumento de avaliação alternativo ao teste sumativo tradicional, a construção de mapas de conceitos foi globalmente bem aceite pela maioria dos alunos, mas a professora considerou que não tinha elementos suficientes para tirar conclusões, acrescentando, no entanto, que os considerava muito úteis como teste formativo. A maioria dos alunos gostou da metodologia de trabalho de grupo tomando uma atitude participativa levando à troca de impressões e discussão estabelecendo-se uma dinâmica de interacção aluno-aluno. Contudo constatou-se que nem todos os grupos trabalharam de forma cooperativa. Esta investigação poderá ter impacto no sistema educativo, apontando por um lado para a utilização de estratégias centradas no aluno e cuja aplicação se reflectirá positivamente na sua aprendizagem e por outro para a formação de professores nesta área. Abre ainda campo para investigações futuras. Espera-se, assim, ter contribuído para o alargar do conhecimento na área de desenvolvimento e adequação de estratégias de aprendizagem a utilizar na sala de aula.
Autores principais:Sansão, Maria Odete Martins Ramos
Assunto:Estratégias de aprendizagem Construtivismo Mapa de conceitos Corrente eléctrica Teses de mestrado - 1997
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A investigação realizou-se no âmbito da Metodologia do Ensino das Ciências Físico-Químicas. Tem por finalidade contribuir para uma aprendizagem mais eficaz com uma melhor compreensão da ciência. Explora uma estratégia de aprendizagem onde foi investigada a construção do mapa de conceitos, aplicada de acordo com uma perspectiva construtivista, possibilitando aos alunos a participação activa na reconstrução do seu próprio saber através de desestruturações, desequilíbrios e restruturações sucessivas do seu conhecimento. Partiu-se de um tópico de Física e considerou-se a aprendizagem de conteúdos, alguns dos quais com um foco Ciências, Tecnologia, Sociedade -Ambiente, CTS-A, com o objectivo de melhorar a aprendizagem nesta disciplina e de capacidades nomeadamente a interacção social em grupo. As questões relativas à aprendizagem de mapas de conceitos em Ciências Físico-Químicas foram as seguintes: Como introduzir a estratégia mapa de conceitos centrada na aprendizagem; Como evolui a aprendizagem dos alunos ao aplicar esta estratégia?; De que modo poderá ser usada como instrumento de avaliação alternativo à avaliação tradicional?; Que percepção têm os alunos relativamente à evolução da sua aprendizagem recorrendo à utilização desta estratégia?; Que dificuldades sentem os alunos na sua aplicação quer individualmente quer em grupo?; A construção dos mapas ajuda os alunos a aprender a assumir a sua própria elaboração e compreensão de conhecimento?; A aplicação desta estratégia em metodologia de trabalho de grupo promove a interacção aluno-aluno? Neste estudo foi adoptada uma abordagem de investigação de natureza qualitativa, tendo-se utilizado a metodologia de estudo de caso. O produto final assume a forma de uma descrição e interpretação do fenómeno em estudo. A investigação decorreu em contexto escolar real tendo a turma como grupo de partida. Os sujeitos foram professora e alunos do Ensino Secundário. A amostra foi constituída por alunos de duas turmas do mesmo ano académico, 10º ano, num total de 31 alunos a trabalhar com a mesma professora. A unidade didáctica leccionada - corrente eléctrica - integrada num currículo de Ciências Físico-Químicas, eventualmente abrangendo questões CTS-A foi comum às duas turmas. Os instrumentos utilizados foram: mapas de conceitos realizados pelos alunos individualmente e em grupo; gravações audio da discussão nos grupos; questionários de opinião dos alunos sobre o modo como se apercebem da aplicação desta estratégia; entrevista com gravação audio a alguns alunos para esclarecimento de alguns pontos relativos à construção dos mapas de conceitos; entrevista à professora sobre o modo como se apercebe da evolução da aprendizagem dos alunos, bem como da utilização futura desta estratégia. Em relação à análise dos dados seguiu-se a teoria de Novak para o estudo dos mapas de conceitos; e para as entrevistas e questionários analisou-se o conteúdo. Foi conclusivo neste estudo a opinião maioritariamente favorável dos alunos participantes relativamente à aplicação dos mapas de conceitos como estratégia de aprendizagem quer individualmente quer em grupo. A professora manifestou igualmente opinião positiva. Como instrumento de avaliação alternativo ao teste sumativo tradicional, a construção de mapas de conceitos foi globalmente bem aceite pela maioria dos alunos, mas a professora considerou que não tinha elementos suficientes para tirar conclusões, acrescentando, no entanto, que os considerava muito úteis como teste formativo. A maioria dos alunos gostou da metodologia de trabalho de grupo tomando uma atitude participativa levando à troca de impressões e discussão estabelecendo-se uma dinâmica de interacção aluno-aluno. Contudo constatou-se que nem todos os grupos trabalharam de forma cooperativa. Esta investigação poderá ter impacto no sistema educativo, apontando por um lado para a utilização de estratégias centradas no aluno e cuja aplicação se reflectirá positivamente na sua aprendizagem e por outro para a formação de professores nesta área. Abre ainda campo para investigações futuras. Espera-se, assim, ter contribuído para o alargar do conhecimento na área de desenvolvimento e adequação de estratégias de aprendizagem a utilizar na sala de aula.