Publicação
Hipotiroidismo canino
| Resumo: | O hipotiroidismo é a endocrinopatia mais frequente no cão. Esta doença resulta da diminuição da produção e secreção das hormonas tiroideias e, consequentemente, uma diminuição do metabolismo basal. O hipotiroidismo pode ser classificado em primário, secundário ou terciário, se a sua causa residir na glândula tiróide, hipófise ou hipotálamo, respectivamente. Traduz-se numa panóplia de sinais clínicos, sendo os mais frequentes associados à diminuição do metabolismo basal e os dermatológicos. Pode ainda haver sintomatologia neurológica, cardiovascular, oftalmológica ou reprodutiva. O diagnóstico de hipotiroidismo canino pode não ser simples, devido a características inerentes à doença, nomeadamente à inespecificidade dos sinais clínicos, bem como à inexistência de testes de avaliação da função tiroideia completamente eficazes. Assim, o sucesso no diagnóstico reside numa correcta avaliação da história pregressa, sintomatologia, análises sanguíneas e testes de função tiroideia. A presença de doenças de foro extra-tiroideu pode causar diminuição da concentração das hormonas da tiróide, influenciando o resultado dos testes de função da glândula. Quando tal acontece, está-se perante uma síndrome do eutiroideu doente. Existem também alguns fármacos que podem provocar diminuição da concentração plasmática destas hormonas. Durante o estágio curricular no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária, foram seguidos 10 canídeos com hipotiroidismo e um com síndrome do eutiroideu doente. Estes apresentavam uma variedade de sinais clínicos, sendo os mais predominantes a apatia, aumento de peso, intolerância ao exercício, seborreia seca, hiperpigmentação e pêlo baço e quebradiço. As alterações laboratoriais mais frequentes no estudo foram: hipercolesterolémia, hipertrigliceridémia e anemia normocítica normocrómica. Em todos os casos de hipotiroidismo do estudo, a terapêutica inicial instituída consistiu na administração de uma hormona tiroideia sintética, a l-tiroxina (em forma sólida), de nome comercial Letter®, sendo a dose inicial 20μg/Kg BID per os. |
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| Autores principais: | Seita, Rui Pedro de Almeida |
| Assunto: | Hipotiroidismo Canídeo Síndrome do eutiroideu doente l-tiroxina Hypothyroidism Dog Euthyroid sick syndrome l-thyroxine |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O hipotiroidismo é a endocrinopatia mais frequente no cão. Esta doença resulta da diminuição da produção e secreção das hormonas tiroideias e, consequentemente, uma diminuição do metabolismo basal. O hipotiroidismo pode ser classificado em primário, secundário ou terciário, se a sua causa residir na glândula tiróide, hipófise ou hipotálamo, respectivamente. Traduz-se numa panóplia de sinais clínicos, sendo os mais frequentes associados à diminuição do metabolismo basal e os dermatológicos. Pode ainda haver sintomatologia neurológica, cardiovascular, oftalmológica ou reprodutiva. O diagnóstico de hipotiroidismo canino pode não ser simples, devido a características inerentes à doença, nomeadamente à inespecificidade dos sinais clínicos, bem como à inexistência de testes de avaliação da função tiroideia completamente eficazes. Assim, o sucesso no diagnóstico reside numa correcta avaliação da história pregressa, sintomatologia, análises sanguíneas e testes de função tiroideia. A presença de doenças de foro extra-tiroideu pode causar diminuição da concentração das hormonas da tiróide, influenciando o resultado dos testes de função da glândula. Quando tal acontece, está-se perante uma síndrome do eutiroideu doente. Existem também alguns fármacos que podem provocar diminuição da concentração plasmática destas hormonas. Durante o estágio curricular no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária, foram seguidos 10 canídeos com hipotiroidismo e um com síndrome do eutiroideu doente. Estes apresentavam uma variedade de sinais clínicos, sendo os mais predominantes a apatia, aumento de peso, intolerância ao exercício, seborreia seca, hiperpigmentação e pêlo baço e quebradiço. As alterações laboratoriais mais frequentes no estudo foram: hipercolesterolémia, hipertrigliceridémia e anemia normocítica normocrómica. Em todos os casos de hipotiroidismo do estudo, a terapêutica inicial instituída consistiu na administração de uma hormona tiroideia sintética, a l-tiroxina (em forma sólida), de nome comercial Letter®, sendo a dose inicial 20μg/Kg BID per os. |
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