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Determinação do ajustamento glacial isostático com GPS

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As épocas glaciares ocorrem na Terra desde há vários milhões de anos com uma periodicidade de aproximadamente 100 mil anos, deixando marcas visíveis na crusta terrestre e provocando alterações na distribuição das massas no interior da Terra. A última época glacial terminou há aproximadamente 12 mil anos e o regresso ao estado de equilíbrio da crusta origina o Ajustamento Glaciar Isostático (AGI), Nesta dissertação são apresentadas novas estimativas para as velocidades verticais da crusta baseadas na análise de séries temporais GPS, com um máximo de de 11 anos de observação. As incertezas associadas a estas estimativas foram determinadas de modo a refletirem um valor realista, sendo possível obter as velocidades verticais com incertezas inferiores a 1 mm/ano. As velocidades e incertezas determinadas nesta dissertação foram comparadas com estimativas determinadas com GPS por outros investigadores para as referidas regiões. É também feita a comparação com as velocidades propostas por outras técnicas de observação geodésica, nomeadamente com as velocidades verticais resultantes de observações de marégrafos, de observações gravimétricas, de estimativas do satélite GRACE e das previsões dadas pelo modelo ICE-5G. Desta comparação foi possível observar que os padrões das velocidades verticais da crusta na Fennoscandia, apresentados nesta dissertação, são concordantes com os resultados dos trabalhos comparados, apesar desta dissertação apresentar globalmente incertezas menores. Na região do Canadá o padrão de soerguimento da crusta é ligeiramente diferente do apresentado por outros trabalhos, no entanto, verifica-se que a região de maior velocidade vertical da Crusta é a região Oeste da Baía de Hudson. Para a região da Antártica é observável a velocidade de soerguimento para a região Oeste da Antártica, que apresenta uma clara tendência de soerguimento, enquanto a região Este apresenta tendência de subsidência.
Autores principais:Mira, Nuno Miguel Cirne Serrano, 1977-
Assunto:Alustamento glaciar isostático Geodesia espacial Glaciologia GPS Isostasia Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As épocas glaciares ocorrem na Terra desde há vários milhões de anos com uma periodicidade de aproximadamente 100 mil anos, deixando marcas visíveis na crusta terrestre e provocando alterações na distribuição das massas no interior da Terra. A última época glacial terminou há aproximadamente 12 mil anos e o regresso ao estado de equilíbrio da crusta origina o Ajustamento Glaciar Isostático (AGI), Nesta dissertação são apresentadas novas estimativas para as velocidades verticais da crusta baseadas na análise de séries temporais GPS, com um máximo de de 11 anos de observação. As incertezas associadas a estas estimativas foram determinadas de modo a refletirem um valor realista, sendo possível obter as velocidades verticais com incertezas inferiores a 1 mm/ano. As velocidades e incertezas determinadas nesta dissertação foram comparadas com estimativas determinadas com GPS por outros investigadores para as referidas regiões. É também feita a comparação com as velocidades propostas por outras técnicas de observação geodésica, nomeadamente com as velocidades verticais resultantes de observações de marégrafos, de observações gravimétricas, de estimativas do satélite GRACE e das previsões dadas pelo modelo ICE-5G. Desta comparação foi possível observar que os padrões das velocidades verticais da crusta na Fennoscandia, apresentados nesta dissertação, são concordantes com os resultados dos trabalhos comparados, apesar desta dissertação apresentar globalmente incertezas menores. Na região do Canadá o padrão de soerguimento da crusta é ligeiramente diferente do apresentado por outros trabalhos, no entanto, verifica-se que a região de maior velocidade vertical da Crusta é a região Oeste da Baía de Hudson. Para a região da Antártica é observável a velocidade de soerguimento para a região Oeste da Antártica, que apresenta uma clara tendência de soerguimento, enquanto a região Este apresenta tendência de subsidência.