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Compostos bioativos de Opuntia ficus indica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A espécie Opuntia, da família Cactaceae, originária das altas montanhas vulcânicas do México (Centro e Sul), tem vindo a ser cada vez mais, alvo de estudos. Pensa-se que os compostos fenólicos já identificados nesta espécie podem ser responsáveis pela atividade antioxidante, anti-inflamatória, hipoglicemiante, anticancerigena e neuroprotectiva, entre outras, atribuídas a esta espécie. O trabalho que se apresenta foi efetuado no âmbito do projeto BioNIO- Ingredientes bioactivos extraídos de Opuntia spp. Valorização das plantas do Alentejo (PTDC/AGR‐AAM/099645/2008 ) com vista à valorização de Opuntia. O principal objetivo deste trabalho consistiu na identificação e quantificação de alguns compostos (compostos fenólicos e betalaínas), presentes em sumos e extratos de Opuntia e a avaliação do efeito de digestão (simulação in vitro) na composição destas amostras. Paralelamente usaram-se ensaios químicos para correlacionar a atividade biológica de todas as amostras com a sua composição. Efectuaram-se também ensaios de optimização de condições de extracção (com solventes e com líquido pressurizado) a partir de resíduos de Opuntia. Utilizaram-se diferentes metodologias de análise que permitiram a determinação do teor em fenóis totais e flavonóides totais, bem como a análise individual de alguns compostos por cromatografia líquida associada a diferentes modos de deteção. A atividade biológica dos sumos, nomeadamente a atividade antioxidante foi relacionada com a composição química das mesmas amostras. No âmbito deste trabalho procedeu-se ainda ao tratamento dos extratos com resina Amberlite, com vista à sua concentração. Foi possivel identificar nas amostras compostos pertencentes a diferentes famílias, tendo em conta o seu espetro de absorção, ião molecular e padrão de fragmentação. Foram comparadas amostras provenientes de diferentes zonas do país (Beja, Marvão, Sines, Elvas, Tramagal, Sesimbra e Quarteira). Os resultados mostram que os sumos de Opuntia spp. são uma fonte importante de compostos fenólicos e betalaínas. Entre os compostos detetados salientam-se: ácido piscídico, eucómico e flavonóis de família de isoramnetina e quercetina, bem foram identificadas várias betalaínas. A atividade antioxidante dos sumos parece estar relacionada com a composição em flavonóis e ácido piscídico. Após o processo de digestão in vitro verificaram-se alterações na composição química dos sumos, nomeadamente nas amostras de Beja e Marvão. Os resultados obtidos nas diferentes amostras apresentaram alguma variabilidade o que poderá ser atribuído às características destas matrizes.. Paralelamente foram otimizadas as condições de extração a partir de resíduos de Opuntia, utilizando diferentes soluções extratantes (água, etanol, enzima e ácido ascórbico). Procedeu-se também à preparação de diferentes extratos utilizando o processo de extração com líquido pressurizado e diferentes soluções. Os resultados mostraram que foi a fração 5 (constituída por 30% CO2, 40% EtOH e 30% H2O) que possui o maior teor de fenóis totais e a fração 4 (constituído 30% CO2 e 70% EtOH) a menor. Foi determinada a atividade antioxidante de cada um dos extratos. Os resultados permitiram concluir que o extracto 2 preparado com 60% CO2 e 40% EtOH será o mais promissor para a obtenção de um extrato com bioatividade.
Autores principais:Semedo, Ana Catarina Jorge
Assunto:Opuntia spp. Atividade antioxidante Polifenóis Stress oxidativo HPLC Flavonóides Betalaínas Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A espécie Opuntia, da família Cactaceae, originária das altas montanhas vulcânicas do México (Centro e Sul), tem vindo a ser cada vez mais, alvo de estudos. Pensa-se que os compostos fenólicos já identificados nesta espécie podem ser responsáveis pela atividade antioxidante, anti-inflamatória, hipoglicemiante, anticancerigena e neuroprotectiva, entre outras, atribuídas a esta espécie. O trabalho que se apresenta foi efetuado no âmbito do projeto BioNIO- Ingredientes bioactivos extraídos de Opuntia spp. Valorização das plantas do Alentejo (PTDC/AGR‐AAM/099645/2008 ) com vista à valorização de Opuntia. O principal objetivo deste trabalho consistiu na identificação e quantificação de alguns compostos (compostos fenólicos e betalaínas), presentes em sumos e extratos de Opuntia e a avaliação do efeito de digestão (simulação in vitro) na composição destas amostras. Paralelamente usaram-se ensaios químicos para correlacionar a atividade biológica de todas as amostras com a sua composição. Efectuaram-se também ensaios de optimização de condições de extracção (com solventes e com líquido pressurizado) a partir de resíduos de Opuntia. Utilizaram-se diferentes metodologias de análise que permitiram a determinação do teor em fenóis totais e flavonóides totais, bem como a análise individual de alguns compostos por cromatografia líquida associada a diferentes modos de deteção. A atividade biológica dos sumos, nomeadamente a atividade antioxidante foi relacionada com a composição química das mesmas amostras. No âmbito deste trabalho procedeu-se ainda ao tratamento dos extratos com resina Amberlite, com vista à sua concentração. Foi possivel identificar nas amostras compostos pertencentes a diferentes famílias, tendo em conta o seu espetro de absorção, ião molecular e padrão de fragmentação. Foram comparadas amostras provenientes de diferentes zonas do país (Beja, Marvão, Sines, Elvas, Tramagal, Sesimbra e Quarteira). Os resultados mostram que os sumos de Opuntia spp. são uma fonte importante de compostos fenólicos e betalaínas. Entre os compostos detetados salientam-se: ácido piscídico, eucómico e flavonóis de família de isoramnetina e quercetina, bem foram identificadas várias betalaínas. A atividade antioxidante dos sumos parece estar relacionada com a composição em flavonóis e ácido piscídico. Após o processo de digestão in vitro verificaram-se alterações na composição química dos sumos, nomeadamente nas amostras de Beja e Marvão. Os resultados obtidos nas diferentes amostras apresentaram alguma variabilidade o que poderá ser atribuído às características destas matrizes.. Paralelamente foram otimizadas as condições de extração a partir de resíduos de Opuntia, utilizando diferentes soluções extratantes (água, etanol, enzima e ácido ascórbico). Procedeu-se também à preparação de diferentes extratos utilizando o processo de extração com líquido pressurizado e diferentes soluções. Os resultados mostraram que foi a fração 5 (constituída por 30% CO2, 40% EtOH e 30% H2O) que possui o maior teor de fenóis totais e a fração 4 (constituído 30% CO2 e 70% EtOH) a menor. Foi determinada a atividade antioxidante de cada um dos extratos. Os resultados permitiram concluir que o extracto 2 preparado com 60% CO2 e 40% EtOH será o mais promissor para a obtenção de um extrato com bioatividade.