Publicação
Cardiopatia isquémica e osteoporose
| Resumo: | A cardiopatia isquémica designa um grupo de síndromes fisiologicamente relacionados associados a isquémia do miocárdio. É a principal causa de morte e morbilidade em ambos os sexos nos países ocidentais. Além dos factores de risco tradicionais, outros têm sido estudados e sugeridos. A dor pré-cordial é o sintoma mais característico, tendo diferentes características conforme se trate de angina estável, instável ou enfarte agudo do miocárdio. O diagnóstico baseia-se na história clinica, no exame objectivo e em exames complementares de diagnóstico, que podem incluir exames funcionais, exames anatómicos e, em casos específicos, a coronariografia. O tratamento inclui alterações no estilo de vida e fármacos para redução de sintomas anginosos e de eventos adversos. A revascularização pode ser percutânea por angioplastia ou cirúrgica através de bypass coronário, sendo aplicada apenas em casos específicos. Tem havido um investimento em terapias celulares que permitem alcançar reparação cardíaca. A osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo caracterizada por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitectura do tecido ósseo, resultando num aumento do risco de fracturas de fragilidade. Um baixo pico de massa óssea, a menopausa e o envelhecimento são dos factores mais relevantes na sua fisiopatologia. É geralmente uma doença silenciosa até que ocorra uma fractura de fragilidade, sendo a mais comum a vertebral, embora possa ocorrer também no fémur proximal, rádio distal e úmero proximal. O seu diagnóstico é realizado através da avaliação da DMO por DXA, cujos resultados são expressos através do T-score e do Z-score. O seu tratamento baseia-se em alterações de estilo de vida, que devem ser implementados o mais precocemente possível, e em fármacos que permitam diminuir a reabsorção óssea, aumentar a formação ou ambas. Novas opções terapêuticas encontram-se actualmente em investigação. Apesar de anteriormente se considerar que estas patologias eram independentes, evidência recente tem demonstrado uma associação entre elas, uma vez que doentes com osteoporose têm maior probabilidade de ter doenças cardiovasculares e vice-versa. Ambas as patologias apresentam relação com a idade e partilham factores de risco como deficiência de estrogénios, diabetes mellitus, ingestão de álcool e tabagismo. Vários mecanismos fisiopatológicos têm sido propostos para explicar esta ligação, como os que envolvem factores biológicos, disfunção endotelial, processo inflamatório e formação de produtos de oxidação lipídica. Tendo em conta esta associação, a avaliação cardiovascular de doentes com osteoporose e a realização de DXA em doentes com história de doença cardiovascular poderá trazer benefícios, embora tal ainda não tenha sido alvo de elaboração de normas de orientação clínica. |
|---|---|
| Autores principais: | Pestana, Inês Maria Lopes |
| Assunto: | Cardiopatia isquémica Osteoporose Endocrinologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A cardiopatia isquémica designa um grupo de síndromes fisiologicamente relacionados associados a isquémia do miocárdio. É a principal causa de morte e morbilidade em ambos os sexos nos países ocidentais. Além dos factores de risco tradicionais, outros têm sido estudados e sugeridos. A dor pré-cordial é o sintoma mais característico, tendo diferentes características conforme se trate de angina estável, instável ou enfarte agudo do miocárdio. O diagnóstico baseia-se na história clinica, no exame objectivo e em exames complementares de diagnóstico, que podem incluir exames funcionais, exames anatómicos e, em casos específicos, a coronariografia. O tratamento inclui alterações no estilo de vida e fármacos para redução de sintomas anginosos e de eventos adversos. A revascularização pode ser percutânea por angioplastia ou cirúrgica através de bypass coronário, sendo aplicada apenas em casos específicos. Tem havido um investimento em terapias celulares que permitem alcançar reparação cardíaca. A osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo caracterizada por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitectura do tecido ósseo, resultando num aumento do risco de fracturas de fragilidade. Um baixo pico de massa óssea, a menopausa e o envelhecimento são dos factores mais relevantes na sua fisiopatologia. É geralmente uma doença silenciosa até que ocorra uma fractura de fragilidade, sendo a mais comum a vertebral, embora possa ocorrer também no fémur proximal, rádio distal e úmero proximal. O seu diagnóstico é realizado através da avaliação da DMO por DXA, cujos resultados são expressos através do T-score e do Z-score. O seu tratamento baseia-se em alterações de estilo de vida, que devem ser implementados o mais precocemente possível, e em fármacos que permitam diminuir a reabsorção óssea, aumentar a formação ou ambas. Novas opções terapêuticas encontram-se actualmente em investigação. Apesar de anteriormente se considerar que estas patologias eram independentes, evidência recente tem demonstrado uma associação entre elas, uma vez que doentes com osteoporose têm maior probabilidade de ter doenças cardiovasculares e vice-versa. Ambas as patologias apresentam relação com a idade e partilham factores de risco como deficiência de estrogénios, diabetes mellitus, ingestão de álcool e tabagismo. Vários mecanismos fisiopatológicos têm sido propostos para explicar esta ligação, como os que envolvem factores biológicos, disfunção endotelial, processo inflamatório e formação de produtos de oxidação lipídica. Tendo em conta esta associação, a avaliação cardiovascular de doentes com osteoporose e a realização de DXA em doentes com história de doença cardiovascular poderá trazer benefícios, embora tal ainda não tenha sido alvo de elaboração de normas de orientação clínica. |
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