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Função paterna e comportamentos delinquentes em rapazes adolescentes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tomando em consideração a investigação que tem sido realizada no âmbito dos comportamentos de risco na adolescência, propusemo-nos a estudar a função paterna em adolescentes com comportamentos delinquentes. O nosso objectivo foi apurar qual o papel do pai na expressão deste tipo de comportamentos na adolescência, procurando a possível influência de um défice da função paterna. Com esta finalidade, numa amostra de 94 adolescentes do sexo masculino, aplicámos os seguintes instrumentos de medição: uma escala de comportamentos delinquentes, construída por nós com base nos itens utilizados por FONSECA (1992); o Parental Bonding Instrument (PARKER, TUPLING, & BROWN, 1979); e a pergunta de resposta aberta Quando pensas no teu pai, o que é que te ocorre? , anteriormente utilizada no estudo de NODIN e LEAL (2005). Esperávamos que a frequência de comportamentos delinquentes fosse superior nos indivíduos que reportam estilos de educação paternos de baixo cuidado (hipótese 1) e igualmente superior nos indivíduos com representação paterna aparentemente negativa (hipótese 2). Os resultados empiricamente obtidos vão no sentido da confirmação apenas da primeira hipótese do nosso estudo. Apontamos as limitações e outras possibilidades de investigação.
Autores principais:Lago, Teresa Marília Velez Mira
Assunto:Comportamentos de risco Delinquência Paternidade Teses de mestrado
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Tomando em consideração a investigação que tem sido realizada no âmbito dos comportamentos de risco na adolescência, propusemo-nos a estudar a função paterna em adolescentes com comportamentos delinquentes. O nosso objectivo foi apurar qual o papel do pai na expressão deste tipo de comportamentos na adolescência, procurando a possível influência de um défice da função paterna. Com esta finalidade, numa amostra de 94 adolescentes do sexo masculino, aplicámos os seguintes instrumentos de medição: uma escala de comportamentos delinquentes, construída por nós com base nos itens utilizados por FONSECA (1992); o Parental Bonding Instrument (PARKER, TUPLING, & BROWN, 1979); e a pergunta de resposta aberta Quando pensas no teu pai, o que é que te ocorre? , anteriormente utilizada no estudo de NODIN e LEAL (2005). Esperávamos que a frequência de comportamentos delinquentes fosse superior nos indivíduos que reportam estilos de educação paternos de baixo cuidado (hipótese 1) e igualmente superior nos indivíduos com representação paterna aparentemente negativa (hipótese 2). Os resultados empiricamente obtidos vão no sentido da confirmação apenas da primeira hipótese do nosso estudo. Apontamos as limitações e outras possibilidades de investigação.