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Papel dos antioxidantes alimentares nos efeitos secundários da radioterapia pélvica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Vários estudos já demonstraram que um elevado consumo de antioxidantes está inversamente relacionado com o aparecimento do cancro e dos efeitos secundários que advém do seu tratamento. O tratamento desta patologia por radiação reduz os antioxidantes inerentes e induz o stress oxidativo, que por sua vez aumenta com a progressão da doença. Vários antioxidantes alimentares, como a vitamina C e E, ambas presentes na framboesa, já demonstraram melhorar os efeitos adversos associados aos danos provenientes dos radicais livres às células normais na terapêutica do cancro, principalmente no trato gastrointestinal, sendo considerados agentes radioprotetores. Atualmente, muitos estudos experimentais demonstram que os antioxidantes, endógenos ou alimentares, incluindo alguns fitoquímicos, induzem seletivamente a apoptose nas células cancerígenas mas não nas células normais, e previnem a angiogénese, sugerindo um potencial papel dos antioxidantes como adjuvantes na terapêutica do cancro. O objetivo desta revisão de literatura é então analisar a composição fitoquímica da framboesa e suas bioatividades, relacionando-as com os efeitos secundários da radioterapia. É necessário tentar esclarecer se esta técnica é vantajosa, na medida em que para além de destruir as células cancerígenas, também seja possível que o faça às células normais dos tecidos circundantes. Para além disso, a utilização de antioxidantes, tendo a framboesa e os seus compostos como exemplo, continua a ser uma controvérsia na área da oncologia, pois apesar de proteger as células normais dos danos dos radicais livres a que diariamente estamos expostos, também poderá proteger as células cancerígenas da atuação dos radicais livres provenientes da radiação do tratamento. Sendo assim, é mais um objectivo desta publicação tentar esclarecer se a framboesa é ou não uma co-ajuda no tratamento dos cancros pélvicos, nomeadamente na redução dos efeitos secundários gastrointestinais.
Autores principais:Breia, Margarida Pacheco da Costa Nogueira
Assunto:Antioxidantes Radioterapia pélvica Efeitos secundários da radioterapia pélvica Framboesa Framboesa na radioterapia pélvica Cancro Antioxidantes na radioterapia pélvica Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Vários estudos já demonstraram que um elevado consumo de antioxidantes está inversamente relacionado com o aparecimento do cancro e dos efeitos secundários que advém do seu tratamento. O tratamento desta patologia por radiação reduz os antioxidantes inerentes e induz o stress oxidativo, que por sua vez aumenta com a progressão da doença. Vários antioxidantes alimentares, como a vitamina C e E, ambas presentes na framboesa, já demonstraram melhorar os efeitos adversos associados aos danos provenientes dos radicais livres às células normais na terapêutica do cancro, principalmente no trato gastrointestinal, sendo considerados agentes radioprotetores. Atualmente, muitos estudos experimentais demonstram que os antioxidantes, endógenos ou alimentares, incluindo alguns fitoquímicos, induzem seletivamente a apoptose nas células cancerígenas mas não nas células normais, e previnem a angiogénese, sugerindo um potencial papel dos antioxidantes como adjuvantes na terapêutica do cancro. O objetivo desta revisão de literatura é então analisar a composição fitoquímica da framboesa e suas bioatividades, relacionando-as com os efeitos secundários da radioterapia. É necessário tentar esclarecer se esta técnica é vantajosa, na medida em que para além de destruir as células cancerígenas, também seja possível que o faça às células normais dos tecidos circundantes. Para além disso, a utilização de antioxidantes, tendo a framboesa e os seus compostos como exemplo, continua a ser uma controvérsia na área da oncologia, pois apesar de proteger as células normais dos danos dos radicais livres a que diariamente estamos expostos, também poderá proteger as células cancerígenas da atuação dos radicais livres provenientes da radiação do tratamento. Sendo assim, é mais um objectivo desta publicação tentar esclarecer se a framboesa é ou não uma co-ajuda no tratamento dos cancros pélvicos, nomeadamente na redução dos efeitos secundários gastrointestinais.