Publicação
Subjetividade na avaliação da dor animal
| Resumo: | A dor é um aspetos dos mais importantes no que diz respeito ao bem-estar animal, tendo o Médico Veterinário do século XXI a responsabilidade ética, para com o seu paciente, de a evitar ou minimizar. Para o seu reconhecimento o Médico Veterinário encontra na literatura um conjunto de comportamentos e reações que podem ser indicadores de dor no animal, assim como um conjunto de escalas de avaliação de dor que o podem auxiliar nessa tarefa. Apesar disso, continua a ser um desafio uma vez que não há comunicação direta entre o paciente e o médico, estando a interpretação desses comportamentos sujeitos à subjectividade do observador. O estudo foi realizado em 13 cadelas submetidas a ovariohisterectomia e teve como principais objetivos avaliar a influência do grau académico e nível de experiência do operador na determinação do grau de dor do animal, comparando os resultados obtidos segundo as diferentes escalas de dor utilizadas. Os avaliadores foram divididos em 2 grupos: Estagiários (nível de experiência clínica semelhante) e Enfermagem (Enfermeira experiente versus Enfermeira inexperiente). A avaliação da dor animal realizou-se no período pós-operatório (2, 4, 6, 8, 24 h após extubação) por 2 estagiários e 2 enfermeiras em cada tempo, com o auxílio de diferentes escalas, sendo que ao grupo de estagiários foram fornecidas escalas descritivas – Escala Composta de Dor de Glasgow (forma abreviada) e Escala de Dor da Universidade de Melbourne – e ao grupo de enfermagem foram fornecidas escalas semi-objetivas – Escala Visual Analógica e Escala de Dor adaptada da Universidade de Colorado. Concluiu-se que as escalas semi-objetivas apresentam uma maior variabilidade entre avaliadores mas são de aplicação mais simples e rápida na prática clínica quando comparadas com as escalas descritivas e que o fator experiência diminui a diferença entre escalas semi-objetivas e escalas descritivas. |
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| Autores principais: | Coutinho, Ana Filipa Oliveira Samúdio Viana |
| Assunto: | Dor Avaliação da dor Escalas de Dor Analgesia Canídeo Pain Pain Assessment Pain Scales Analgesia Dog |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A dor é um aspetos dos mais importantes no que diz respeito ao bem-estar animal, tendo o Médico Veterinário do século XXI a responsabilidade ética, para com o seu paciente, de a evitar ou minimizar. Para o seu reconhecimento o Médico Veterinário encontra na literatura um conjunto de comportamentos e reações que podem ser indicadores de dor no animal, assim como um conjunto de escalas de avaliação de dor que o podem auxiliar nessa tarefa. Apesar disso, continua a ser um desafio uma vez que não há comunicação direta entre o paciente e o médico, estando a interpretação desses comportamentos sujeitos à subjectividade do observador. O estudo foi realizado em 13 cadelas submetidas a ovariohisterectomia e teve como principais objetivos avaliar a influência do grau académico e nível de experiência do operador na determinação do grau de dor do animal, comparando os resultados obtidos segundo as diferentes escalas de dor utilizadas. Os avaliadores foram divididos em 2 grupos: Estagiários (nível de experiência clínica semelhante) e Enfermagem (Enfermeira experiente versus Enfermeira inexperiente). A avaliação da dor animal realizou-se no período pós-operatório (2, 4, 6, 8, 24 h após extubação) por 2 estagiários e 2 enfermeiras em cada tempo, com o auxílio de diferentes escalas, sendo que ao grupo de estagiários foram fornecidas escalas descritivas – Escala Composta de Dor de Glasgow (forma abreviada) e Escala de Dor da Universidade de Melbourne – e ao grupo de enfermagem foram fornecidas escalas semi-objetivas – Escala Visual Analógica e Escala de Dor adaptada da Universidade de Colorado. Concluiu-se que as escalas semi-objetivas apresentam uma maior variabilidade entre avaliadores mas são de aplicação mais simples e rápida na prática clínica quando comparadas com as escalas descritivas e que o fator experiência diminui a diferença entre escalas semi-objetivas e escalas descritivas. |
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