Publicação
Relação entre o stress parental, práticas educativas, autorregulação parental, resposta parental a emoções negativas da criança e a perceção parental de problemas de comportamento : estudo com pais de crianças nascidas prematuras
| Resumo: | Estudos têm verificado que crianças nascidas prematuras apresentaram maior risco de desenvolver não só patologia física, mas também problemas psicológicos, emocionais e comportamentais. É, no entanto, hoje reconhecido que a trajetória de desenvolvimento das crianças nascidas prematuras não é determinada apenas pelas características associadas à prematuridade, mas também por fatores associados aos pais e à parentalidade. O objetivo deste projeto foi estudar as associações entre o nível de stress parental, práticas educativas, autorregulação parental, resposta parental a emoções negativas da criança e a perceção parental de problemas de comportamento, em pais de crianças entre os 4 e os 10 anos, nascidas prematuras. A amostra incluiu 33 mães e respetivos filhos. As mães preencheram o Índice de Stress Parental, a Checklist do Comportamento da Criança (CBCL), o Questionário de Práticas Parentais (PPI), a Escala de Regulação Emocional Parental (EREP) e a Escala de Reações Parentais às Emoções Negativas dos Filhos (CCNES). Os filhos realizaram uma avaliação cognitiva (WISC-III / WPPSI-R). Com os dados obtidos, procedeu-se a uma análise descritiva e correlacional. De uma forma geral, verificou-se que as mães apresentam níveis baixos de stress, boa capacidade de autorregulação, utilizam mais práticas educativas positivas e respondem de forma mais construtiva às emoções negativas expressas pelos filhos. A perceção materna de problemas de comportamento da criança não foi indicativa de níveis clínicos ou borderline de externalização ou internalização e o QI da maioria das crianças encontrava-se dentro da Média. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre o stress parental e 1) perceção de problemas de comportamento, 2) resposta materna negativa a emoções negativas da criança, 3) práticas educativas negativas, e 4) dificuldades de autorregulação materna. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas positivas entre a perceção materna de problemas de comportamento e 1) dificuldades de autorregulação das mães, 2) práticas educativas negativas e 3) resposta materna negativa a emoções negativas da criança. Estes resultados reforçam a ideia de que a prematuridade não é um determinante absoluto de stress materno e de problemas de comportamento das crianças. As associações encontradas realçam a relação entre níveis mais elevados de stress materno e de perceção materna de problemas da criança e resultados mais negativos, quer no que diz respeito às práticas educativas, quer à autorregulação materna. |
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| Autores principais: | Santos, Carolina de Matos João Pádua |
| Assunto: | Stress parental Prematuros Autorregulação Problemas de comportamento Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Estudos têm verificado que crianças nascidas prematuras apresentaram maior risco de desenvolver não só patologia física, mas também problemas psicológicos, emocionais e comportamentais. É, no entanto, hoje reconhecido que a trajetória de desenvolvimento das crianças nascidas prematuras não é determinada apenas pelas características associadas à prematuridade, mas também por fatores associados aos pais e à parentalidade. O objetivo deste projeto foi estudar as associações entre o nível de stress parental, práticas educativas, autorregulação parental, resposta parental a emoções negativas da criança e a perceção parental de problemas de comportamento, em pais de crianças entre os 4 e os 10 anos, nascidas prematuras. A amostra incluiu 33 mães e respetivos filhos. As mães preencheram o Índice de Stress Parental, a Checklist do Comportamento da Criança (CBCL), o Questionário de Práticas Parentais (PPI), a Escala de Regulação Emocional Parental (EREP) e a Escala de Reações Parentais às Emoções Negativas dos Filhos (CCNES). Os filhos realizaram uma avaliação cognitiva (WISC-III / WPPSI-R). Com os dados obtidos, procedeu-se a uma análise descritiva e correlacional. De uma forma geral, verificou-se que as mães apresentam níveis baixos de stress, boa capacidade de autorregulação, utilizam mais práticas educativas positivas e respondem de forma mais construtiva às emoções negativas expressas pelos filhos. A perceção materna de problemas de comportamento da criança não foi indicativa de níveis clínicos ou borderline de externalização ou internalização e o QI da maioria das crianças encontrava-se dentro da Média. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre o stress parental e 1) perceção de problemas de comportamento, 2) resposta materna negativa a emoções negativas da criança, 3) práticas educativas negativas, e 4) dificuldades de autorregulação materna. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas positivas entre a perceção materna de problemas de comportamento e 1) dificuldades de autorregulação das mães, 2) práticas educativas negativas e 3) resposta materna negativa a emoções negativas da criança. Estes resultados reforçam a ideia de que a prematuridade não é um determinante absoluto de stress materno e de problemas de comportamento das crianças. As associações encontradas realçam a relação entre níveis mais elevados de stress materno e de perceção materna de problemas da criança e resultados mais negativos, quer no que diz respeito às práticas educativas, quer à autorregulação materna. |
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