Publicação
Processamento ortográfico em leitores disléxicos adultos : análise da discriminação de contrastes de orientação
| Resumo: | A sensibilidade à rotações planas e a invariância de espelho são originais do sistema de reconhecimento de objetos. Assim, a aquisição da leitura implica o desenvolvimento da discriminação de imagens em espelho, uma vez que é necessário discriminar palavras como “tudo” e “tubo”. Durante o processo de alfabetização é muito comum observar leitores iniciantes a escrever letras em espelho, ou seja, a escrever, por exemplo, “b” em vez de “d”. Estes erros de inversão tornam-se menos evidentes à medida que estes leitores tornam-se fluentes. Entretanto, leitores disléxicos apresentam uma maior prevalência de erros de inversão. A presente tese compara o processamento ortográfico de letras reversíveis (e.g. “d” e “b)” e não reversíveis (e.g. “r” e ”f”) em estudantes universitários com dislexia do desenvolvimento e neurotípicos. O principal objetivo é examinar como leitores adultos com dislexia processam diferenças em contrastes de orientação, uma vez que se teoriza que a falta de supressão da invariância de espelho pode estar associada à dislexia do desenvolvimento. Para tal, foi utilizado a tarefa de decisão lexical com o paradigma de priming mascarado, manipulando transformações de orientação em uma única letra crítica do prime. O prime continha quatro versões: idêntica ao alvo (i.e., prime idêntico; e.g., ideia), a versão espelhada (i.e., prime espelhado: e.g., ibeia) ou rodada da letra crítica (i.e., prime rodado: e.g., ipea), e um padrão de pontos (i.e., prime controlo). Leitores disléxicos apresentaram o mesmo padrão que leitores neurotípicos no processamento de letras reversíveis, mas diferenciam-se no conjunto de letras não reversíveis. Especificamente, leitores disléxicos foram capazes de discriminar contrastes de orientação no conjunto de letras reversíveis, mas a invariância de imagens em espelho parece persistir para o conjunto de letras não reversíveis. |
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| Autores principais: | Tomio, Luisa Oro |
| Assunto: | Dislexia Processamento ortográfico Disléxicos Adultos Dislexia do desenvolvimento Dissertações de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A sensibilidade à rotações planas e a invariância de espelho são originais do sistema de reconhecimento de objetos. Assim, a aquisição da leitura implica o desenvolvimento da discriminação de imagens em espelho, uma vez que é necessário discriminar palavras como “tudo” e “tubo”. Durante o processo de alfabetização é muito comum observar leitores iniciantes a escrever letras em espelho, ou seja, a escrever, por exemplo, “b” em vez de “d”. Estes erros de inversão tornam-se menos evidentes à medida que estes leitores tornam-se fluentes. Entretanto, leitores disléxicos apresentam uma maior prevalência de erros de inversão. A presente tese compara o processamento ortográfico de letras reversíveis (e.g. “d” e “b)” e não reversíveis (e.g. “r” e ”f”) em estudantes universitários com dislexia do desenvolvimento e neurotípicos. O principal objetivo é examinar como leitores adultos com dislexia processam diferenças em contrastes de orientação, uma vez que se teoriza que a falta de supressão da invariância de espelho pode estar associada à dislexia do desenvolvimento. Para tal, foi utilizado a tarefa de decisão lexical com o paradigma de priming mascarado, manipulando transformações de orientação em uma única letra crítica do prime. O prime continha quatro versões: idêntica ao alvo (i.e., prime idêntico; e.g., ideia), a versão espelhada (i.e., prime espelhado: e.g., ibeia) ou rodada da letra crítica (i.e., prime rodado: e.g., ipea), e um padrão de pontos (i.e., prime controlo). Leitores disléxicos apresentaram o mesmo padrão que leitores neurotípicos no processamento de letras reversíveis, mas diferenciam-se no conjunto de letras não reversíveis. Especificamente, leitores disléxicos foram capazes de discriminar contrastes de orientação no conjunto de letras reversíveis, mas a invariância de imagens em espelho parece persistir para o conjunto de letras não reversíveis. |
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