Publicação
Para uma antropologia da fronteira : muros, redes e passagens em Ceuta e Melilla
| Resumo: | A proposta desta tese é a de expor uma análise, em termos antropológicos, de casos materiais que configuram as fronteiras entre a União Europeia e a África. Mais precisamente, apresentarei algumas considerações teóricas sobre os “muros” que estão sendo construídos nos limites territoriais dos enclaves de Ceuta e Melilla, separando a “fortaleza europeia” do território marroquino. Os muros que separam Estados-Nações estão a se multiplicar em todos os continentes. Apesar da crescente liberalização do comércio e do incremento de discursos políticos que incentivam a liberdade de circulação, os países desenvolvidos também participam neste movimento de proliferação de barreiras que filtram o movimento de agentes sociais. Para compreender melhor o caso europeu, pretendo comparar os “muros” de Ceuta e de Melilla com outros complexos de vigilância, como os muros que separam os Estados-Unidos do México. Perguntarei portanto, em que medida estes muros são sintomas de uma transformação política particular. |
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| Autores principais: | Figueiredo, Patrick Philippe Hecq Liebermeister |
| Assunto: | Fronteiras Imigração Política de imigração Europa África União Europeia Teses de Mestrado - 2010 Ceuta Migration European Union |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A proposta desta tese é a de expor uma análise, em termos antropológicos, de casos materiais que configuram as fronteiras entre a União Europeia e a África. Mais precisamente, apresentarei algumas considerações teóricas sobre os “muros” que estão sendo construídos nos limites territoriais dos enclaves de Ceuta e Melilla, separando a “fortaleza europeia” do território marroquino. Os muros que separam Estados-Nações estão a se multiplicar em todos os continentes. Apesar da crescente liberalização do comércio e do incremento de discursos políticos que incentivam a liberdade de circulação, os países desenvolvidos também participam neste movimento de proliferação de barreiras que filtram o movimento de agentes sociais. Para compreender melhor o caso europeu, pretendo comparar os “muros” de Ceuta e de Melilla com outros complexos de vigilância, como os muros que separam os Estados-Unidos do México. Perguntarei portanto, em que medida estes muros são sintomas de uma transformação política particular. |
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