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Alienação, exteriorização e reflexão em Hegel e Marx

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A teoria da reflexão de Hegel desempenha um papel tanto lógico quanto ontológico na teoria do trabalho e da propriedade privada de Marx. Qual é o ponto de comparação entre a teoria hegeliana da reflexão e a teoria marxiana? A teoria da alienação. Em Hegel econtramos a alienação do pensamento no pensar reflexionante – o modo de operação do entendimento; em Marx, a alienação do trabalho sob a propriedade privada. Como atividade, o trabalho tem, de acordo com Marx – tal como a atividade do pensar, em Hegel – a estrutura da negatividade: a estrutura da exteriorização e do retorno a si mesmo. Nos Manuscritos Econômicos e Filosóficos (1844), em particular, Marx desenvolveu uma teoria da exteriorização do trabalho na qual a alienação impede que este cumpra o seu retorno a si. O trabalho torna‑se alienado, sai de si e permanece fora de si, pois é apropriado pela propriedade privada.
Autores principais:Bavaresco, Agemir
Outros Autores:Iber, Christian; Lara, Eduardo Garcia
Assunto:Reflexão Alienação Hegel, 1770-1831 - Crítica e interpretação Marx, Karl, 1818-1883 - Crítica e interpretação
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A teoria da reflexão de Hegel desempenha um papel tanto lógico quanto ontológico na teoria do trabalho e da propriedade privada de Marx. Qual é o ponto de comparação entre a teoria hegeliana da reflexão e a teoria marxiana? A teoria da alienação. Em Hegel econtramos a alienação do pensamento no pensar reflexionante – o modo de operação do entendimento; em Marx, a alienação do trabalho sob a propriedade privada. Como atividade, o trabalho tem, de acordo com Marx – tal como a atividade do pensar, em Hegel – a estrutura da negatividade: a estrutura da exteriorização e do retorno a si mesmo. Nos Manuscritos Econômicos e Filosóficos (1844), em particular, Marx desenvolveu uma teoria da exteriorização do trabalho na qual a alienação impede que este cumpra o seu retorno a si. O trabalho torna‑se alienado, sai de si e permanece fora de si, pois é apropriado pela propriedade privada.