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Espaço público num contexto autoproduzido. O caso de estudo do Bairro da Torre

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Resumo:As mudanças globais das cidades contemporâneas geraram uma nova atitude na compreensão da cidade e das suas periferias impulsionando, assim, uma nova forma de olhar para o espaço público. Desde o momento em que se entendeu que o espaço público da cidade é também espaço coletivo e social, muitos autores defenderam que as intervenções do urbanismo e da arquitetura paisagista devem ser orientadas para a produção de um espaço estruturador, catalisador de encontros e relações sociais em que haja direito ao acesso, à mudança, à revindicação e à apropriação. A complexidade da cidade metropolitana amplifica-se nas suas margens, onde convivem variedades de formas e de episódios urbanos descontínuos característicos da paisagem periurbana, a qual se coloca no meio dos termos urbanidade e ruralidade e onde surgem enclaves, alguns dos quais marginalizados, quer fisicamente quer socialmente. Dentro desses espaços, observa-se a urgência e a exigência de um projeto de recomposição e requalificação do espaço público configurado, geralmente, sob formas diversas em função das tipologias urbanísticas legais e ilegais. O caso de estudo do Bairro da Torre, realidade espontânea inserida nas margens da cidade de Lisboa, serviu como materia de reflexão sobre estas realidades, estudo integrado no projeto GESTUAL. A presente dissertação pretende refletir sobre estes temas a partir de uma dimensão operativa, e não apenas teórica e bibliográfica. O sítio – realidade fisica e cultural – e a sua dimensão autoconstruída levantam questões e lançam possibilidades para a sua reativação, perante necessidades emergentes de valorização dos lugares e das comunidades que os habitam. Construir uma rede, ativar nós estratégicos, integrar a contingência e o pré-existente, gerar participação, regenerar ecossistemas, permitir a indeterminação são alguns dos instrumentos propostos por essa estratégia com a qual se intervém na proposta de requalificação do Bairro da Torre, cujo espaço público se torna o elemento estruturante de um futuro parque urbano, agora ponto de conexão dos enclaves que o rodeiam
Autores principais:Masala, Anna Paola
Assunto:espaço público periferia bairro espontâneo integração apropriação
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As mudanças globais das cidades contemporâneas geraram uma nova atitude na compreensão da cidade e das suas periferias impulsionando, assim, uma nova forma de olhar para o espaço público. Desde o momento em que se entendeu que o espaço público da cidade é também espaço coletivo e social, muitos autores defenderam que as intervenções do urbanismo e da arquitetura paisagista devem ser orientadas para a produção de um espaço estruturador, catalisador de encontros e relações sociais em que haja direito ao acesso, à mudança, à revindicação e à apropriação. A complexidade da cidade metropolitana amplifica-se nas suas margens, onde convivem variedades de formas e de episódios urbanos descontínuos característicos da paisagem periurbana, a qual se coloca no meio dos termos urbanidade e ruralidade e onde surgem enclaves, alguns dos quais marginalizados, quer fisicamente quer socialmente. Dentro desses espaços, observa-se a urgência e a exigência de um projeto de recomposição e requalificação do espaço público configurado, geralmente, sob formas diversas em função das tipologias urbanísticas legais e ilegais. O caso de estudo do Bairro da Torre, realidade espontânea inserida nas margens da cidade de Lisboa, serviu como materia de reflexão sobre estas realidades, estudo integrado no projeto GESTUAL. A presente dissertação pretende refletir sobre estes temas a partir de uma dimensão operativa, e não apenas teórica e bibliográfica. O sítio – realidade fisica e cultural – e a sua dimensão autoconstruída levantam questões e lançam possibilidades para a sua reativação, perante necessidades emergentes de valorização dos lugares e das comunidades que os habitam. Construir uma rede, ativar nós estratégicos, integrar a contingência e o pré-existente, gerar participação, regenerar ecossistemas, permitir a indeterminação são alguns dos instrumentos propostos por essa estratégia com a qual se intervém na proposta de requalificação do Bairro da Torre, cujo espaço público se torna o elemento estruturante de um futuro parque urbano, agora ponto de conexão dos enclaves que o rodeiam