Publicação
Caracterização química de vinhos generosos Moscatel de Setúbal de diferentes colheitas
| Resumo: | O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso com D.O. Setúbal, sendo a sua qualidade reconhecida internacionalmente e com elevada importância para a economia regional e nacional. Para as suas características particulares contribuem o terroir da Região da Península de Setúbal, em particular a casta Moscatel de Setúbal, o processo de vinificação e de envelhecimento. Dada a escassez da informação disponível na literatura sobre as suas características físico-químicas pretendeu-se com este estudo contribuir para o conhecimento sobre a influência do envelhecimento na qualidade deste vinho generoso. Para tal, no presente trabalho, 27 vinhos generosos Moscatel de Setúbal de diferentes colheitas (1985 e de 1995 a 2020) foram caracterizados sob o ponto de vista físico-químico, nomeadamente no que respeita às suas características cromáticas [Absorvância a 420 nm, CIELab (L*, a*, b*, C, h)], turbidez, poder tanante e composição fenólica (fenóis totais, flavanóis monoméricos e proantocianidinas de acordo com grau de polimerização). Verificou-se que quanto maior o tempo de envelhecimento em barrica, mais intensa é a cor destes vinhos. Foram observados teores mais elevados em fenóis totais e valores mais altos de poder tanante nos vinhos com maior tempo de envelhecimento. Nos vinhos mais antigos, as frações oligoméricas e monoméricas foram preponderantes em relação à fração polimérica. Assim, foram identificados dois perfis de vinhos: um primeiro onde a fração monomérica (F1) predomina (colheitas de 1985 e 1995 a 2001, exceto 1997) e um segundo onde a fração polimérica (F3) predomina (colheitas de 1997 e 2003 a 2020). Os resultados obtidos confirmam que a etapa de envelhecimento, tipicamente efetuada em barricas de carvalho usadas, influencia o perfil fenólico e as características cromáticas deste vinho generoso. |
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| Autores principais: | Micaela, Inês Maria Ramos Lopes |
| Assunto: | vinho generoso Moscatel de Setúbal ano de colheita tempo de envelhecimento caracterização cromática composição fenólica Moscatel de Setúbal fortified wine year of harvest ageing time chromatic characterization phenolic composition |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso com D.O. Setúbal, sendo a sua qualidade reconhecida internacionalmente e com elevada importância para a economia regional e nacional. Para as suas características particulares contribuem o terroir da Região da Península de Setúbal, em particular a casta Moscatel de Setúbal, o processo de vinificação e de envelhecimento. Dada a escassez da informação disponível na literatura sobre as suas características físico-químicas pretendeu-se com este estudo contribuir para o conhecimento sobre a influência do envelhecimento na qualidade deste vinho generoso. Para tal, no presente trabalho, 27 vinhos generosos Moscatel de Setúbal de diferentes colheitas (1985 e de 1995 a 2020) foram caracterizados sob o ponto de vista físico-químico, nomeadamente no que respeita às suas características cromáticas [Absorvância a 420 nm, CIELab (L*, a*, b*, C, h)], turbidez, poder tanante e composição fenólica (fenóis totais, flavanóis monoméricos e proantocianidinas de acordo com grau de polimerização). Verificou-se que quanto maior o tempo de envelhecimento em barrica, mais intensa é a cor destes vinhos. Foram observados teores mais elevados em fenóis totais e valores mais altos de poder tanante nos vinhos com maior tempo de envelhecimento. Nos vinhos mais antigos, as frações oligoméricas e monoméricas foram preponderantes em relação à fração polimérica. Assim, foram identificados dois perfis de vinhos: um primeiro onde a fração monomérica (F1) predomina (colheitas de 1985 e 1995 a 2001, exceto 1997) e um segundo onde a fração polimérica (F3) predomina (colheitas de 1997 e 2003 a 2020). Os resultados obtidos confirmam que a etapa de envelhecimento, tipicamente efetuada em barricas de carvalho usadas, influencia o perfil fenólico e as características cromáticas deste vinho generoso. |
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