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Consolidação no suporte residencial em contexto precário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Devido a uma catástrofe natural, a cidade da Beira em Moçambique necessita de ajuda externa, pois os recursos deste país são escassos. Esta solidariedade chega através das organizações mundiais (ONU). Devido a uma intervenção rápida e de pouco custo, tais organizações, normalmente, instalam-se em edifícios já existentes com condições mínimas, ou operam a partir de instalações pré-fabricadas nos locais, de modo a alojar os voluntários e técnicos auxiliares. O projeto terá assim, como principal enfoque, a conceção de um edifício de residência temporária para voluntários e técnicos das ONG, com o intuito de promover a qualidade de vida dos mesmos, de forma a que a estada seja mais confortável, com espaços de trabalho desenvolvidos e apropriados, mas não obstante realizáveis de forma célere e expedita, sem colocar em causa adequadas condições de uso. Para além disso, enquanto segundo requisito fundamental, pretende-se que tal edifício não seja estranho ou invasivo face às disponibilidades materiais locais e aos seus condicionamentos, do ponto de vista dos recursos técnicos disponíveis localmente. Com isto, aponta-se para uma ideia de permanência e reapropriação, associadas a uma exemplaridade construtiva, para além do seu período de utilidade contingente. O fim último desta proposta de projeto passa então pela convicção benevolente de que um investimento arquitetónico fruto da contingência possa ainda assim reconhecer e respeitar a cultura construtiva e habitacional da região. Se isto poderá, em certa perspetiva, encarecer e tornar relativamente mais complexo o investimento inicial face a soluções técnicas importadas e pré-fabricadas, também se poderá redescobrir tal economia na possibilidade de uma permanência futura, dependente de uma matriz conceptual e construtiva adaptável à realidade ambiental e cultural local – quando já não for necessária a permanência das organizações que estiveram na base da sua criação. De forma a facilitar este processo, o edifício é desenhado de maneira a ser ajustado a imprecisas necessidades futuras, incorporando um cariz modular e técnicas construtivas que não obstaculizem a alteração do espaço interior - o que se entende como vantagem decisiva para a utilização posterior, por parte dos habitantes da Beira.
Autores principais:Silva, João Nuno Cunha e
Assunto:Cultura Alojamento Adaptabilidade Sustentabilidade Modularidade
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Devido a uma catástrofe natural, a cidade da Beira em Moçambique necessita de ajuda externa, pois os recursos deste país são escassos. Esta solidariedade chega através das organizações mundiais (ONU). Devido a uma intervenção rápida e de pouco custo, tais organizações, normalmente, instalam-se em edifícios já existentes com condições mínimas, ou operam a partir de instalações pré-fabricadas nos locais, de modo a alojar os voluntários e técnicos auxiliares. O projeto terá assim, como principal enfoque, a conceção de um edifício de residência temporária para voluntários e técnicos das ONG, com o intuito de promover a qualidade de vida dos mesmos, de forma a que a estada seja mais confortável, com espaços de trabalho desenvolvidos e apropriados, mas não obstante realizáveis de forma célere e expedita, sem colocar em causa adequadas condições de uso. Para além disso, enquanto segundo requisito fundamental, pretende-se que tal edifício não seja estranho ou invasivo face às disponibilidades materiais locais e aos seus condicionamentos, do ponto de vista dos recursos técnicos disponíveis localmente. Com isto, aponta-se para uma ideia de permanência e reapropriação, associadas a uma exemplaridade construtiva, para além do seu período de utilidade contingente. O fim último desta proposta de projeto passa então pela convicção benevolente de que um investimento arquitetónico fruto da contingência possa ainda assim reconhecer e respeitar a cultura construtiva e habitacional da região. Se isto poderá, em certa perspetiva, encarecer e tornar relativamente mais complexo o investimento inicial face a soluções técnicas importadas e pré-fabricadas, também se poderá redescobrir tal economia na possibilidade de uma permanência futura, dependente de uma matriz conceptual e construtiva adaptável à realidade ambiental e cultural local – quando já não for necessária a permanência das organizações que estiveram na base da sua criação. De forma a facilitar este processo, o edifício é desenhado de maneira a ser ajustado a imprecisas necessidades futuras, incorporando um cariz modular e técnicas construtivas que não obstaculizem a alteração do espaço interior - o que se entende como vantagem decisiva para a utilização posterior, por parte dos habitantes da Beira.