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As doutrinas estéticas em Portugal : do romantismo à Presença

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No período que se estende entre o romantismo e o movimento ligado àrevista Presença, também conhecido como segundo modernismo, designaçãoque do ponto de vista doutrinário levantara forte polémica, a doutrinaçãoestética portuguesa exorbitou dos limites de uma problematizaçãoexclusivamente ligada aos valores formais e artísticos da obra de arte,revelando um cariz filosófico de significativo relevo.Na verdade, assiste-se neste período a uma continuidade da tradiçãoantiga, de cunho essencialmente platónico-aristotélico, o qual parececontradizer amiúde algumas tentativas de afinar a doutrinação neste domíniopelo diapasão da matriz moderna da estética, a partir da noção de ruptura e deconsequente alteração paradigmática. Se, porventura, a partir da década de1960 se assiste a uma maior abertura da consciência por parte dos artistasplásticos aos problemas estéticos ligados ao fazer artístico, o facto é que adoutrinação portuguesa, entre sensivelmente 1840 e 1940, manteve a feiçãopredominantemente filosófica que se desenhara desde o Renascimento e queperduraria até ao século XIX.No âmbito do levantamento das linhas matriciais que dão corpo a umahistória das ideias estéticas em Portugal, podemos afirmar a sua tendencialconvergência para uma concepção ontológica da obra de arte, a qual seinscreve muito para além do carácter estritamente técnico ou funcional da suarealização, assim como exorbita, em larga medida, dos limites sensíveis daexperiência estética.
Autores principais:Pereira, José Carlos, 1970-
Assunto:Estética Romantismo Revista Presença Artes Criticismo Portugal Teses de doutoramento - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No período que se estende entre o romantismo e o movimento ligado àrevista Presença, também conhecido como segundo modernismo, designaçãoque do ponto de vista doutrinário levantara forte polémica, a doutrinaçãoestética portuguesa exorbitou dos limites de uma problematizaçãoexclusivamente ligada aos valores formais e artísticos da obra de arte,revelando um cariz filosófico de significativo relevo.Na verdade, assiste-se neste período a uma continuidade da tradiçãoantiga, de cunho essencialmente platónico-aristotélico, o qual parececontradizer amiúde algumas tentativas de afinar a doutrinação neste domíniopelo diapasão da matriz moderna da estética, a partir da noção de ruptura e deconsequente alteração paradigmática. Se, porventura, a partir da década de1960 se assiste a uma maior abertura da consciência por parte dos artistasplásticos aos problemas estéticos ligados ao fazer artístico, o facto é que adoutrinação portuguesa, entre sensivelmente 1840 e 1940, manteve a feiçãopredominantemente filosófica que se desenhara desde o Renascimento e queperduraria até ao século XIX.No âmbito do levantamento das linhas matriciais que dão corpo a umahistória das ideias estéticas em Portugal, podemos afirmar a sua tendencialconvergência para uma concepção ontológica da obra de arte, a qual seinscreve muito para além do carácter estritamente técnico ou funcional da suarealização, assim como exorbita, em larga medida, dos limites sensíveis daexperiência estética.