Publicação
Último quilómetro da pós-colheita: causas de perdas de frutos e batata em condições de loja simuladas
| Resumo: | Em loja, os frutos são expostos sob distintas formas de merchandising, favorecendo as vendas: frutos à temperatura ambiente (regulada para manter o conforto térmico dos clientes) ou frutos colocados sob refrigeração. Os mesmos ambientes encontram-se disponíveis em casa dos consumidores, nomeadamente na bancada da cozinha ou despensa e no frigorífico doméstico. Este estudo teve como objetivo determinar as causas de perdas de diversos frutos segundo duas condições ambientais distintas, simulando as condições de loja: 19-20 ºC e 56-89% HR e a 9-10 ºC e 68-86% HR. Nos meses de março a julho de 2016 foram avaliados lotes de abacaxi, laranja, maçã, mandarina, manga, pera, tomate rama, tomate redondo, uva de mesa e batata acondicionados de forma igual como são expostos em loja. As principais causas de quebra, ao longo dos cinco meses, foram tipificadas em seis classes: danos mecânicos (pera); abrolhamento (batata); podridões (mandarina, laranja, maçã e uva de mesa); perda de água; amarelecimento (abacaxi) e danos pelo frio (manga e tomate). Todos os produtos apresentaram uma maior taxa de perda de água à temperatura ambiente do que refrigerada. Ao fim de sete dias verificaram-se sistematicamente perdas de produtos que tiveram de ser removidos devido a alterações objecionáveis. O início das podridões ocorreu num momento variável e as perdas a 10 ºC foram sempre menores que as registadas a 20 ºC. Em conclusão, as perdas no «último quilómetro», i.e. nos sete dias após a receção dos produtos no entreposto, são dependentes do tipo de produto, variáveis entre lotes de um mesmo produto e, em alguns produtos (tomate, maçã, pera e mandarina), ocorrem rapidamente e atingem níveis significativos |
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| Autores principais: | Bernardo, Mariana |
| Outros Autores: | Fontes, Joana; Almeida, Domingos P.F. |
| Assunto: | retalho alimentar abrolhamento podridões perda de água danos pelo frio |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em loja, os frutos são expostos sob distintas formas de merchandising, favorecendo as vendas: frutos à temperatura ambiente (regulada para manter o conforto térmico dos clientes) ou frutos colocados sob refrigeração. Os mesmos ambientes encontram-se disponíveis em casa dos consumidores, nomeadamente na bancada da cozinha ou despensa e no frigorífico doméstico. Este estudo teve como objetivo determinar as causas de perdas de diversos frutos segundo duas condições ambientais distintas, simulando as condições de loja: 19-20 ºC e 56-89% HR e a 9-10 ºC e 68-86% HR. Nos meses de março a julho de 2016 foram avaliados lotes de abacaxi, laranja, maçã, mandarina, manga, pera, tomate rama, tomate redondo, uva de mesa e batata acondicionados de forma igual como são expostos em loja. As principais causas de quebra, ao longo dos cinco meses, foram tipificadas em seis classes: danos mecânicos (pera); abrolhamento (batata); podridões (mandarina, laranja, maçã e uva de mesa); perda de água; amarelecimento (abacaxi) e danos pelo frio (manga e tomate). Todos os produtos apresentaram uma maior taxa de perda de água à temperatura ambiente do que refrigerada. Ao fim de sete dias verificaram-se sistematicamente perdas de produtos que tiveram de ser removidos devido a alterações objecionáveis. O início das podridões ocorreu num momento variável e as perdas a 10 ºC foram sempre menores que as registadas a 20 ºC. Em conclusão, as perdas no «último quilómetro», i.e. nos sete dias após a receção dos produtos no entreposto, são dependentes do tipo de produto, variáveis entre lotes de um mesmo produto e, em alguns produtos (tomate, maçã, pera e mandarina), ocorrem rapidamente e atingem níveis significativos |
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