Publicação
Memória de uma aldeia em ruína
| Resumo: | Moldado por entre as montanhas do Maciço da Galheira, em plena serra da Arada surge, como lembrança de outrora, o Complexo Mineiro de Regoufe. Trata-se de um aglomerado de estruturas, com valor patrimonial e paisagístico, que foi parte integrante das explorações massivas de volfrâmio, aquando da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, longe dos dias de glória, encontra-se devoluto, em ruínas. Tendo em consideração a sua localização, crê-se que a sua integração, num programa ou rota cultural já existente, seja imprescindível para reverter o crescente abandono, degradação e despovoamento ocorrido ao longo dos tempos. Visto que o mesmo já se encontra inserido na Rota dos Geossítios, do Arouca Geoparque e, ainda assim, continua a desmoronar-se, houve a necessidade de ponderar outras soluções. Deste modo, o desafio seria integrar o complexo mineiro numa rota diferente, abrangendo a componente turística, mas também cultural, para que tal possa gerar curiosidade, contribuindo assim para o aumento dos visitantes, o que por sua vez contribuiria na regeneração do lugar. Posto isto, e tendo em conta a proposta a inserir nas pré-existências, parte-se do pressuposto que A memória de uma aldeia em ruína concede ao lugar a valência de funcionar como catalisador de uma reconversão arquitetónica. Tendo como ponto de partida a reflexão sobre memória e identidade que, por si só, engloba a unidade tempo, sendo ele passado, presente e futuro, pretende-se intervir nesta paisagem, neste património esquecido, afim de o reconverter e reabilitar, através de uma regeneração física. A reconversão funcional, será fundamentada pela inserção do complexo mineiro na rota Aldeias de Portugal, levando a uma reconfiguração dos usos e dos espaços com o intuito de albergar a atividade turística. Por conseguinte, projetasse a reconversão do conjunto, o qual englobará uma receção, mercearia, área administrativa, quartos destinados aos visitantes, lavandaria comunitária, diversas habitações de caracter permanente, assim como um novo corpo que pretende complementar as dependências turísticas necessárias, sendo elas, cozinhas comunitárias, unidades de mobilidade reduzida, bem como espaços de estar e de convívio. Considera-se que esta intervenção intramuros, apoiada pelo bloco complementar, permita uma regressão no despovoamento, devido à existência das habitações permanentes destinadas aos funcionários de toda a “aldeia”, assim como um aumento dos visitantes, procurando um princípio de regeneração do complexo Mineiro de Regoufe, bem como de Regoufe em si. |
|---|---|
| Autores principais: | Soares, Mariana Filipa Duarte |
| Assunto: | Regoufe Memória Ruína Turismo Natureza Regoufe Memory Ruins Tourism Nature |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Moldado por entre as montanhas do Maciço da Galheira, em plena serra da Arada surge, como lembrança de outrora, o Complexo Mineiro de Regoufe. Trata-se de um aglomerado de estruturas, com valor patrimonial e paisagístico, que foi parte integrante das explorações massivas de volfrâmio, aquando da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, longe dos dias de glória, encontra-se devoluto, em ruínas. Tendo em consideração a sua localização, crê-se que a sua integração, num programa ou rota cultural já existente, seja imprescindível para reverter o crescente abandono, degradação e despovoamento ocorrido ao longo dos tempos. Visto que o mesmo já se encontra inserido na Rota dos Geossítios, do Arouca Geoparque e, ainda assim, continua a desmoronar-se, houve a necessidade de ponderar outras soluções. Deste modo, o desafio seria integrar o complexo mineiro numa rota diferente, abrangendo a componente turística, mas também cultural, para que tal possa gerar curiosidade, contribuindo assim para o aumento dos visitantes, o que por sua vez contribuiria na regeneração do lugar. Posto isto, e tendo em conta a proposta a inserir nas pré-existências, parte-se do pressuposto que A memória de uma aldeia em ruína concede ao lugar a valência de funcionar como catalisador de uma reconversão arquitetónica. Tendo como ponto de partida a reflexão sobre memória e identidade que, por si só, engloba a unidade tempo, sendo ele passado, presente e futuro, pretende-se intervir nesta paisagem, neste património esquecido, afim de o reconverter e reabilitar, através de uma regeneração física. A reconversão funcional, será fundamentada pela inserção do complexo mineiro na rota Aldeias de Portugal, levando a uma reconfiguração dos usos e dos espaços com o intuito de albergar a atividade turística. Por conseguinte, projetasse a reconversão do conjunto, o qual englobará uma receção, mercearia, área administrativa, quartos destinados aos visitantes, lavandaria comunitária, diversas habitações de caracter permanente, assim como um novo corpo que pretende complementar as dependências turísticas necessárias, sendo elas, cozinhas comunitárias, unidades de mobilidade reduzida, bem como espaços de estar e de convívio. Considera-se que esta intervenção intramuros, apoiada pelo bloco complementar, permita uma regressão no despovoamento, devido à existência das habitações permanentes destinadas aos funcionários de toda a “aldeia”, assim como um aumento dos visitantes, procurando um princípio de regeneração do complexo Mineiro de Regoufe, bem como de Regoufe em si. |
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