Publicação
Avaliação da toxicidade do fármaco anti-VIH Nevirapina: formação de adultos do tipo fármaco-proteína
| Resumo: | A nevirapina é um fármaco usado no tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1, da classe dos inibidores do trasncriptase reverso não análogos de nucleósidos, geralmente administrado concomitantemente com outros agentes antiretrovirais. É, também, eficaz na prevenção da transmissão vertical do vírus, de mãe para filho. No entanto, a nevirapina tem apresentado graves efeitos secundários como irritações cutâneas severas a curto prazo e hepatotoxicidade verificada a longo prazo, o que levanta preocupações acerca da sua administração crónica, principalmente em casos perinatais ou pedriáticos. Apesar disso, a nevirapina é ainda, o antiretroviral mais utilizado em países em desenvolvimento. Este trabalho teve como objectivo inicial a formação e caracterização de adutos de nevirapina, derivados do metabolito 12‐hidroxi‐NVP com aminoácidos específicos e com o tripéptido glutationo. Os adutos com aminoácidos foram, posteriormente utilizados como padrões para avaliar a modificação in vitro da albumina do soro humano na presença de um derivado electrófilo do metabolito 12‐hidroxi‐NVP.Nos estudos de modificação dos aminoácidos, do glutationo e da albumina do soro humano foi utilizado um modelo sintético, o 12‐mesiloxi‐NVP, do electrófilo identificado in vivo – o 12‐sulfoxi‐NVP. Este derivado sintético foi utilizado por ser mais estável, de mais fácil preparação e por se espera que tenha uma reactividade semelhante ao metabolito 12‐sulfoxi‐NVP na presença de bionucleófilos. Estas reacções foram promovidas em tampão fosfatos pH 7,4, na presença de um excesso de aminoácido (triptofano, N‐acetil‐cisteína, lisina, arginina e histidina) e do glutationo. Os adutos obtidos foram isolados por HPLC semi‐preparativo e caracterizados por Ressonância Magnética Nuclear e Espectrometria de Massa. No ensaio de modificação da albumina do soro humano, a proteína foi incubada a 37ºC em PBS na presença do modelo electrófilo 12‐mesiloxi‐NVP. Após a remoão de moléculas pequenas que não reagiram, por diálise, a proteína foi hidrolisada por vários métodos químicos e por um método enzimático que envolve os enzimas Pronase E e Leucina aminopeptidase. Os aminoácidos modificados foram identificados por LC‐MS, por comparação (tendo em conta o tempo de retenção e espectro de massa) com os padrões anteriormente preparados. Foram apenas identificados adutos por hidrólise enzimática, nomeadamente, o aduto com o triptofano e com a histidina. Os resultados obtidos sugerem que a formação de adutos do tipo nevirapina‐proteína possa ser um factor importante na toxicidade deste fármaco, e poderão, eventualmente, ser utilizados como biomarcadores da toxicidade da nevirapina. Como continuação deste trabalho pretende‐se usar os adutos preparados com aminoácidos e com o glutationo como padrões para a detecção da sua formação in vivo, em modelos animais e em indivíduos sujeitos à terapia com a nevirapina. |
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| Autores principais: | Godinho, Ana Lúcia Aguiar |
| Assunto: | Toxicologia Nevirapina Aduto fármaco-proteína Aminoácidos Glutationo Albumina do soro humano Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A nevirapina é um fármaco usado no tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1, da classe dos inibidores do trasncriptase reverso não análogos de nucleósidos, geralmente administrado concomitantemente com outros agentes antiretrovirais. É, também, eficaz na prevenção da transmissão vertical do vírus, de mãe para filho. No entanto, a nevirapina tem apresentado graves efeitos secundários como irritações cutâneas severas a curto prazo e hepatotoxicidade verificada a longo prazo, o que levanta preocupações acerca da sua administração crónica, principalmente em casos perinatais ou pedriáticos. Apesar disso, a nevirapina é ainda, o antiretroviral mais utilizado em países em desenvolvimento. Este trabalho teve como objectivo inicial a formação e caracterização de adutos de nevirapina, derivados do metabolito 12‐hidroxi‐NVP com aminoácidos específicos e com o tripéptido glutationo. Os adutos com aminoácidos foram, posteriormente utilizados como padrões para avaliar a modificação in vitro da albumina do soro humano na presença de um derivado electrófilo do metabolito 12‐hidroxi‐NVP.Nos estudos de modificação dos aminoácidos, do glutationo e da albumina do soro humano foi utilizado um modelo sintético, o 12‐mesiloxi‐NVP, do electrófilo identificado in vivo – o 12‐sulfoxi‐NVP. Este derivado sintético foi utilizado por ser mais estável, de mais fácil preparação e por se espera que tenha uma reactividade semelhante ao metabolito 12‐sulfoxi‐NVP na presença de bionucleófilos. Estas reacções foram promovidas em tampão fosfatos pH 7,4, na presença de um excesso de aminoácido (triptofano, N‐acetil‐cisteína, lisina, arginina e histidina) e do glutationo. Os adutos obtidos foram isolados por HPLC semi‐preparativo e caracterizados por Ressonância Magnética Nuclear e Espectrometria de Massa. No ensaio de modificação da albumina do soro humano, a proteína foi incubada a 37ºC em PBS na presença do modelo electrófilo 12‐mesiloxi‐NVP. Após a remoão de moléculas pequenas que não reagiram, por diálise, a proteína foi hidrolisada por vários métodos químicos e por um método enzimático que envolve os enzimas Pronase E e Leucina aminopeptidase. Os aminoácidos modificados foram identificados por LC‐MS, por comparação (tendo em conta o tempo de retenção e espectro de massa) com os padrões anteriormente preparados. Foram apenas identificados adutos por hidrólise enzimática, nomeadamente, o aduto com o triptofano e com a histidina. Os resultados obtidos sugerem que a formação de adutos do tipo nevirapina‐proteína possa ser um factor importante na toxicidade deste fármaco, e poderão, eventualmente, ser utilizados como biomarcadores da toxicidade da nevirapina. Como continuação deste trabalho pretende‐se usar os adutos preparados com aminoácidos e com o glutationo como padrões para a detecção da sua formação in vivo, em modelos animais e em indivíduos sujeitos à terapia com a nevirapina. |
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