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Mitigation strategies to avoid medicines' shortages

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Resumo:As ruturas de medicamentos são um conceito que acompanha a sociedade documentando-se há mais de um século. Com o tempo, a indisponibilidade de medicamentos na Europa e no mundo veio a aumentar tendo repercussões de variadas magnitudes nos cuidados de saúde das populações e na sustentabilidade dos sistemas de saúde nacionais, ainda que a definição do conceito “rutura de medicamento” propriamente dito tenha sido vasta e inconsistente entre fronteiras nacionais. A presente monografia consiste numa revisão bibliográfica de artigos científicos e literatura cinzenta disponível dos últimos 20 anos que visa descrever a situação atual na região europeia e além, utilizando uma abordagem holística para listar e comparar medidas de mitigação impostas nos vários países. Para eficazmente mitigar as instâncias de ruturas de medicamento, é necessário também entender as suas causas, quer sejam estas devidos a barreiras regulamentares, problemas de produção, questões económicas ou de mercado. Observa-se uma interligação entre as causas basais que produzem as ruturas de medicamentos, tornando o problema complexo e incitando a necessidade de uma estratégia ampla. Não obstante, constatam-se diferenças acentuadas na causalidade da indisponibilidade de medicamentos na região europeia quando comparada com a de países subdesenvolvidos, colocando a Europa numa posição privilegiada. Na região europeia, países e partes interessadas vêem-se a impor medidas que visam combater estes episódios de rutura com um foco a curto, médio e longo-termo que vão desde a implementação de obrigações legais para a indústria farmacêutica, até ao estabelecimento de portais e bancos de dados ou a criação de diretrizes para os profissionais de saúde. Abordagens coletivas entre países podem apresentar-se como a metodologia mais eficaz na futura resolução dos problemas basais. A título de exemplo, Portugal foi escolhido como caso de estudo, no qual as medidas implementadas em terreno nacional e o contexto do país foram estudados e descritos mais aprofundadamente. Apesar dos diferentes países de uma região apresentarem as suas características próprias, a partilha de experiências e estratégias tem o potencial de criar benefício mútuo na criação de soluções estruturadas para a questão das ruturas de medicamentos, que se apresenta tanto como um problema de saúde como ético.
Autores principais:Almeida, Manuel Abreu Carvalho Duarte de
Assunto:Medicine shortages Pharmaceutical policy Mitigation measures Europe Portugal Mestrado Integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As ruturas de medicamentos são um conceito que acompanha a sociedade documentando-se há mais de um século. Com o tempo, a indisponibilidade de medicamentos na Europa e no mundo veio a aumentar tendo repercussões de variadas magnitudes nos cuidados de saúde das populações e na sustentabilidade dos sistemas de saúde nacionais, ainda que a definição do conceito “rutura de medicamento” propriamente dito tenha sido vasta e inconsistente entre fronteiras nacionais. A presente monografia consiste numa revisão bibliográfica de artigos científicos e literatura cinzenta disponível dos últimos 20 anos que visa descrever a situação atual na região europeia e além, utilizando uma abordagem holística para listar e comparar medidas de mitigação impostas nos vários países. Para eficazmente mitigar as instâncias de ruturas de medicamento, é necessário também entender as suas causas, quer sejam estas devidos a barreiras regulamentares, problemas de produção, questões económicas ou de mercado. Observa-se uma interligação entre as causas basais que produzem as ruturas de medicamentos, tornando o problema complexo e incitando a necessidade de uma estratégia ampla. Não obstante, constatam-se diferenças acentuadas na causalidade da indisponibilidade de medicamentos na região europeia quando comparada com a de países subdesenvolvidos, colocando a Europa numa posição privilegiada. Na região europeia, países e partes interessadas vêem-se a impor medidas que visam combater estes episódios de rutura com um foco a curto, médio e longo-termo que vão desde a implementação de obrigações legais para a indústria farmacêutica, até ao estabelecimento de portais e bancos de dados ou a criação de diretrizes para os profissionais de saúde. Abordagens coletivas entre países podem apresentar-se como a metodologia mais eficaz na futura resolução dos problemas basais. A título de exemplo, Portugal foi escolhido como caso de estudo, no qual as medidas implementadas em terreno nacional e o contexto do país foram estudados e descritos mais aprofundadamente. Apesar dos diferentes países de uma região apresentarem as suas características próprias, a partilha de experiências e estratégias tem o potencial de criar benefício mútuo na criação de soluções estruturadas para a questão das ruturas de medicamentos, que se apresenta tanto como um problema de saúde como ético.