Publicação
Suffering deadlock in the Arctic’s ecology and health : The Sámi World
| Resumo: | A transformação do meio ambiente ocorre de forma tão intensa, que a nossa linguagem e estruturas conceptuais apresentam um difícil processo de adaptação em entender cada aspecto de cada vez. Os impactos do desenvolvimento geral, do crescimento populacional e do aquecimento global, acompanhados pelas esperadas mudanças na biodiversidade, são os três principais aspectos nos quais questões específicas relativas à saúde mental evoluem. A incompatibilidade entre a nossa experiência ecológica e a nossa capacidade de conceptualizar e compreender um novo paradigma é justificada por uma onda de completa agonia, angústia e tristeza. A parte integrante da identidade social e cultural de muitas comunidades indígenas reside numa estrutura que explora a maneira como os elementos de mundos interagem uns com os outros, com o propósito de formar um todo complexo que actua como um sistema. Esta dissertação acompanha a dor existencial causada pelas mudanças no meio ambiente, especificamente na comunidade Sámi, na região da Sápmi, no norte da Noruega. O tema em questão gira em torno de uma montanha-russa emocional da percepção da identidade do indivíduo e da ruptura da unidade natural. A resposta psicológica à perda causada pela destruição ambiental antropogénica ou pela alteração climática na comunidade indígena Sámi constrói os fundamentos teóricos do luto ecológico e descreve de que maneira essa perda ecológica é prevista num ambiente natural. O sofrimento social no contexto ambiental rompe a presumível relação ambivalente entre o ser humano e a natureza, ao mesmo tempo que liga a fractura dinâmica na teia entre instabilidade social, a mutabilidade cultural, os problemas psíquicos e a destruição de espaço. |
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| Autores principais: | Dorsch, Laura Lou Peres |
| Assunto: | Sámi Identidade Ártico Tristeza Luto Ecologia Alterações Climáticas Identity Arctic Grief Mourning Ecology Climate Change |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A transformação do meio ambiente ocorre de forma tão intensa, que a nossa linguagem e estruturas conceptuais apresentam um difícil processo de adaptação em entender cada aspecto de cada vez. Os impactos do desenvolvimento geral, do crescimento populacional e do aquecimento global, acompanhados pelas esperadas mudanças na biodiversidade, são os três principais aspectos nos quais questões específicas relativas à saúde mental evoluem. A incompatibilidade entre a nossa experiência ecológica e a nossa capacidade de conceptualizar e compreender um novo paradigma é justificada por uma onda de completa agonia, angústia e tristeza. A parte integrante da identidade social e cultural de muitas comunidades indígenas reside numa estrutura que explora a maneira como os elementos de mundos interagem uns com os outros, com o propósito de formar um todo complexo que actua como um sistema. Esta dissertação acompanha a dor existencial causada pelas mudanças no meio ambiente, especificamente na comunidade Sámi, na região da Sápmi, no norte da Noruega. O tema em questão gira em torno de uma montanha-russa emocional da percepção da identidade do indivíduo e da ruptura da unidade natural. A resposta psicológica à perda causada pela destruição ambiental antropogénica ou pela alteração climática na comunidade indígena Sámi constrói os fundamentos teóricos do luto ecológico e descreve de que maneira essa perda ecológica é prevista num ambiente natural. O sofrimento social no contexto ambiental rompe a presumível relação ambivalente entre o ser humano e a natureza, ao mesmo tempo que liga a fractura dinâmica na teia entre instabilidade social, a mutabilidade cultural, os problemas psíquicos e a destruição de espaço. |
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