Publicação

Contribuição para o estudo da resistência antimicrobiana na infeção do trato respiratório inferior no cão e no gato

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A eficácia da utilização de antibióticos no tratamento de infeções enfrenta atualmente desafios associados ao aparecimento e disseminação de diferentes mecanismos de resistência antimicrobiana nos microrganismos. Por outro lado, as infeções bacterianas do trato respiratório inferior são afeções que podem colocar em risco a vida dos animais, sendo um diagnóstico clínico comum em cães e gatos. O objetivo do presente estudo foi contribuir para a caracterização da infeção bacteriana do trato respiratório inferior no cão e no gato e das resistências antimicrobianas associadas. Para isso, foi realizado um estudo retrospetivo com uma amostra populacional de 49 animais, constituída por todos os cães e gatos, com suspeita de infeção bacteriana respiratória inferior, que tenham sido submetidos à realização de uma lavagem bronco-alveolar e posterior citologia e cultura microbiológica, no período de 2016-2018, no VetOeiras - Hospital Veterinário. Foi comprovada a existência de relação (p<0,05) entre os resultados da citologia e da cultura microbiológica da amostra. Os fatores predisponentes para infeções bacterianas das vias aéreas inferiores identificados neste estudo (p<0,05) foram a presença de afeções concomitantes e a espécie do hospedeiro, sendo mais comum no cão do que no gato. As bactérias mais isoladas foram Staphylococcus spp. (35,1%), Pasteurella spp. (16,2%), Pseudomonas spp. (13,5%) e Escherichia coli (10,8%). No total, 40,5% das estirpes identificadas foram consideradas multirresistentes. Verificou-se que os antibióticos prescritos mais frequentemente e a duração média dos tratamentos estão de acordo com as normas de orientação de prescrição de antibióticos para as infeções das vias aéreas inferiores. Face aos resultados obtidos pensamos que este estudo contribui para a monitorização do aparecimento de resistências antimicrobianas, bem como para o conhecimento das práticas de prescrição de antibióticos, dos principais agentes etiológicos e respetivos padrões de suscetibilidade, da região geográfica em que foi realizado.
Autores principais:Silva, Ana Theriaga Gonçalves Gomes da
Assunto:Infeção do trato respiratório inferior cão gato resistências antimicrobianas antibióticos Lower respiratory tract bacterial infections dog cat antimicrobial resistance antibiotics
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A eficácia da utilização de antibióticos no tratamento de infeções enfrenta atualmente desafios associados ao aparecimento e disseminação de diferentes mecanismos de resistência antimicrobiana nos microrganismos. Por outro lado, as infeções bacterianas do trato respiratório inferior são afeções que podem colocar em risco a vida dos animais, sendo um diagnóstico clínico comum em cães e gatos. O objetivo do presente estudo foi contribuir para a caracterização da infeção bacteriana do trato respiratório inferior no cão e no gato e das resistências antimicrobianas associadas. Para isso, foi realizado um estudo retrospetivo com uma amostra populacional de 49 animais, constituída por todos os cães e gatos, com suspeita de infeção bacteriana respiratória inferior, que tenham sido submetidos à realização de uma lavagem bronco-alveolar e posterior citologia e cultura microbiológica, no período de 2016-2018, no VetOeiras - Hospital Veterinário. Foi comprovada a existência de relação (p<0,05) entre os resultados da citologia e da cultura microbiológica da amostra. Os fatores predisponentes para infeções bacterianas das vias aéreas inferiores identificados neste estudo (p<0,05) foram a presença de afeções concomitantes e a espécie do hospedeiro, sendo mais comum no cão do que no gato. As bactérias mais isoladas foram Staphylococcus spp. (35,1%), Pasteurella spp. (16,2%), Pseudomonas spp. (13,5%) e Escherichia coli (10,8%). No total, 40,5% das estirpes identificadas foram consideradas multirresistentes. Verificou-se que os antibióticos prescritos mais frequentemente e a duração média dos tratamentos estão de acordo com as normas de orientação de prescrição de antibióticos para as infeções das vias aéreas inferiores. Face aos resultados obtidos pensamos que este estudo contribui para a monitorização do aparecimento de resistências antimicrobianas, bem como para o conhecimento das práticas de prescrição de antibióticos, dos principais agentes etiológicos e respetivos padrões de suscetibilidade, da região geográfica em que foi realizado.