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A disfunção temporomandibular e a sua relação com a postura crânio-cervical e o equilíbrio postural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A disfunção temporomandibular, uma patologia com etiologia multifatorial e elevada incidência, tem sido alvo de investigação e debate nas últimas décadas. São vários os estudos que demonstraram a existência de uma correlação entre a disfunção temporomandibular e a existência de alterações, tanto na postura crânio-cervical, como no equilíbrio postural dos indivíduos. Está também demonstrado que a correção das alterações da postura crânio-cervical, através da realização de exercícios posturais, tem um impacto positivo na melhoria da disfunção temporomandibular. Por outro lado, o tratamento da disfunção temporomandibular permite a melhoria da distribuição plantar do peso corporal, o que tem benefício na correção do equilíbrio postural. Tendo em conta estes resultados, torna-se importante efetuar, aquando do diagnóstico da disfunção temporomandibular, uma avaliação da interação entre os sistemas estomatognático e postural dos indivíduos, de forma a que possa ser feito um tratamento globalmente eficaz. Em relação ao tratamento da disfunção temporomandibular, numa abordagem inicial está preconizado o recurso a medidas conservadoras não invasivas, as quais são eficazes em cerca de 70% dos casos. Apenas quando os métodos não invasivos forem ineficazes, se passam a considerar os métodos cirúrgicos: numa primeira fase os métodos minimamente invasivos e, como última abordagem, os métodos mais invasivos.
Autores principais:Gonçalves, Inês Rodrigues
Assunto:Articulação temporomandibular Disfunção temporomandibular Postura crânio-cervical Equilíbrio postural
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A disfunção temporomandibular, uma patologia com etiologia multifatorial e elevada incidência, tem sido alvo de investigação e debate nas últimas décadas. São vários os estudos que demonstraram a existência de uma correlação entre a disfunção temporomandibular e a existência de alterações, tanto na postura crânio-cervical, como no equilíbrio postural dos indivíduos. Está também demonstrado que a correção das alterações da postura crânio-cervical, através da realização de exercícios posturais, tem um impacto positivo na melhoria da disfunção temporomandibular. Por outro lado, o tratamento da disfunção temporomandibular permite a melhoria da distribuição plantar do peso corporal, o que tem benefício na correção do equilíbrio postural. Tendo em conta estes resultados, torna-se importante efetuar, aquando do diagnóstico da disfunção temporomandibular, uma avaliação da interação entre os sistemas estomatognático e postural dos indivíduos, de forma a que possa ser feito um tratamento globalmente eficaz. Em relação ao tratamento da disfunção temporomandibular, numa abordagem inicial está preconizado o recurso a medidas conservadoras não invasivas, as quais são eficazes em cerca de 70% dos casos. Apenas quando os métodos não invasivos forem ineficazes, se passam a considerar os métodos cirúrgicos: numa primeira fase os métodos minimamente invasivos e, como última abordagem, os métodos mais invasivos.