Publicação
Exposição a medidas preventivas e experiência de cárie em crianças com 6 e 12 anos de idade da região de Lisboa e Vale do Tejo
| Resumo: | Introdução: A cárie dentária é uma doença multifatorial com elevada prevalência nas crianças e jovens. O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) preconiza várias medidas preventivas e de promoção da saúde oral para a população escolar, sendo interessante conhecer a exposição dessas medidas na população. Objetivos: Descrever a exposição das crianças de 6 e 12 anos da Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT) a medidas preventivas e relacionar a prevalência e a gravidade de cárie com características sociodemográficas e com a exposição às medidas preventivas. Materiais e métodos: Foram utilizados dados do III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais (III ENPDO) relativos às populações de crianças de 6 e 12 anos da RLVT. Na análise estatística foram utilizados os testes Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (α=0,05). Resultados: Aos 6 anos, a maioria das crianças escovava os dentes duas ou mais vezes por dia (63,2%) e apenas 2,6% apresentava pelo menos um dente selado. Na escola, só 2,6% das crianças escovavam os dentes e 21,6% realizavam bochecho fluoretado. A prevalência de cárie foi 37,4% e o c5-6pod médio 1,41 (dp=2,57). As crianças que residiam numa área urbana apresentavam menor gravidade de cárie (p=0,03). Aos 12 anos, a maioria dos jovens referiu escovar os dentes duas ou mais vezes por dia (69,3%), 96,4% já tinha realizado uma consulta de saúde oral e 53,6% apresentava pelo menos um dente selado. Apenas 1,0% realizava escovagem na escola e 8,3% utilizava o fio dentário diariamente. A prevalência de cárie foi 46,9% e o C5-6POD 1,08 (dp=1,68). Aos 12 anos as crianças cuja mãe tinha um nível de instrução mais alto e que tinham dentes selados apresentavam menor prevalência ou gravidade de cárie (p<0,05). Conclusão: A exposição a medidas preventivas do PNPSO foi insatisfatória, sendo necessário reforçar a sua aplicação para melhorar os indicadores de saúde oral. |
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| Autores principais: | Ferreira, Luís Manuel Sousa |
| Assunto: | Saúde oral Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A cárie dentária é uma doença multifatorial com elevada prevalência nas crianças e jovens. O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) preconiza várias medidas preventivas e de promoção da saúde oral para a população escolar, sendo interessante conhecer a exposição dessas medidas na população. Objetivos: Descrever a exposição das crianças de 6 e 12 anos da Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT) a medidas preventivas e relacionar a prevalência e a gravidade de cárie com características sociodemográficas e com a exposição às medidas preventivas. Materiais e métodos: Foram utilizados dados do III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais (III ENPDO) relativos às populações de crianças de 6 e 12 anos da RLVT. Na análise estatística foram utilizados os testes Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (α=0,05). Resultados: Aos 6 anos, a maioria das crianças escovava os dentes duas ou mais vezes por dia (63,2%) e apenas 2,6% apresentava pelo menos um dente selado. Na escola, só 2,6% das crianças escovavam os dentes e 21,6% realizavam bochecho fluoretado. A prevalência de cárie foi 37,4% e o c5-6pod médio 1,41 (dp=2,57). As crianças que residiam numa área urbana apresentavam menor gravidade de cárie (p=0,03). Aos 12 anos, a maioria dos jovens referiu escovar os dentes duas ou mais vezes por dia (69,3%), 96,4% já tinha realizado uma consulta de saúde oral e 53,6% apresentava pelo menos um dente selado. Apenas 1,0% realizava escovagem na escola e 8,3% utilizava o fio dentário diariamente. A prevalência de cárie foi 46,9% e o C5-6POD 1,08 (dp=1,68). Aos 12 anos as crianças cuja mãe tinha um nível de instrução mais alto e que tinham dentes selados apresentavam menor prevalência ou gravidade de cárie (p<0,05). Conclusão: A exposição a medidas preventivas do PNPSO foi insatisfatória, sendo necessário reforçar a sua aplicação para melhorar os indicadores de saúde oral. |
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